Análise: Carrion - Neo Fusion
Análise
Carrion
23 de julho de 2020
Cópia digital da versão de Switch do jogo gentilmente cedida pela Devolver Digital.

Alvo de experimentos desconhecidos, a criatura rompe sua cela de proteção e consegue escapar. Se esgueirando por dutos de ar, ela começa a se alimentar dos funcionários do complexo subterrâneo a crescer. Quanto mais forte ela fica, mais cruéis são seus métodos — encontrar com ela significa ter uma morte rápida e sanguinária.

As forças de segurança estão alertas e equipadas com pistolas, metralhadoras e lança-chamas. Até mesmo os drones foram ligados e as unidades robóticas estão a postos. Mesmo assim, a criatura avança. Em Carrion, essa criatura digna de um filme de terror não é seu inimigo, mas quem você incorpora como jogador.

Desenvolvido pela Phobia Game Studio, o jogo é uma “experiência de terror reversa” na qual você deve escapar de uma instalação subterrânea. Não há exatamente uma grande história aqui, o que não é um problema: com uma premissa sólida, traz uma dose suficiente de explicações e mistérios para levar você por uma envolvente experiência com duração de 5 a 6 horas.

Terror inverso

Oferecendo uma estrutura de exploração um tanto linear, Carrion tem um objetivo bastante simples: sair da instalação em que você está preso. Para isso, desde o começo o jogador conta com uma movimentação bastante livre — toda baseada nos tentáculos “extensores” da criatura controlada — e a capacidade de agarrar uma coisa por vez (que pode ser expandida para mais objetos através de upgrades opcionais escondidos).

Carrion

Apesar de fisicamente forte, o monstro não é muito resistente a ataques. Se no começo alimentar-se de cientistas (que recuperam vida) é fácil, não é uma boa ideia atacar guardas muito de frente. É isso que dá ao game uma dose de “terror” e um timing muito próprio: escondido nos cantos e usando corredores laterais, o jogador deve sempre tentar pegar seus alvos distraídos — os gritos assustadores de suas vítimas dão o toque final ao clima de aflição.

Conforme você progride, novas habilidades que servem tanto como ferramentas de ataque e defesa quanto de exploração são encontradas. Em uma lógica semelhante aos títulos da série Metroid, Carrion traz ferramentas novas em ritmo constante que ajudam a atingir novos locais e a lidar com novas variedades de inimigos.

Design de alta qualidade

Aqui não há um mapa a seguir, mas o level design é tão bom que somente em raras ocasiões me senti perdido. O jogo consegue ir “fechando” o cenário a seu redor a ponto de, embora seja possível retroceder um pouco, nunca haver a sensação de não saber para onde é preciso ir. Após poucos minutos experimentando possibilidades em ambientes claustrofóbicos, você sempre achar qual é o objetivo a alcançar.

Carrion

Carrion não é exatamente difícil: tem checkpoints generosos espalhados pelo caminho. No entanto, ele pode ser um tanto frustrante pela questão dos controles. Jogando no Xbox One X, o direcional analógico direito é responsável por mirar o tentáculo que a criatura usa para o ataque. Tudo funciona bem, a não ser quando há mais de um inimigo ou objeto interativo em área próxima — diversas vezes me vi agarrando o que não queria e sendo vítima de um ataque fulminante que acabou com minha vida.

Enquanto essa dor de cabeça não é grande e diminui um pouco após conseguir alguns upgrades, a falta de precisão se faz evidente em mais de um momento. Sem entrar em grandes spoilers, os momentos em que você controla um humano também não são particularmente inspirados em matéria de gameplay, mas compensam isso ao trazer momentos que enriquecem muito a história.

Torne-se o caçador

Experiência perfeita para preencher uma tarde, Carrion é um game que acerta muito bem tanto em suas mecânicas quanto em sua ambientação. Com cenários que misturam bem elementos orgânicos e artificiais, o game apresenta uma boa frequência de melhorias e desafios que nunca superam o tempo durante o qual são bem-vindos.

Carrion

Se há algum pecado está no fato de que a estrutura básica de cada cenário não varia muito, podendo se tornar um pouco cansativa próximo aos trechos finais. Também sinto que poderia haver mais espaço para a exploração: embora novos caminhos se abram conforme o jogador desbloqueia novas habilidades, há poucos estímulos — fora um ou outro achievement — para voltar a áreas anteriores ou jogar mais de uma vez.

Um belo trabalho da Phobia Game Studio, Carrion é bastante recomendado para quem procura um jogo de ação direto, mas não clichê. Caso você tenha uma das variações do Xbox One, há uma grande vantagem: desde o dia 1 o título faz parte do catálogo do Xbox Game Pass, provando ser uma excelente adição a ele.

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Comentários

[…] (Texto publicado no Neo Fusion, em 18/02/2021, disponível no link: http://54.237.89.239/materia/previa/valheim/) […]

[…] (Texto publicado no Neo Fusion, em 14/01/2021, disponível no link: http://54.237.89.239/materia/analise/tell-me-why/) […]

[…] a alternativa não é descartada. Até mesmo tivemos uma história inédita do marsupial em Crash Bandicoot 4: It’s About Time. Poderíamos ter uma nova versão futuramente de Crash Bash – o party game da franquia […]

[…] mas também foi possível prestigiar títulos à parte dos cartunescos, como, por exemplo, o novo Tony Hawk’s Pro Skater 1+2, que resgatou a alma de um dos jogos de esporte mais icônicos de sua geração. Embora a origem […]

[…] não sendo tão inovador e debatível quanto Her Story, o título certamente conquista um espaço importante no (já não tão popular) gênero dos […]

Breath of the Wild carater família?

wishlistei

Você sabe me falar se compensa eu comprar esse ou posso jogar o original também, eu tenho o original mas não. Joguei nenhum você pode me ajudar nessa Dúvida de 259 reais kkkk

Incluindo a fonte de meu comentário.: http://www.vgchartz.com/gamedb/games.php?name=just+dance+2018&keyword=&console=&region=All&developer=&publisher=&goty_year=&genre=&boxart=Both&banner=Both&ownership=Both&results=50&order=Sales&showtotalsales=0&showtotalsales=1&showpublisher=0&showpublisher=1&showvgchartzscore=0&showvgchartzscore=1&shownasales=0&showdeveloper=0&showcriticscore=0&showcriticscore=1&showpalsales=0&showreleasedate=0&showreleasedate=1&showuserscore=0&showuserscore=1&showjapansales=0&showlastupdate=0&showlastupdate=1&showothersales=0

O que mais impressiona é que a versão mais vendida deste jogo foi a do Nintendo Switch, seguida da fucking versão de Wii! TEM GENTE COMPRANDO JUSTA DANCE PRA WII EM 218! E vendeu bem mais que no One... Dificilmente um JD 2019 vai ficar de fora do velho de guerra da Nintendo!

<3

Este jogo é fantástico! Muito bom evoluir todos os personagens. Os personagens da 2ª geração ficam ainda mais fortes. Celice, filho de Sigurd, torna-se quase um Deus, o deixei com 80 de HP, o máximo, como outros status que ficaram no seu máximo, mais os itens: Silver Sword, Silver Blade, Power Ring, Speed Ring, Defence Ring, deixando o Celice muito forte e resistente.

Obrigado! Sobre suas dúvidas: 1) Eu não consegui confirmação concreta de quem é o CEO atual da Game Freak. O pouco que descobri apontava para o Satoshi, mas é possível que ele já tenha saído sim. 2) O texto foi escrito em dezembro, antes do anúncio de Bayonetta 3. Como a ideia é lançar um listão assim a cada seis meses, acho que não vale o trabalho ficar atualizando a cada anúncio. Mas se houver demanda, posso fazer.

Belo compendium dos estúdios da Nintendo e afiliados! Só tenho duas dúvidas: 1- O Satoshi ainda é CEO da Game Freak? Pensei que ele já tinha se afastado. 2- A Platinum não está fazendo Bayonetta 3 agora?

Que bacana, o jogo parece bem legal. Só não compro porque larguei rápido o último jogo do tipo que peguei (Animal Crossing: New Leaf)

O Zelda mais zeldoso de todos

Esse é jogo é O Zelda?

Valeu :)

Realmente é algo incrível, parece até informação secreta kkkkkkk, ótimo post.

Analise justíssima, parabéns Renan! Na minha opinião, por mais que Pocket Camp seja inegávelmente a experiência mobile da Nintendo mais próxima que tivemos da “versão console”, é desnecessariamente repetitivo, incompleto e enjoativo. Além do gameplay lento (como citado na análise), não existem grandes recompensas pela progressão no jogo além de novos personagens e móveis pra construir. No fim, Pocket Camp é apenas (o pior de) New Leaf adaptado para smartphones, com 10% das funcionalidades e mecânicas free-to-play. Talvez uma atualização dê alguma tapeada na repetitividade excessiva, mas teriam que mudar tanto o jogo que nem sei se vale a pena.

Não joguei esse Zelda ainda, por isso não posso fazer comentários sobre o jogo mas sei que a Nintendo sempre capricha nos seus jogos e usa artificios muito elaborados até para as coisas mais simples, certa vez na internet achei um vídeo relacionando o construtivismo de Vygotsky com o jogo super Mario...por fim estou gostando dessa abordagem mais técnica dos jogos, sai um pouco do padrão da internet

É um openworld, no dois vc começa adolescente e vai envelhecendo, as cicatrizes permanecem, vc pode comprar casa e casar nas diferentes cidades... no terceiro muda mas as decisões são fodas, por exemplo vc procura apoio da população de uma vila pra dar o golpe no seu irmão, então vc promete uma ponte pra cidade, depois do golpe vc tem escolher entre construir a ponte e aumentar o exército da sua nação contra o inimigo do jogo ..daí sua escolha muda tudo

Eu ouvi muito de Fable na época pré-lançamento dele, mas não cheguei a jogar. Tinham muitas promessas nesse sentido mesmo, que você ia passar anos na pele do mesmo aventureiro. Ele chega a ser um openworld? E as escolhas geravam caminhos e quests diferentes?

Um jogo bem interessante mas que muita gente não gosta é Fable, vc ter uma vida, fazer escolhas que vão afetar a história é bem interessante, seria bem legal se em Zelda você pudesse desenvolver uma cidade e se tornar herói/prefeito

Rapaz, que texto. A crítica que você fez à premiação do Uncharted bate no ponto certo. As narrativas mais envolventes do universo dos games, pra mim, foram aquelas que exploraram todo o potencial de interatividade que a mídia propõe. Nada contra Uncharted e eu acho que o jogo é brilhante em vários outros aspectos, mas os exemplos citados no texto falam por si só. Enfim, gostei muito. E o site tá lindo, isso aqui é qualidade pura.

Excelente lista! O Switch é uma awesome little indie machine :)

Faltam 2 horas e estou que nem criança imaginando minha reação se eu ganhar.

Olha... excelente texto. Esse é um problema que eu já vinha discutindo em meus círculos de amizade ha um bom tempo. Isso fica ainda mais evidente quando percebe-se a necessidade das grandes publishers de seguirem tendencias mais lucrativas não afetam apenas o game design em si, mas também as temáticas, narrativas, e até mesmo a direção de arte dos games. Vide a enxurrada de jogos de zumbis que tivemos na geração passada... Por falar em indies, eu vejo muito potencial para que os próximos AAA inovadores saiam deles. O orçamento ainda é um problema, mas financiamento coletivo já é uma realidade. Acredito que equipes extremamente competentes e comprometidas consigam levantar fundos para levar adiante o desenvolvimento de jogos desse nível.

O sorteio vai ser ao vivo via live???

Obrigado Igor! Seja bem-vindo ao Nintendo Fusion :)

Rapaz, que texto foda! Parabéns Renan! Fico cada mais feliz em ser Nintendista em tempos como esse (apesar de ainda não ter um Switch), saber que a Nintendo rema pesado contra essa maré cheia de lixo. Recentemente o designer da BioWare, Manveer Heir (Mass Effect) compartilhou que a EA só tem foco mesmo nas microtransações, que ainda viu gente gastando 15 mil dolares com cards de multiplayer do Mass Effect 3. Pra piorar agora tem o sistema de Loot Box, que está na moda, e a Warner empolgou com o Shadow of Mordor. Loot Box pra fechar campanha ou pra tentar competir online nos jogos, pra mim isso é praticamente o fim. A única esperança que tenho nessa industria que amo tanto são mesmo nos indies, Nintendo e algumas empresas. Espero que a Activision não estrague a Blizzard, pq apesar de Overwatch ter Loot Box, são completamente cosméticos, e eu acho isso bom até, pq jogar pra desbloquear coisas visuais é muito mais interessante e prazeroso que jogar pra tentar a sorte com um item específico pra ser mais competitivo com upgrades no status do personagem.

Não aparece para você no começo do texto? https://uploads.disquscdn.com/images/b809b035a7e4e21875dfe6af44cc2d10dccbe7c3eea556e1be57fe8018d72a32.png

cadê o tal formulário do Gleam? não vi link nenhum no texto... tá mal explicado isso...

Das publicadoras de games, a EA é sem duvidas a pior. Não foi atoa que foi escolhida como a pior empresa americana por dois anos consecutivos. Não quero parecer um hater, mas é essa filosofia de shooters multimilionários, com gráficos de ponta e extorquimento de dinheiro dos consumidores é que vai fazê-los fechar as portas. Isso fica evidente com o “apoio” da empresa ao Switch, não souberam mais uma vez ler o sucesso do console, e repetem os mesmos erros de uma década: investir pesado em gêneros supersaturados. E é interessante notar como o Iwata foi capaz de enxergar uma realidade mais de uma década á sua frente, e feliz que cada vez mais empresas adotam essa estratégia: jogos de menor orçamento e maior foco no público

Agora sim vou ter meu switch o/

Sim!

Qual é a exceção "imperdoável"? Chrono Trigger?

Reativei minha conta só pra promoção kkkk

Cara, não uso Twitter. Até tenho, mas nem lembro senha nem nada. Vamos ver se tenho sorte

Parabéns à todos nessa nova empreitada, o site é promissor!

Acho que o único defeito desse game foi ter requentado muitas fases, poderia ter sido apenas a GHZ, por exemplo. Mas fora isso é impecável.

sera que agora ganho o

Precisa compartilhar no Facebook. Nos outros lugares é opcional.

Eu preciso compartilhar o sorteio pelo facebook? Ou é preciso compartilhar em outro lugar?

Felipe Sagrado escreva-se em tudo para aumenta a change brother!!!!

Você pode participar sim, só não vai poder obter os dois cupons relacionados ao Twitter. :)

Boa tarde. Eu não uso o Twitter, então gostaria de saber se isso impede minha participação ou só diminui minhas chances?

? vou seguir o Renan aqui tbm