Análise: Destroy All Humans - Neo Fusion
Análise
Destroy All Humans
30 de agosto de 2020
Cópia digital da versão de PC do jogo cedida pela THQ Nordic.

Nossa memória é algo engraçado. Quando vi pela primeira vez que a THQ Nordic estava trabalhando em uma atualização de Destroy All Humans, associei ele automaticamente a uma linha de games inspiradas pelo sucesso de Grand Theft Auto III. Você sabe o tipo: aventuras em “mundo aberto” em 3D que abusam de piadas infames e de pura destruição, sem entender muito bem o que funciona nos produtos da Rockstar Games.

Destroy All Humans

Eis que, ao jogar a versão atualizada do título, me deparei com algo que, felizmente, não se encaixava tão bem em minhas expectativas. O humor infame — e até ofensivo — com certeza permanece, mas a aventura em si traz cenários bem mais contidos em que a furtividade tem um papel considerável.

Criado originalmente pela Pandemic Studios, Destroy All Humans se passa em uma versão exagerada dos Estados Unidos dos anos 1950. Aqui há a “luta contra os comunistas” (que seria mais engraçada não tivesse sido transplantada para o Brasil dos dias atuais) e todo o clima de paranoia dos produtos culturais da época misturados a uma bela dose de invasão alienígena.

Técnicas avançadas de infiltração

No game controlamos Crypto-137, alienígena que tem que destruir a raça humana por motivos de sobrevivência. Membro de uma espécie super avançada que se reproduz pela clonagem, ele vê nos humanos uma fonte do DNA puro de sua raça — que implantou esse elemento aqui há milênios, sabendo que o tempo degradaria sua estrutura genética.

Destroy All Humans

Para isso, ele conta com poderes telecinéticos, as sondas anéis, máquinas de raio e disparos de fogo mortais. No entanto, a estrutura do jogo não estimula que você use tudo isso para criar o caos desenfreado — ao menos não no início. Há todo o processo de investigar esse mundo, se infiltrar entre os humanos e tirar proveito das tecnologias de nossa espécie para colocar em funcionamento o plano de destruição em massa.

Tudo isso é apresentado em uma estrutura narrativa surpreendentemente atual levando em conta que o título original data de 2005. Não há um grande mundo aberto interconectado, mas sim pequenos cenários contidos que devemos visitar algumas vezes em busca de objetivos bem definidos. Finalizadas as fases, você pode voltar para cumprir missões paralelas e coletar robôs que garantem pontos de habilidade usados para dar mais poder a Crypto e à sua espaçonave.

A complexidade das ações e os poderes disponíveis crescem de maneira constante, mas o jogo em si nunca fica muito complexo ou demanda atenção prolongada. Isso faz dele uma opção ótima para sessões curtas: você senta, escolhe uma fase, se diverte por 15 a 20 minutos e tem a sensação de que cumpriu seu trabalho, tendo um loop completo de gameplay para aproveitar.

Problemas de tom

Enquanto a estrutura e gameplay de Destroy All Humans se sustentam bem — ajudadas por uma bela reformulação gráfica —, infelizmente o tom do jogo incomoda. A história em si é inofensiva, usando alguns clichês e tons exagerados que acabam até ajudando a apreciá-la. No entanto, ela é pontuada por várias piadas que parecem que não deveriam ter saído do parquinho da quinta série.

Destroy All Humans

Não estou querendo ser moralista ou “SJW” (como os jovens adoram falar), mas é bem incômodo ter que lidar com trechos em que o jogo acha super adequado fazer piada da cheerleader “loira e burra”. Não somente isso se demonstra na leitura de pensamentos da personagem, como também em cenas em que esse personagem é sexualizado e comemora a exposição a sondas invasivas.

Esse aspecto não se repete em todas as outras cenas, mas a escrita em geral também adora esse tom de “humor edgy”, que é só cansativo. Ao menos o game tem a desculpa de ter sido escrito e lançado originalmente em 2005, não tendo o privilégio de desfrutar de todas as evoluções narrativas acontecidas desde então.

Destruir humanos pode ser legal

Destroy All Humans pode ter seus problemas, mas ainda assim a decisão da THQ Nordic de trazer a franquia do limbo é bem-vinda. Aqui temos um jogo de ação perfeito para sessões curtas e que funciona bem o suficiente no nível mecânico para “desligar a cabeça” e se divertir com as missões que surgem.

Destroy All Humans

Caso o humor nível “piores episódios de South Park” não o incomode, a história é até divertida e inspira abusar dos poderes de leitura mental de Crypto. Caso você tenha a oportunidade de jogar o remake, vale a pena fazer essa volta ao (agora) já distante ano de 2005. Só, se possível, dê preferência à versão de PC, que tem um preço muito mais condizente com a qualidade do título do que as adaptações para PS4 e Xbox One aqui no Brasil.

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Comentários

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[…] (Texto publicado no Neo Fusion, em 14/01/2021, disponível no link: http://54.237.89.239/materia/analise/tell-me-why/) […]

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Breath of the Wild carater família?

wishlistei

Você sabe me falar se compensa eu comprar esse ou posso jogar o original também, eu tenho o original mas não. Joguei nenhum você pode me ajudar nessa Dúvida de 259 reais kkkk

Incluindo a fonte de meu comentário.: http://www.vgchartz.com/gamedb/games.php?name=just+dance+2018&keyword=&console=&region=All&developer=&publisher=&goty_year=&genre=&boxart=Both&banner=Both&ownership=Both&results=50&order=Sales&showtotalsales=0&showtotalsales=1&showpublisher=0&showpublisher=1&showvgchartzscore=0&showvgchartzscore=1&shownasales=0&showdeveloper=0&showcriticscore=0&showcriticscore=1&showpalsales=0&showreleasedate=0&showreleasedate=1&showuserscore=0&showuserscore=1&showjapansales=0&showlastupdate=0&showlastupdate=1&showothersales=0

O que mais impressiona é que a versão mais vendida deste jogo foi a do Nintendo Switch, seguida da fucking versão de Wii! TEM GENTE COMPRANDO JUSTA DANCE PRA WII EM 218! E vendeu bem mais que no One... Dificilmente um JD 2019 vai ficar de fora do velho de guerra da Nintendo!

<3

Este jogo é fantástico! Muito bom evoluir todos os personagens. Os personagens da 2ª geração ficam ainda mais fortes. Celice, filho de Sigurd, torna-se quase um Deus, o deixei com 80 de HP, o máximo, como outros status que ficaram no seu máximo, mais os itens: Silver Sword, Silver Blade, Power Ring, Speed Ring, Defence Ring, deixando o Celice muito forte e resistente.

Só aproveitando o hype ( e o ódio ) das pessoas online: é voltado para crianças. Você, adulto, pode brincar e curtir, mas é voltado para crianças. Com 7, 8 anos você AMARIA jogar nisso, então não seja chato e curta essa ideia sensacional que a Big N teve

Me senti assim quanto aos ports de games de Wii U para o Switch. https://www.youtube.com/watch?v=E3sG7pfvgJU

THE WORLD ENDS WITH YOU HYPE

Obrigado! Sobre suas dúvidas: 1) Eu não consegui confirmação concreta de quem é o CEO atual da Game Freak. O pouco que descobri apontava para o Satoshi, mas é possível que ele já tenha saído sim. 2) O texto foi escrito em dezembro, antes do anúncio de Bayonetta 3. Como a ideia é lançar um listão assim a cada seis meses, acho que não vale o trabalho ficar atualizando a cada anúncio. Mas se houver demanda, posso fazer.

Belo compendium dos estúdios da Nintendo e afiliados! Só tenho duas dúvidas: 1- O Satoshi ainda é CEO da Game Freak? Pensei que ele já tinha se afastado. 2- A Platinum não está fazendo Bayonetta 3 agora?

Que bacana, o jogo parece bem legal. Só não compro porque larguei rápido o último jogo do tipo que peguei (Animal Crossing: New Leaf)

O Zelda mais zeldoso de todos

Esse é jogo é O Zelda?

Valeu :)

Realmente é algo incrível, parece até informação secreta kkkkkkk, ótimo post.

Analise justíssima, parabéns Renan! Na minha opinião, por mais que Pocket Camp seja inegávelmente a experiência mobile da Nintendo mais próxima que tivemos da “versão console”, é desnecessariamente repetitivo, incompleto e enjoativo. Além do gameplay lento (como citado na análise), não existem grandes recompensas pela progressão no jogo além de novos personagens e móveis pra construir. No fim, Pocket Camp é apenas (o pior de) New Leaf adaptado para smartphones, com 10% das funcionalidades e mecânicas free-to-play. Talvez uma atualização dê alguma tapeada na repetitividade excessiva, mas teriam que mudar tanto o jogo que nem sei se vale a pena.

Não joguei esse Zelda ainda, por isso não posso fazer comentários sobre o jogo mas sei que a Nintendo sempre capricha nos seus jogos e usa artificios muito elaborados até para as coisas mais simples, certa vez na internet achei um vídeo relacionando o construtivismo de Vygotsky com o jogo super Mario...por fim estou gostando dessa abordagem mais técnica dos jogos, sai um pouco do padrão da internet

É um openworld, no dois vc começa adolescente e vai envelhecendo, as cicatrizes permanecem, vc pode comprar casa e casar nas diferentes cidades... no terceiro muda mas as decisões são fodas, por exemplo vc procura apoio da população de uma vila pra dar o golpe no seu irmão, então vc promete uma ponte pra cidade, depois do golpe vc tem escolher entre construir a ponte e aumentar o exército da sua nação contra o inimigo do jogo ..daí sua escolha muda tudo

Eu ouvi muito de Fable na época pré-lançamento dele, mas não cheguei a jogar. Tinham muitas promessas nesse sentido mesmo, que você ia passar anos na pele do mesmo aventureiro. Ele chega a ser um openworld? E as escolhas geravam caminhos e quests diferentes?

Um jogo bem interessante mas que muita gente não gosta é Fable, vc ter uma vida, fazer escolhas que vão afetar a história é bem interessante, seria bem legal se em Zelda você pudesse desenvolver uma cidade e se tornar herói/prefeito

Rapaz, que texto. A crítica que você fez à premiação do Uncharted bate no ponto certo. As narrativas mais envolventes do universo dos games, pra mim, foram aquelas que exploraram todo o potencial de interatividade que a mídia propõe. Nada contra Uncharted e eu acho que o jogo é brilhante em vários outros aspectos, mas os exemplos citados no texto falam por si só. Enfim, gostei muito. E o site tá lindo, isso aqui é qualidade pura.

Excelente lista! O Switch é uma awesome little indie machine :)

Cuphead leva quase todos (a meu ver, claro) Mas a Nintendo tá massacrando esse ano

Faltam 2 horas e estou que nem criança imaginando minha reação se eu ganhar.

Olha... excelente texto. Esse é um problema que eu já vinha discutindo em meus círculos de amizade ha um bom tempo. Isso fica ainda mais evidente quando percebe-se a necessidade das grandes publishers de seguirem tendencias mais lucrativas não afetam apenas o game design em si, mas também as temáticas, narrativas, e até mesmo a direção de arte dos games. Vide a enxurrada de jogos de zumbis que tivemos na geração passada... Por falar em indies, eu vejo muito potencial para que os próximos AAA inovadores saiam deles. O orçamento ainda é um problema, mas financiamento coletivo já é uma realidade. Acredito que equipes extremamente competentes e comprometidas consigam levantar fundos para levar adiante o desenvolvimento de jogos desse nível.

O sorteio vai ser ao vivo via live???

Obrigado Igor! Seja bem-vindo ao Nintendo Fusion :)

Rapaz, que texto foda! Parabéns Renan! Fico cada mais feliz em ser Nintendista em tempos como esse (apesar de ainda não ter um Switch), saber que a Nintendo rema pesado contra essa maré cheia de lixo. Recentemente o designer da BioWare, Manveer Heir (Mass Effect) compartilhou que a EA só tem foco mesmo nas microtransações, que ainda viu gente gastando 15 mil dolares com cards de multiplayer do Mass Effect 3. Pra piorar agora tem o sistema de Loot Box, que está na moda, e a Warner empolgou com o Shadow of Mordor. Loot Box pra fechar campanha ou pra tentar competir online nos jogos, pra mim isso é praticamente o fim. A única esperança que tenho nessa industria que amo tanto são mesmo nos indies, Nintendo e algumas empresas. Espero que a Activision não estrague a Blizzard, pq apesar de Overwatch ter Loot Box, são completamente cosméticos, e eu acho isso bom até, pq jogar pra desbloquear coisas visuais é muito mais interessante e prazeroso que jogar pra tentar a sorte com um item específico pra ser mais competitivo com upgrades no status do personagem.

Não aparece para você no começo do texto? https://uploads.disquscdn.com/images/b809b035a7e4e21875dfe6af44cc2d10dccbe7c3eea556e1be57fe8018d72a32.png

cadê o tal formulário do Gleam? não vi link nenhum no texto... tá mal explicado isso...

Das publicadoras de games, a EA é sem duvidas a pior. Não foi atoa que foi escolhida como a pior empresa americana por dois anos consecutivos. Não quero parecer um hater, mas é essa filosofia de shooters multimilionários, com gráficos de ponta e extorquimento de dinheiro dos consumidores é que vai fazê-los fechar as portas. Isso fica evidente com o “apoio” da empresa ao Switch, não souberam mais uma vez ler o sucesso do console, e repetem os mesmos erros de uma década: investir pesado em gêneros supersaturados. E é interessante notar como o Iwata foi capaz de enxergar uma realidade mais de uma década á sua frente, e feliz que cada vez mais empresas adotam essa estratégia: jogos de menor orçamento e maior foco no público

Agora sim vou ter meu switch o/

Sim!

Qual é a exceção "imperdoável"? Chrono Trigger?

Reativei minha conta só pra promoção kkkk

Cara, não uso Twitter. Até tenho, mas nem lembro senha nem nada. Vamos ver se tenho sorte

Parabéns à todos nessa nova empreitada, o site é promissor!

Acho que o único defeito desse game foi ter requentado muitas fases, poderia ter sido apenas a GHZ, por exemplo. Mas fora isso é impecável.

sera que agora ganho o

Precisa compartilhar no Facebook. Nos outros lugares é opcional.

Eu preciso compartilhar o sorteio pelo facebook? Ou é preciso compartilhar em outro lugar?

Felipe Sagrado escreva-se em tudo para aumenta a change brother!!!!

Você pode participar sim, só não vai poder obter os dois cupons relacionados ao Twitter. :)

Boa tarde. Eu não uso o Twitter, então gostaria de saber se isso impede minha participação ou só diminui minhas chances?

Treta foi massa demais

? vou seguir o Renan aqui tbm

oi

oi

oi?