Análise: DOOM - Neo Fusion
Análise
DOOM
13 de novembro de 2017
Código do jogo fornecido pela Bethesda.

Eu joguei DOOM pela primeira vez em outubro de 2016 no PlayStation 4. Foi uma compra inusitada para mim, já que eu não sou um grande fã do gênero de first-person shooters, porque eu prefiro uma boa campanha single-player ao invés de mecânicas construídas para um multiplayer online que nunca vou jogar. Mas alguns amigos recomendaram o jogo e, voilá!, descobri a melhor campanha de um FPS que já joguei.

Quando a Nintendo anunciou, no Nintendo Direct de setembro, que “dois shooters icônicos” estariam vindo ao Switch, eu até brinquei com o Pedro que provavelmente seria o DOOM original, de 1993. Descobrir que tratavam-se do novo DOOM e de Wolfenstein II: The New Colossus foi uma surpresa enorme e, agora, chegou a hora de avaliar como foi a adaptação do título para o pequeno Switch, feita pelo estúdio Panic Button.

O jogo em primeiro lugar

Enquanto a narrativa de DOOM pode nos fazer pensar que este é um jogo sobre salvar Marte (e, subsequentemente, a Terra) de uma invasão causada pelo abuso de um portal para o Inferno, a realidade é que DOOM é apenas uma coisa: um jogo sobre matar demônios.

Claro, essa é uma forma bastante reducionista de descrever um jogo, mas, neste caso, é evidente que tudo sobre DOOM, inclusive seus visuais, sua trilha sonora e sua narrativa, é feito com o propósito de motivar e animar o jogador ao matar mais e mais demônios. Assim como Super Mario Odyssey é um jogo sobre pular e jogar um chapéu, DOOM é um jogo sobre esmagar as cabeças de criaturas infernais. Assim como a Samus usa seu canhão não apenas para atacar, mas também como uma ferramenta de exploração, o Doom Slayer abre portas e coleta colecionáveis usando o mesmo botão (e com a mesma violência) que usa para alimentar a um demônio seus próprios órgãos. E, de fato, funciona muito bem.

Todas as mecânicas do jogo são polidas para fazer o jogador se sentir como uma verdadeira ameaça para os demônios (até mesmo nas dificuldades mais altas, nas quais isso não é tão simples). Jogadores dos FPSs mais populares como Halo e Call of Duty podem estranhar que o personagem está sempre correndo, não precisa de um botão para recarregar suas armas e não tem uma barra de vida que regenera.

Isso tudo serve para incentivar o jogador a avançar e se arriscar nas batalhas, ao invés de achar um canto seguro e derrotar os inimigos um por um. Claro que, às vezes, é necessário recuar, mas quando estamos com pouca vida, é frequentemente mais interessante avançar para matar inimigos e coletar os itens que saem deles. Ao ativar uma Glory Kill em um inimigo com pouca vida ou cortá-lo ao meio com uma motosserra, ainda mais itens voam, nos instigando a pensar em formas diferentes de matá-los.

Todas as armas são divertidas de usar e realmente é questão de gosto decidir qual usar mais. Eu gosto de usar a shotgun, mas há situações que favorecem armas específicas e geralmente é divertido trocar para adicionar variedade à ação frenética. Também há uma série de desafios de combate em cada fase que nos incentivam a apimentar a ação com movimentos específicos.

E, enquanto muitos jogos de ação ocorrem em fases lineares, nos levando de um combate para o outro, as fases de DOOM são surpreendentemente abertas e repletas de segredos para encontrar. Isso inclui melhorias para armas e armadura, fases secretas e desafios. Para um fã de Metroid Prime como eu, é um prato cheio, pois até mesmo a tela de mapa remete ao clássico de GameCube. Diversos segredos são fáceis de achar, mas alguns deles te farão pensar “como eu chego lá?” por um bom tempo. Infelizmente, algumas das fases nos impedem de explorá-las livremente, fechando partes à medida em que progredimos nelas, então é necessário jogá-las novamente para encontrar tudo.

Com 13 missões que levam algo em torno de 30 a 60 minutos para completar, DOOM não é um shooter curto. Perto do final, quando já temos todas as armas e conhecemos todos os demônios, as coisas tornam-se um pouco repetitivas, mas eu continuei me divertindo com as novas ideias apresentadas nas fases e, é claro, com as mecânicas centrais extremamente bem acertadas.

Um AAA portátil, para bem e para mal

Naturalmente, para fazer um jogo de PlayStation 4 e Xbox One rodar no Switch, algumas coisas tiveram que ser sacrificadas. Enquanto DOOM busca (e geralmente atinge) 1080p e 60fps nos dois consoles, a versão de Switch é restrita a 720p e 30fps, tanto em modo portátil quanto em modo TV. Apesar de um pouco decepcionante, porque a taxa de quadros é um grande fator na jogabilidade de DOOM, estou surpreso e contente em dizer que, para todos os efeitos, funciona.

Em seus melhores momentos, DOOM no Switch parece o jogo de PS4, mas menos nítido. Nos piores, é um pouco mais bonito que um jogo de PS3. Quando liguei o PlayStation 4 para comparar as duas versões, a diferença pareceu gritante, e de fato levei alguns minutos para me readaptar à versão de Switch, mas, vista isoladamente, ela funciona incrivelmente bem.

A resolução dinâmica trabalha para manter a taxa de quadros, alguns lugares ficam mais nítidos que outros, mas na tela do Switch e em TVs menores, não achei isso muito incômodo. Em uma TV maior a resolução é mais notável e, em alguns momentos de maior ação, nem mesmo a queda da resolução foi o suficiente para impedir uma notável queda na taxa de quadros. Esses momentos são raros, mas existem, e são parte do sacrifício que é necessário para um hardware pequeno e portátil como o Switch.

Em termos de conteúdo, o jogo está quase inteiro intacto no console da Nintendo, contando com todo o aspecto single-player (campanha em cinco dificuldades, desafios, fases secretas, modo arcade), mais o multiplayer competitivo (que não é muito interessante e eu queria que ele não ocupasse espaço no meu SD). Ausente está o editor de missões Snapmap, que eu nunca usei no PlayStation 4 mas que poderia aumentar a longevidade do jogo para aqueles que desejarem ainda mais. Tudo isso resulta em um pacote de 22GB — grande para o Switch, mas muito menor do que os quase 80GB da versão de PS4.

Infelizmente, a versão de Switch no lançamento tem alguns bugs que devem ser corrigidos em breve. O modo de fotos parece estar indisponível (mesmo após ativá-lo no menu) e, em diversos momentos, encontrei problemas de som como barulhos altos ou o desaparecimento de um ou ambos canais de áudio. Isso é bastante irritante, porque a sonoridade do jogo é excelente — pela ambientação, pela localização de inimigos ao seu redor e pela trilha sonora espetacularmente pesada de Mick Gordon.

Também há a opção de usar controles de movimento, mas é uma implementação fraca. A opção só está disponível ao usar Joy-Cons separados, e apenas mapeia um sacudir do Joy-Con R para o clicar do analógico direito (que dá ataques corpo-a-corpo e ativa Glory Kills). Teria sido bem-vinda a opção de mirar com o giroscópio.

DOOM continua sendo um dos melhores jogos de ação que já joguei, e é um dos meus títulos favoritos do ano passado em geral. A versão de Switch não é a melhor forma de experienciá-lo, mas é uma versão extremamente competente e que apresenta o jogo da melhor forma possível dentro dos limites da plataforma. E, em termos de shooters em plataformas Nintendo, nunca houve opção melhor.

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Comentários

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[…] (Texto publicado no Neo Fusion, em 14/01/2021, disponível no link: http://54.237.89.239/materia/analise/tell-me-why/) […]

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Breath of the Wild carater família?

wishlistei

Você sabe me falar se compensa eu comprar esse ou posso jogar o original também, eu tenho o original mas não. Joguei nenhum você pode me ajudar nessa Dúvida de 259 reais kkkk

Incluindo a fonte de meu comentário.: http://www.vgchartz.com/gamedb/games.php?name=just+dance+2018&keyword=&console=&region=All&developer=&publisher=&goty_year=&genre=&boxart=Both&banner=Both&ownership=Both&results=50&order=Sales&showtotalsales=0&showtotalsales=1&showpublisher=0&showpublisher=1&showvgchartzscore=0&showvgchartzscore=1&shownasales=0&showdeveloper=0&showcriticscore=0&showcriticscore=1&showpalsales=0&showreleasedate=0&showreleasedate=1&showuserscore=0&showuserscore=1&showjapansales=0&showlastupdate=0&showlastupdate=1&showothersales=0

O que mais impressiona é que a versão mais vendida deste jogo foi a do Nintendo Switch, seguida da fucking versão de Wii! TEM GENTE COMPRANDO JUSTA DANCE PRA WII EM 218! E vendeu bem mais que no One... Dificilmente um JD 2019 vai ficar de fora do velho de guerra da Nintendo!

<3

Este jogo é fantástico! Muito bom evoluir todos os personagens. Os personagens da 2ª geração ficam ainda mais fortes. Celice, filho de Sigurd, torna-se quase um Deus, o deixei com 80 de HP, o máximo, como outros status que ficaram no seu máximo, mais os itens: Silver Sword, Silver Blade, Power Ring, Speed Ring, Defence Ring, deixando o Celice muito forte e resistente.

Obrigado! Sobre suas dúvidas: 1) Eu não consegui confirmação concreta de quem é o CEO atual da Game Freak. O pouco que descobri apontava para o Satoshi, mas é possível que ele já tenha saído sim. 2) O texto foi escrito em dezembro, antes do anúncio de Bayonetta 3. Como a ideia é lançar um listão assim a cada seis meses, acho que não vale o trabalho ficar atualizando a cada anúncio. Mas se houver demanda, posso fazer.

Belo compendium dos estúdios da Nintendo e afiliados! Só tenho duas dúvidas: 1- O Satoshi ainda é CEO da Game Freak? Pensei que ele já tinha se afastado. 2- A Platinum não está fazendo Bayonetta 3 agora?

Que bacana, o jogo parece bem legal. Só não compro porque larguei rápido o último jogo do tipo que peguei (Animal Crossing: New Leaf)

O Zelda mais zeldoso de todos

Esse é jogo é O Zelda?

Valeu :)

Realmente é algo incrível, parece até informação secreta kkkkkkk, ótimo post.

Analise justíssima, parabéns Renan! Na minha opinião, por mais que Pocket Camp seja inegávelmente a experiência mobile da Nintendo mais próxima que tivemos da “versão console”, é desnecessariamente repetitivo, incompleto e enjoativo. Além do gameplay lento (como citado na análise), não existem grandes recompensas pela progressão no jogo além de novos personagens e móveis pra construir. No fim, Pocket Camp é apenas (o pior de) New Leaf adaptado para smartphones, com 10% das funcionalidades e mecânicas free-to-play. Talvez uma atualização dê alguma tapeada na repetitividade excessiva, mas teriam que mudar tanto o jogo que nem sei se vale a pena.

Não joguei esse Zelda ainda, por isso não posso fazer comentários sobre o jogo mas sei que a Nintendo sempre capricha nos seus jogos e usa artificios muito elaborados até para as coisas mais simples, certa vez na internet achei um vídeo relacionando o construtivismo de Vygotsky com o jogo super Mario...por fim estou gostando dessa abordagem mais técnica dos jogos, sai um pouco do padrão da internet

É um openworld, no dois vc começa adolescente e vai envelhecendo, as cicatrizes permanecem, vc pode comprar casa e casar nas diferentes cidades... no terceiro muda mas as decisões são fodas, por exemplo vc procura apoio da população de uma vila pra dar o golpe no seu irmão, então vc promete uma ponte pra cidade, depois do golpe vc tem escolher entre construir a ponte e aumentar o exército da sua nação contra o inimigo do jogo ..daí sua escolha muda tudo

Eu ouvi muito de Fable na época pré-lançamento dele, mas não cheguei a jogar. Tinham muitas promessas nesse sentido mesmo, que você ia passar anos na pele do mesmo aventureiro. Ele chega a ser um openworld? E as escolhas geravam caminhos e quests diferentes?

Um jogo bem interessante mas que muita gente não gosta é Fable, vc ter uma vida, fazer escolhas que vão afetar a história é bem interessante, seria bem legal se em Zelda você pudesse desenvolver uma cidade e se tornar herói/prefeito

Rapaz, que texto. A crítica que você fez à premiação do Uncharted bate no ponto certo. As narrativas mais envolventes do universo dos games, pra mim, foram aquelas que exploraram todo o potencial de interatividade que a mídia propõe. Nada contra Uncharted e eu acho que o jogo é brilhante em vários outros aspectos, mas os exemplos citados no texto falam por si só. Enfim, gostei muito. E o site tá lindo, isso aqui é qualidade pura.

Excelente lista! O Switch é uma awesome little indie machine :)

Faltam 2 horas e estou que nem criança imaginando minha reação se eu ganhar.

Olha... excelente texto. Esse é um problema que eu já vinha discutindo em meus círculos de amizade ha um bom tempo. Isso fica ainda mais evidente quando percebe-se a necessidade das grandes publishers de seguirem tendencias mais lucrativas não afetam apenas o game design em si, mas também as temáticas, narrativas, e até mesmo a direção de arte dos games. Vide a enxurrada de jogos de zumbis que tivemos na geração passada... Por falar em indies, eu vejo muito potencial para que os próximos AAA inovadores saiam deles. O orçamento ainda é um problema, mas financiamento coletivo já é uma realidade. Acredito que equipes extremamente competentes e comprometidas consigam levantar fundos para levar adiante o desenvolvimento de jogos desse nível.

O sorteio vai ser ao vivo via live???

Obrigado Igor! Seja bem-vindo ao Nintendo Fusion :)

Rapaz, que texto foda! Parabéns Renan! Fico cada mais feliz em ser Nintendista em tempos como esse (apesar de ainda não ter um Switch), saber que a Nintendo rema pesado contra essa maré cheia de lixo. Recentemente o designer da BioWare, Manveer Heir (Mass Effect) compartilhou que a EA só tem foco mesmo nas microtransações, que ainda viu gente gastando 15 mil dolares com cards de multiplayer do Mass Effect 3. Pra piorar agora tem o sistema de Loot Box, que está na moda, e a Warner empolgou com o Shadow of Mordor. Loot Box pra fechar campanha ou pra tentar competir online nos jogos, pra mim isso é praticamente o fim. A única esperança que tenho nessa industria que amo tanto são mesmo nos indies, Nintendo e algumas empresas. Espero que a Activision não estrague a Blizzard, pq apesar de Overwatch ter Loot Box, são completamente cosméticos, e eu acho isso bom até, pq jogar pra desbloquear coisas visuais é muito mais interessante e prazeroso que jogar pra tentar a sorte com um item específico pra ser mais competitivo com upgrades no status do personagem.

Não aparece para você no começo do texto? https://uploads.disquscdn.com/images/b809b035a7e4e21875dfe6af44cc2d10dccbe7c3eea556e1be57fe8018d72a32.png

cadê o tal formulário do Gleam? não vi link nenhum no texto... tá mal explicado isso...

Das publicadoras de games, a EA é sem duvidas a pior. Não foi atoa que foi escolhida como a pior empresa americana por dois anos consecutivos. Não quero parecer um hater, mas é essa filosofia de shooters multimilionários, com gráficos de ponta e extorquimento de dinheiro dos consumidores é que vai fazê-los fechar as portas. Isso fica evidente com o “apoio” da empresa ao Switch, não souberam mais uma vez ler o sucesso do console, e repetem os mesmos erros de uma década: investir pesado em gêneros supersaturados. E é interessante notar como o Iwata foi capaz de enxergar uma realidade mais de uma década á sua frente, e feliz que cada vez mais empresas adotam essa estratégia: jogos de menor orçamento e maior foco no público

Agora sim vou ter meu switch o/

Sim!

Qual é a exceção "imperdoável"? Chrono Trigger?

Reativei minha conta só pra promoção kkkk

Cara, não uso Twitter. Até tenho, mas nem lembro senha nem nada. Vamos ver se tenho sorte

Parabéns à todos nessa nova empreitada, o site é promissor!

Acho que o único defeito desse game foi ter requentado muitas fases, poderia ter sido apenas a GHZ, por exemplo. Mas fora isso é impecável.

sera que agora ganho o

Precisa compartilhar no Facebook. Nos outros lugares é opcional.

Eu preciso compartilhar o sorteio pelo facebook? Ou é preciso compartilhar em outro lugar?

Felipe Sagrado escreva-se em tudo para aumenta a change brother!!!!

Você pode participar sim, só não vai poder obter os dois cupons relacionados ao Twitter. :)

Boa tarde. Eu não uso o Twitter, então gostaria de saber se isso impede minha participação ou só diminui minhas chances?

? vou seguir o Renan aqui tbm