Relato: Bayonetta é pura platina de videogame - Neo Fusion
Relato
Bayonetta
é pura platina de videogame
25 de outubro de 2022

Hideki Kamiya é uma figura um tanto peculiar e altamente polêmica, devido à sua imagem pública no Twitter de alguém prepotente e arrogante. Relatos de pessoas que o conhecem pessoalmente — como seu mentor Shinji Mikami (Resident Evil, Vanquish) e Yoko Taro (Drakengard, NieR) — indicam que se trata apenas de uma personagem para lidar com a galera na Internet, e que ele é na verdade uma pessoa carinhosa, mas nem todo mundo acredita nisso.

Prepotente ou não, Kamiya tem um currículo de desenvolvimento que fala por si só. Seu primeiro trabalho de direção foi Resident Evil 2 (o original), após ter sido diretor auxiliar do primeiro jogo da série. Após isso, ele foi uma das figuras mais importantes da Capcom na era PlayStation 2/GameCube, comandando Devil May Cry, Viewtiful Joe e Okami. Em 2007, Kamiya e outros ex-membros da Capcom fundaram um estúdio independente especializado em títulos de ação. Nascia a PlatinumGames.

Nenhum título representa melhor a Platinum do que Bayonetta. Lançado pela Sega para PlayStation 3 e Xbox 360 em 2009, foi o primeiro jogo liderado por Kamiya após sua saída da Capcom. O título causou um grande impacto em uma certa comunidade de jogadores: aqueles que buscavam um novo jogo que seguisse os princípios de Devil May Cry e Ninja Gaiden. Já em 2009, esse subgênero específico de jogo dava sinais de fraqueza e não parecia que as grandes publicadoras tinham muito interesse em continuá-lo.

Impossível não parar para notar sua protagonista: em um cenário dominado por homens brancos de meia-idade, Bayonetta se destaca como uma mulher sensual e poderosa. Vou evitar entrar nos méritos da sexualização da personagem — isso é um tópico que não me sinto preparado para desenvolver. Mas é inegável que Bayonetta figura entre as personagens femininas mais icônicas dos videogames.

Não havia indícios de uma continuação de Bayonetta até que uma notícia surpreendente em 2012 mudou tudo: a Nintendo estaria financiando Bayonetta 2 como exclusivo para seu próximo console, Wii U. Era uma situação vantajosa para todos os envolvidos: a Nintendo teria um título “maduro” no console, a Platinum teria uma nova chance com a personagem, a Sega só precisou assinar os papéis, e os fãs teriam mais um jogo. Houve bastante polêmica ao redor disso, pois alguns seguidores mais fervorosos da bruxa se sentiram traídos por serem obrigados a comprar o console da Nintendo.

Bayonetta 2 também não se destacou nas vendas, mas manteve uma legião legal de seguidores. A protagonista ganharia um boost de popularidade com sua inclusão em Super Smash Bros. em 2016. Em 2017, a Nintendo anunciou que mais um título seria desenvolvido sob as mesmas condições do segundo jogo, para Nintendo Switch. Cinco anos depois, Bayonetta 3 está finalmente prestes a ser lançado, novamente em meio a situações polêmicas e tumultuadas. Mas não deixou de ser uma oportunidade perfeita para revisitar as entradas anteriores da série.

Bayonetta… entre anjos e demônios

Ao longo de agosto e setembro, joguei várias coisas que não são bem meu perfil. Pasmem, zerei dois JRPGs e joguei um monte de Yakuza. Foram jogos bons e não me arrependo do tempo que passei com eles, mas também são jogos um pouco “travados”. Jogos que priorizam uma narrativa e a jogabilidade acaba sendo refém disso. Yakuza conta com cutscenes longuíssimas, enquanto os JRPGs têm seus combates por turno que não são tão empolgantes para mim.

Os anjos nada amigáveis de Bayonetta.

Com o Steam Deck em mãos, resolvi instalar o primeiro Bayonetta, que joguei originalmente no Wii U lá em 2014. Havia comprado a versão de PC como apoio à franquia, mas nunca tinha jogado mais do que uma ou duas fases dela. Finalmente, chegou o momento perfeito para voltar àquele mundo.

Eu gosto de dizer que um jogo não deve levar mais do que alguns segundos para deixar… bem, o jogador jogá-lo. O jeito mais fácil de perder meu interesse é começar com minutos e minutos de cutscenes antes de eu sequer saber como o jogo controla de fato. Bayonetta tem uma cutscene inicial de alguns minutos, sim, mas faz algo sábio: há um trecho jogável antes da cutscene. É basicamente um playground para experimentarmos os controles sem um tutorial e sem punições, enquanto uma voz explica alguns conceitos básicos da lore daquele mundo.

Quando Bayonetta — a personagem — de fato é introduzida, faz-se com muito estilo. As coisas não são muito bem explicadas, mas logo na primeira cena já temos uma boa noção das personalidades de Enzo, Rodin e Bayonetta, cada um memorável por si só. Apenas depois disso temos um tutorial de fato, nos ensinando os controles básicos para lidar com um enxame de anjos que veio buscar almas antes da hora.

Enzo

Este primeiro combate me marcou muito lá em 2014. Lembro de uma reação imediata — “este é uma das melhores coisas que já joguei”. E eu não estava errado. A introdução do jogo é fortíssima e ilustra bem o quanto é dinâmico o combate, apesar de ainda não termos todas as ferramentas que serão disponibilizadas depois.

Um combate exemplar

Uma das primeiras coisas que aprendemos no jogo é que desviar é tão importante quanto atacar. Especialmente porque, ao desviar no último instante, ativamos o Witch Time. Por um breve momento, o mundo entra em câmera-lenta e permite que Bayonetta libere combos poderosos com mais liberdade. Essa sensação de risco e recompensa carrega a empolgação do jogo todo. Nunca deixa de ser satisfatório ativar Witch Time.

E então, após eliminar todos os inimigos, acontece algo que se tornaria marca registrada da Platinum: recebemos uma nota dependendo do desempenho na luta. Isso dá ao jogo uma característica muito peculiar: para quem quer apenas chegar ao final, é fácil passar das fases usando itens e continuando após cada morte. Mas o jogo fará questão de lembrar que o jogador não aprendeu a jogá-lo bem. Em grande parte, a graça não está apenas em “sobreviver” a um combate, mas em realmente dominá-lo, mantendo um combo fluido e tomando pouco dano.

Isso não funciona com todo mundo, claramente. É sempre um ponto delicado quando o jogo faz suas mecânicas mais engajadoras opcionais, e com certeza há quem jogue Bayonetta sem ligar para as pontuações e ache o combate frustrante e insatisfatório. E as próprias notas podem ser um ponto de frustração para aqueles que querem uma pontuação boa mas continuam recebendo troféus de pedra. Eu mesmo dificilmente consigo um troféu melhor que ouro (acima disso há platina e pura platina) e, na média, terminei o primeiro jogo com prata. Aí houve uma decisão da minha parte: quis conseguir uma pontuação razoável, mas não me estressaria se não conseguisse platinas em todo canto.

Um troféu de platina em Bayonetta 2.

Ao prosseguir para Bayonetta 2, há uma notável diminuição na dificuldade de obter os troféus mais brilhantes. Acho isso válido, para deixar a experiência de quem joga na dificuldade padrão mais agradável. Afinal, continua sendo bem difícil atingir platina pura (pois isso exige uma perfeição na execução do combate) e os jogadores que realmente querem se desafiar jogarão no modo hard.

Mais do que só ação

O primeiro Bayonetta é marcado por frequentes quebras no loop de gameplay principal, com cenas espetaculares e relativamente longas cenas de motoca e de navinha (com direito a trilha sonora de Space Harrier). São divertidas intermissões, apesar de ser estranho o jogo exigir competência em um estilo de gameplay que é introduzido e abandonado em poucos minutos. A cena do míssil, em particular, me deu um pouco de tontura pois a tela inteira gira ao desviar de tiros.

Bayonetta 2 leva tudo isso ao quadrado, com setpiece atrás de setpiece, especialmente no começo. Há de novo uma fase de nave, desta vez inspirado em Star Fox (Star Fox Zero estava em desenvolvimento pela Platinum em paralelo a Bayo 2). O combate como um todo é um tico mais fluido, sendo mais generoso com a ativação do Witch Time e introduzindo o Umbran Climax, uma nova forma de aproveitar a barra de magia do jogo.

Jogando os dois um após o outro, é às vezes difícil de distinguir mentalmente o que acontece em qual. A primeira metade de Bayonetta 2 é bem distinta, trazendo uma paleta de cores mais vibrante e uma nova variedade e inimigos — enquanto o primeiro jogo nos coloca apenas contra os anjos de Paradiso, Bayonetta 2 traz também os demônios do Inferno. Porém os capítulos tardios trazem também várias referências a locais, inimigos e personagens do primeiro jogo. É algo que causaria nostalgia a quem não jogava o primeiro há anos, mas fica meio engraçado o tendo tão fresco na memória.

Bayonetta 2 introduz demônios além de anjos.

E de qualquer maneira isso serve um pouco para provar que o jogo é de fato mais fácil, pois os mesmos inimigos que me faziam suar em Bayonetta (Grace and Glory, como esquecê-los?) são mais tranquilos no segundo. Pode ser também que eu estava jogando melhor após já ter apanhado bastante, e com certeza isso faz parte do efeito, mas não é só isso.

Que venha mais!

A história da Platinum e de Bayonetta são repletas de trancos e barrancos, e agora não é exceção. Após um longuíssimo período de desenvolvimento, Bayonetta 3 se depara com uma grande polêmica logo na reta final. Hellena Taylor, dubladora de Bayonetta nos dois primeiros jogos (e no filme animado, e em Super Smash Bros.) publicou um vídeo pedindo o boicote do jogo porque a Platinum teria oferecido apenas 4 mil dólares pelo trabalho de dublagem.

Uma investigação da Bloomberg, porém, indica que a oferta seria de 4 mil dólares por sessão de dublagem, totalizando entre 15 e 20 mil. A alegação causou um forte atrito entre Kamiya e Taylor, que são as pessoas responsáveis pela história e personalidade originais de Bayonetta. A personagem segue, dublada por Jennifer Hale, que tem uma longuíssima carreira como dubladora de videogames.

Já Kamiya deixou a direção da série para outros integrantes do estúdio, mas permanece como roteirista e supervisor. Como diretor, Kamiya não lança um jogo desde The Wonderful 101, em 2013. Sua obra seguinte, Scalebound, estava em desenvolvimento junto à Microsoft e foi cancelada em 2017. Nos últimos anos, têm trabalhado em um misterioso projeto entitulado Project G.G., que foi anunciado em 2020 mas continua sem previsão para lançamento.

Nos consoles da Nintendo, Bayonetta recebe fantasias inspiradas em Mario, Metroid, Zelda e Star Fox.

Independentemente das polêmicas, Bayonetta 3 está prestes a lançar e, se a qualidade dos jogos anteriores for qualquer indício, tem tudo para ser um dos grandes jogos de 2022.

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Comentários

[…] No último sábado, 13 de março, completei um ano de isolamento social. Posso contar nos dedos as vezes que saí para resolver alguma pendência obrigatória presencialmente. Pensar que o mundo mudou tanto em 365 dias me causa ansiedade. Mas, pensar como eu mudei, ou deixei de mudar, nesse período me causa mais angústia. Obviamente, não tem sido fácil para ninguém. O que restou, além das adaptações de rotina, foi reaprender a me comunicar de maneira remota. Uma dessas lições foi aprendida por meio de Stardew Valley. […]

[…] (Texto publicado no Neo Fusion, em 18/02/2021, disponível no link: http://54.237.89.239/materia/previa/valheim/) […]

[…] (Texto publicado no Neo Fusion, em 14/01/2021, disponível no link: http://54.237.89.239/materia/analise/tell-me-why/) […]

[…] a alternativa não é descartada. Até mesmo tivemos uma história inédita do marsupial em Crash Bandicoot 4: It’s About Time. Poderíamos ter uma nova versão futuramente de Crash Bash – o party game da franquia […]

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Breath of the Wild carater família?

wishlistei

Você sabe me falar se compensa eu comprar esse ou posso jogar o original também, eu tenho o original mas não. Joguei nenhum você pode me ajudar nessa Dúvida de 259 reais kkkk

Incluindo a fonte de meu comentário.: http://www.vgchartz.com/gamedb/games.php?name=just+dance+2018&keyword=&console=&region=All&developer=&publisher=&goty_year=&genre=&boxart=Both&banner=Both&ownership=Both&results=50&order=Sales&showtotalsales=0&showtotalsales=1&showpublisher=0&showpublisher=1&showvgchartzscore=0&showvgchartzscore=1&shownasales=0&showdeveloper=0&showcriticscore=0&showcriticscore=1&showpalsales=0&showreleasedate=0&showreleasedate=1&showuserscore=0&showuserscore=1&showjapansales=0&showlastupdate=0&showlastupdate=1&showothersales=0

O que mais impressiona é que a versão mais vendida deste jogo foi a do Nintendo Switch, seguida da fucking versão de Wii! TEM GENTE COMPRANDO JUSTA DANCE PRA WII EM 218! E vendeu bem mais que no One... Dificilmente um JD 2019 vai ficar de fora do velho de guerra da Nintendo!

<3

Este jogo é fantástico! Muito bom evoluir todos os personagens. Os personagens da 2ª geração ficam ainda mais fortes. Celice, filho de Sigurd, torna-se quase um Deus, o deixei com 80 de HP, o máximo, como outros status que ficaram no seu máximo, mais os itens: Silver Sword, Silver Blade, Power Ring, Speed Ring, Defence Ring, deixando o Celice muito forte e resistente.

Obrigado! Sobre suas dúvidas: 1) Eu não consegui confirmação concreta de quem é o CEO atual da Game Freak. O pouco que descobri apontava para o Satoshi, mas é possível que ele já tenha saído sim. 2) O texto foi escrito em dezembro, antes do anúncio de Bayonetta 3. Como a ideia é lançar um listão assim a cada seis meses, acho que não vale o trabalho ficar atualizando a cada anúncio. Mas se houver demanda, posso fazer.

Belo compendium dos estúdios da Nintendo e afiliados! Só tenho duas dúvidas: 1- O Satoshi ainda é CEO da Game Freak? Pensei que ele já tinha se afastado. 2- A Platinum não está fazendo Bayonetta 3 agora?

Que bacana, o jogo parece bem legal. Só não compro porque larguei rápido o último jogo do tipo que peguei (Animal Crossing: New Leaf)

O Zelda mais zeldoso de todos

Esse é jogo é O Zelda?

Valeu :)

Realmente é algo incrível, parece até informação secreta kkkkkkk, ótimo post.

Analise justíssima, parabéns Renan! Na minha opinião, por mais que Pocket Camp seja inegávelmente a experiência mobile da Nintendo mais próxima que tivemos da “versão console”, é desnecessariamente repetitivo, incompleto e enjoativo. Além do gameplay lento (como citado na análise), não existem grandes recompensas pela progressão no jogo além de novos personagens e móveis pra construir. No fim, Pocket Camp é apenas (o pior de) New Leaf adaptado para smartphones, com 10% das funcionalidades e mecânicas free-to-play. Talvez uma atualização dê alguma tapeada na repetitividade excessiva, mas teriam que mudar tanto o jogo que nem sei se vale a pena.

Não joguei esse Zelda ainda, por isso não posso fazer comentários sobre o jogo mas sei que a Nintendo sempre capricha nos seus jogos e usa artificios muito elaborados até para as coisas mais simples, certa vez na internet achei um vídeo relacionando o construtivismo de Vygotsky com o jogo super Mario...por fim estou gostando dessa abordagem mais técnica dos jogos, sai um pouco do padrão da internet

É um openworld, no dois vc começa adolescente e vai envelhecendo, as cicatrizes permanecem, vc pode comprar casa e casar nas diferentes cidades... no terceiro muda mas as decisões são fodas, por exemplo vc procura apoio da população de uma vila pra dar o golpe no seu irmão, então vc promete uma ponte pra cidade, depois do golpe vc tem escolher entre construir a ponte e aumentar o exército da sua nação contra o inimigo do jogo ..daí sua escolha muda tudo

Eu ouvi muito de Fable na época pré-lançamento dele, mas não cheguei a jogar. Tinham muitas promessas nesse sentido mesmo, que você ia passar anos na pele do mesmo aventureiro. Ele chega a ser um openworld? E as escolhas geravam caminhos e quests diferentes?

Um jogo bem interessante mas que muita gente não gosta é Fable, vc ter uma vida, fazer escolhas que vão afetar a história é bem interessante, seria bem legal se em Zelda você pudesse desenvolver uma cidade e se tornar herói/prefeito

Rapaz, que texto. A crítica que você fez à premiação do Uncharted bate no ponto certo. As narrativas mais envolventes do universo dos games, pra mim, foram aquelas que exploraram todo o potencial de interatividade que a mídia propõe. Nada contra Uncharted e eu acho que o jogo é brilhante em vários outros aspectos, mas os exemplos citados no texto falam por si só. Enfim, gostei muito. E o site tá lindo, isso aqui é qualidade pura.

Excelente lista! O Switch é uma awesome little indie machine :)

Faltam 2 horas e estou que nem criança imaginando minha reação se eu ganhar.

Olha... excelente texto. Esse é um problema que eu já vinha discutindo em meus círculos de amizade ha um bom tempo. Isso fica ainda mais evidente quando percebe-se a necessidade das grandes publishers de seguirem tendencias mais lucrativas não afetam apenas o game design em si, mas também as temáticas, narrativas, e até mesmo a direção de arte dos games. Vide a enxurrada de jogos de zumbis que tivemos na geração passada... Por falar em indies, eu vejo muito potencial para que os próximos AAA inovadores saiam deles. O orçamento ainda é um problema, mas financiamento coletivo já é uma realidade. Acredito que equipes extremamente competentes e comprometidas consigam levantar fundos para levar adiante o desenvolvimento de jogos desse nível.

O sorteio vai ser ao vivo via live???

Obrigado Igor! Seja bem-vindo ao Nintendo Fusion :)

Rapaz, que texto foda! Parabéns Renan! Fico cada mais feliz em ser Nintendista em tempos como esse (apesar de ainda não ter um Switch), saber que a Nintendo rema pesado contra essa maré cheia de lixo. Recentemente o designer da BioWare, Manveer Heir (Mass Effect) compartilhou que a EA só tem foco mesmo nas microtransações, que ainda viu gente gastando 15 mil dolares com cards de multiplayer do Mass Effect 3. Pra piorar agora tem o sistema de Loot Box, que está na moda, e a Warner empolgou com o Shadow of Mordor. Loot Box pra fechar campanha ou pra tentar competir online nos jogos, pra mim isso é praticamente o fim. A única esperança que tenho nessa industria que amo tanto são mesmo nos indies, Nintendo e algumas empresas. Espero que a Activision não estrague a Blizzard, pq apesar de Overwatch ter Loot Box, são completamente cosméticos, e eu acho isso bom até, pq jogar pra desbloquear coisas visuais é muito mais interessante e prazeroso que jogar pra tentar a sorte com um item específico pra ser mais competitivo com upgrades no status do personagem.

Não aparece para você no começo do texto? https://uploads.disquscdn.com/images/b809b035a7e4e21875dfe6af44cc2d10dccbe7c3eea556e1be57fe8018d72a32.png

cadê o tal formulário do Gleam? não vi link nenhum no texto... tá mal explicado isso...

Das publicadoras de games, a EA é sem duvidas a pior. Não foi atoa que foi escolhida como a pior empresa americana por dois anos consecutivos. Não quero parecer um hater, mas é essa filosofia de shooters multimilionários, com gráficos de ponta e extorquimento de dinheiro dos consumidores é que vai fazê-los fechar as portas. Isso fica evidente com o “apoio” da empresa ao Switch, não souberam mais uma vez ler o sucesso do console, e repetem os mesmos erros de uma década: investir pesado em gêneros supersaturados. E é interessante notar como o Iwata foi capaz de enxergar uma realidade mais de uma década á sua frente, e feliz que cada vez mais empresas adotam essa estratégia: jogos de menor orçamento e maior foco no público

Agora sim vou ter meu switch o/

Sim!

Qual é a exceção "imperdoável"? Chrono Trigger?

Reativei minha conta só pra promoção kkkk

Cara, não uso Twitter. Até tenho, mas nem lembro senha nem nada. Vamos ver se tenho sorte

Parabéns à todos nessa nova empreitada, o site é promissor!

Acho que o único defeito desse game foi ter requentado muitas fases, poderia ter sido apenas a GHZ, por exemplo. Mas fora isso é impecável.

sera que agora ganho o

Precisa compartilhar no Facebook. Nos outros lugares é opcional.

Eu preciso compartilhar o sorteio pelo facebook? Ou é preciso compartilhar em outro lugar?

Felipe Sagrado escreva-se em tudo para aumenta a change brother!!!!

Você pode participar sim, só não vai poder obter os dois cupons relacionados ao Twitter. :)

Boa tarde. Eu não uso o Twitter, então gostaria de saber se isso impede minha participação ou só diminui minhas chances?

? vou seguir o Renan aqui tbm