Relato: Tsubasa ou Messi? Só o futuro dirá quem foi melhor - Neo Fusion
Relato
Tsubasa ou Messi? Só o futuro dirá quem foi melhor
3 de setembro de 2020
Cópia digital da versão de PS4 do jogo gentilmente cedida pela BandaiNamco Brasil.

O mais próximo de um jogo de futebol “arcade” que tivemos nos últimos anos talvez seja Rocket League, e bote talvez nisso. O público amante do esporte onde 22 pessoas correm atrás de uma bola, em sua maioria, procura um “simulador” que conte com presenças de figuras da vida real. Porém, para algumas pessoas, a introdução para o amor ao esporte veio por um japonês ficcional possivelmente maior que Messi: Oozora Tsubasa.

Habitante do mundo dos mangás desde meados de 1981, a série já acumulou várias adaptações em anime (três dessas tendo chegado a terras nacionais). Ao menos duas delas fizeram tamanho sucesso por aqui ao ponto de pessoas de vinte e tantos anos, com a famigerada alcunha de “manchetossauro”, relembrarem até hoje da filosofia de “a bola é minha amiga”. 

Para muitos, a série conhecida em nosso país como Super Campeões foi o momento em que o amor por animações e por um esporte se intercalaram, e talvez portas das mais variadas experiências tenham se aberto. Eu sou um desses brasileirinhos, e quando em 2019 apareceu um trailer de um novo jogo da franquia, eu não posso mentir e dizer que não me empolguei muito com a novidade. Duas semanas atrás, este jogo chegou em minhas mãos e podemos dizer que estou um pouco mais sorridente do que me encontrava antes de começar a jogar. Ótimo sinal, não é mesmo?

Futebol arcade intenso

Para falar a verdade, tinha a impressão de que as partidas seriam mais simples a partir dos trailers veiculados antes do lançamento.. Foi um engano gostoso, já que as várias mecânicas do título lembram mais algum jogo de luta de anime do que propriamente um simulador de futebol. Considerando as distribuidoras, é interessante até falar em como acredito ser possível que a profundidade em cada partida do jogo chegue a lembrar um pouco Maxiboost On, onde uma interface simples esconde muitas engrenagens. Também ajuda muito que provavelmente qualquer jogador irá entrar em Captain Tsubasa: Rise of New Champions com certos vícios herdados de FIFA ou PES. Você vai querer driblar tentando desviar do jogador adversário? Perderá a bola no ato. O esquema aqui é correr em direção reta e quando estiver perto do inimigo apertar R2 para se teletransportar e continuar com a bola, enquanto o rival fica embasbacado com sua incrível habilidade em manusear a redonda.

Cada jogador tem também variados status e habilidades especiais, promovendo assim um intenso jogo de passe de bola para se aproveitar das habilidades de meio de campo e ataque. Apertando quadrado e deixando a barra carregar por inteira, você pode dar seus chutes especiais, geralmente acompanhados de animações nas quais a bola mais vira um projétil de Dragon Ball do que algo que esteja em um campo de esporte oficial. A grama sai voando com a intensidade do chute e, se algum jogador da defesa estiver na trajetória, ele até pode tentar defender, mas é normal que só tire um pouco do poder até chegar no goleiro. Se o goleiro estiver bem posicionado ou usar uma barra de especial, é capaz de espalmar. Se não estiver, um animação do personagem levando a bola no peito e indo para dentro do gol sem reação é exibida e o placar muda. Isso equivale a cerca de 2 minutos de jogo, logo depois você está normalmente tentado pegar a bola nesse ritmo.

O fato é que o jogo, por vezes, me deixou exausto; não por ser cansativo, mas sim por essa intensidade colocada acima. Eu joguei alguns jogos de Super Famicom da série e, por serem RPGs táticos de futebol, não passavam essa intensidade, já que se tratava mais de um jogo de estatísticas do que reflexos. Já aqui, considerando que qualquer time tem a possibilidade de acabar com você se você não estiver no jogo, eu considero normal sentir essa exaustão mesmo em partidas curtas.

Em certos momentos, porém, o jogo conta com pequenos bugs, sendo apenas um que realmente me atrapalhou: durante uma partida, o time adversário simplesmente parou de jogar, ao ponto do goleiro não responder nem aos chutes que eu dava. Tive que reiniciar a partida e, após esse ocorrido, tirando eventuais problemas de colisão de modelos e artefatos na tela, o jogo me pareceu bem otimizado.

Narrativas intensas e poder da amizade

O grosso do jogo está em seu modo história, dividido em duas campanhas. A primeira, Jornada de Tsubasa, te coloca no segundo arco do mangá original, onde o protagonista vai participar de seu último campeonato por Nankatsu antes de se mudar para o Brasil e começar sua carreira de profissional. Nas 5 partidas que constituem a campanha, você irá aprender o básico do jogo e ver que realmente se trata de um jogo adaptado de anime. Por diversas vezes, a partida irá parar e você será apresentado a uma cutscene mostrando algum acontecimento clássico daquele momento do Mangá. Claro que isso chega ao ponto de fazer você levar alguns gols obrigatórios, mas mostrando toda essa história que você está vivendo com seu time te coloca na vontade de jogar mais, cooperando com a intensidade já citada aqui.

O Brasil e seu amor por futebol são muito citados durante a campanha.

O Brasil e seu amor por futebol são muito citados durante as campanhas.

Na segunda campanha, Jornada do Novo Herói, você primeiro terá seis partidas que não existem no mangá ou anime, apresentando o personagem que você criou para o mundo e o colocando como uma potência. Depois que esse mini-campeonato termina, o grosso do jogo é liberado: modificando muito o último arco do mangá e anime original, temos uma espécie de “copa do mundo” onde os conflitos mais intensos são apresentados. Com alguns personagens que só existem no jogo, é ótimo ver o quão não só a jogabilidade mas também a história foi feita bem. Os conflitos aqui são difíceis em campo, mas se tornam mais intensos pelas variadas personalidades dos adversários. Destaque para o Brasil do jogo, composto do lendário jogador ciborgue Carlos Santana (no jogo ainda conhecido como Carlos Bara) e seu poderoso futebol sem emoções.

A junção perfeita

Um professor meu do ensino médio tinha um projeto de contar a história moderna a partir do futebol. Copas do mundo durante guerra fria ou mesmo amistosos entre países historicamente inimigos conseguem apresentar e contar a evolução da grande narrativa da humanidade. Talvez não tenhamos tanto essa percepção, mas um jogo baseado em um mangá conseguiu reafirmar ela pra mim. Não que você vá presenciar a Queda das Torres Gêmeas e como isso afetou um campeonato que Tsubasa participou, mas sim no sentido que, ao usar as partidas de futebol como o seu fio condutor dos vários dilemas presente nos personagens e como eles se resolvem por meio das intensas batalhas travadas em campos, vemos que o esporte pode ser sim um veículo narrativo, não só uma simples demonstração de atletas. Sem dúvidas, eu amei Captain Tsubasa: Rise of New Champions. E, ao chegar lá pelos dois terços da copa do mundo presente no jogo, tive a certeza que o futuro já chegou e Tsubasa é sim maior que Messi.

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Comentários

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[…] (Texto publicado no Neo Fusion, em 14/01/2021, disponível no link: http://54.237.89.239/materia/analise/tell-me-why/) […]

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Breath of the Wild carater família?

wishlistei

Você sabe me falar se compensa eu comprar esse ou posso jogar o original também, eu tenho o original mas não. Joguei nenhum você pode me ajudar nessa Dúvida de 259 reais kkkk

Incluindo a fonte de meu comentário.: http://www.vgchartz.com/gamedb/games.php?name=just+dance+2018&keyword=&console=&region=All&developer=&publisher=&goty_year=&genre=&boxart=Both&banner=Both&ownership=Both&results=50&order=Sales&showtotalsales=0&showtotalsales=1&showpublisher=0&showpublisher=1&showvgchartzscore=0&showvgchartzscore=1&shownasales=0&showdeveloper=0&showcriticscore=0&showcriticscore=1&showpalsales=0&showreleasedate=0&showreleasedate=1&showuserscore=0&showuserscore=1&showjapansales=0&showlastupdate=0&showlastupdate=1&showothersales=0

O que mais impressiona é que a versão mais vendida deste jogo foi a do Nintendo Switch, seguida da fucking versão de Wii! TEM GENTE COMPRANDO JUSTA DANCE PRA WII EM 218! E vendeu bem mais que no One... Dificilmente um JD 2019 vai ficar de fora do velho de guerra da Nintendo!

<3

Este jogo é fantástico! Muito bom evoluir todos os personagens. Os personagens da 2ª geração ficam ainda mais fortes. Celice, filho de Sigurd, torna-se quase um Deus, o deixei com 80 de HP, o máximo, como outros status que ficaram no seu máximo, mais os itens: Silver Sword, Silver Blade, Power Ring, Speed Ring, Defence Ring, deixando o Celice muito forte e resistente.

Obrigado! Sobre suas dúvidas: 1) Eu não consegui confirmação concreta de quem é o CEO atual da Game Freak. O pouco que descobri apontava para o Satoshi, mas é possível que ele já tenha saído sim. 2) O texto foi escrito em dezembro, antes do anúncio de Bayonetta 3. Como a ideia é lançar um listão assim a cada seis meses, acho que não vale o trabalho ficar atualizando a cada anúncio. Mas se houver demanda, posso fazer.

Belo compendium dos estúdios da Nintendo e afiliados! Só tenho duas dúvidas: 1- O Satoshi ainda é CEO da Game Freak? Pensei que ele já tinha se afastado. 2- A Platinum não está fazendo Bayonetta 3 agora?

Que bacana, o jogo parece bem legal. Só não compro porque larguei rápido o último jogo do tipo que peguei (Animal Crossing: New Leaf)

O Zelda mais zeldoso de todos

Esse é jogo é O Zelda?

Valeu :)

Realmente é algo incrível, parece até informação secreta kkkkkkk, ótimo post.

Analise justíssima, parabéns Renan! Na minha opinião, por mais que Pocket Camp seja inegávelmente a experiência mobile da Nintendo mais próxima que tivemos da “versão console”, é desnecessariamente repetitivo, incompleto e enjoativo. Além do gameplay lento (como citado na análise), não existem grandes recompensas pela progressão no jogo além de novos personagens e móveis pra construir. No fim, Pocket Camp é apenas (o pior de) New Leaf adaptado para smartphones, com 10% das funcionalidades e mecânicas free-to-play. Talvez uma atualização dê alguma tapeada na repetitividade excessiva, mas teriam que mudar tanto o jogo que nem sei se vale a pena.

Não joguei esse Zelda ainda, por isso não posso fazer comentários sobre o jogo mas sei que a Nintendo sempre capricha nos seus jogos e usa artificios muito elaborados até para as coisas mais simples, certa vez na internet achei um vídeo relacionando o construtivismo de Vygotsky com o jogo super Mario...por fim estou gostando dessa abordagem mais técnica dos jogos, sai um pouco do padrão da internet

É um openworld, no dois vc começa adolescente e vai envelhecendo, as cicatrizes permanecem, vc pode comprar casa e casar nas diferentes cidades... no terceiro muda mas as decisões são fodas, por exemplo vc procura apoio da população de uma vila pra dar o golpe no seu irmão, então vc promete uma ponte pra cidade, depois do golpe vc tem escolher entre construir a ponte e aumentar o exército da sua nação contra o inimigo do jogo ..daí sua escolha muda tudo

Eu ouvi muito de Fable na época pré-lançamento dele, mas não cheguei a jogar. Tinham muitas promessas nesse sentido mesmo, que você ia passar anos na pele do mesmo aventureiro. Ele chega a ser um openworld? E as escolhas geravam caminhos e quests diferentes?

Um jogo bem interessante mas que muita gente não gosta é Fable, vc ter uma vida, fazer escolhas que vão afetar a história é bem interessante, seria bem legal se em Zelda você pudesse desenvolver uma cidade e se tornar herói/prefeito

Rapaz, que texto. A crítica que você fez à premiação do Uncharted bate no ponto certo. As narrativas mais envolventes do universo dos games, pra mim, foram aquelas que exploraram todo o potencial de interatividade que a mídia propõe. Nada contra Uncharted e eu acho que o jogo é brilhante em vários outros aspectos, mas os exemplos citados no texto falam por si só. Enfim, gostei muito. E o site tá lindo, isso aqui é qualidade pura.

Excelente lista! O Switch é uma awesome little indie machine :)

Faltam 2 horas e estou que nem criança imaginando minha reação se eu ganhar.

Olha... excelente texto. Esse é um problema que eu já vinha discutindo em meus círculos de amizade ha um bom tempo. Isso fica ainda mais evidente quando percebe-se a necessidade das grandes publishers de seguirem tendencias mais lucrativas não afetam apenas o game design em si, mas também as temáticas, narrativas, e até mesmo a direção de arte dos games. Vide a enxurrada de jogos de zumbis que tivemos na geração passada... Por falar em indies, eu vejo muito potencial para que os próximos AAA inovadores saiam deles. O orçamento ainda é um problema, mas financiamento coletivo já é uma realidade. Acredito que equipes extremamente competentes e comprometidas consigam levantar fundos para levar adiante o desenvolvimento de jogos desse nível.

O sorteio vai ser ao vivo via live???

Obrigado Igor! Seja bem-vindo ao Nintendo Fusion :)

Rapaz, que texto foda! Parabéns Renan! Fico cada mais feliz em ser Nintendista em tempos como esse (apesar de ainda não ter um Switch), saber que a Nintendo rema pesado contra essa maré cheia de lixo. Recentemente o designer da BioWare, Manveer Heir (Mass Effect) compartilhou que a EA só tem foco mesmo nas microtransações, que ainda viu gente gastando 15 mil dolares com cards de multiplayer do Mass Effect 3. Pra piorar agora tem o sistema de Loot Box, que está na moda, e a Warner empolgou com o Shadow of Mordor. Loot Box pra fechar campanha ou pra tentar competir online nos jogos, pra mim isso é praticamente o fim. A única esperança que tenho nessa industria que amo tanto são mesmo nos indies, Nintendo e algumas empresas. Espero que a Activision não estrague a Blizzard, pq apesar de Overwatch ter Loot Box, são completamente cosméticos, e eu acho isso bom até, pq jogar pra desbloquear coisas visuais é muito mais interessante e prazeroso que jogar pra tentar a sorte com um item específico pra ser mais competitivo com upgrades no status do personagem.

Não aparece para você no começo do texto? https://uploads.disquscdn.com/images/b809b035a7e4e21875dfe6af44cc2d10dccbe7c3eea556e1be57fe8018d72a32.png

cadê o tal formulário do Gleam? não vi link nenhum no texto... tá mal explicado isso...

Das publicadoras de games, a EA é sem duvidas a pior. Não foi atoa que foi escolhida como a pior empresa americana por dois anos consecutivos. Não quero parecer um hater, mas é essa filosofia de shooters multimilionários, com gráficos de ponta e extorquimento de dinheiro dos consumidores é que vai fazê-los fechar as portas. Isso fica evidente com o “apoio” da empresa ao Switch, não souberam mais uma vez ler o sucesso do console, e repetem os mesmos erros de uma década: investir pesado em gêneros supersaturados. E é interessante notar como o Iwata foi capaz de enxergar uma realidade mais de uma década á sua frente, e feliz que cada vez mais empresas adotam essa estratégia: jogos de menor orçamento e maior foco no público

Agora sim vou ter meu switch o/

Sim!

Qual é a exceção "imperdoável"? Chrono Trigger?

Reativei minha conta só pra promoção kkkk

Cara, não uso Twitter. Até tenho, mas nem lembro senha nem nada. Vamos ver se tenho sorte

Parabéns à todos nessa nova empreitada, o site é promissor!

Acho que o único defeito desse game foi ter requentado muitas fases, poderia ter sido apenas a GHZ, por exemplo. Mas fora isso é impecável.

sera que agora ganho o

Precisa compartilhar no Facebook. Nos outros lugares é opcional.

Eu preciso compartilhar o sorteio pelo facebook? Ou é preciso compartilhar em outro lugar?

Felipe Sagrado escreva-se em tudo para aumenta a change brother!!!!

Você pode participar sim, só não vai poder obter os dois cupons relacionados ao Twitter. :)

Boa tarde. Eu não uso o Twitter, então gostaria de saber se isso impede minha participação ou só diminui minhas chances?

? vou seguir o Renan aqui tbm