Retrô: Gundam Wing: Endless Duel - Neo Fusion
Retrô
Gundam Wing: Endless Duel
10 de fevereiro de 2021

Mobile Suit Gundam é uma franquia japonesa de animes, mangás, jogos e kits de modelagem plástica que tem como grande tema o impacto da guerra sobre os jovens. De forma geral, a maneira como isso é tratado na série passa uma mensagem muito pacifista: a guerra é ruim em qualquer instância, não só pelas mortes, mas pela exaustão mental e o trauma emocional que muitos passam enquanto ela acontece.

Mas Gundam também tem robôs gigantes com sabres de luz, rifles de laser, lutas espaciais e grandes explosões, o que acaba deixando o a maioria do grupo menos interessado em sua temática e mais no fator entretenimento.

Por volta de 1991, o mundo dos games recebeu Street Fighter II, o pai dos jogos de luta modernos. Com o grande sucesso que o jogo fez, várias empresas começaram a querer replicar o seu sucesso, muitas vezes usando de nomes conhecidos fora dos games para estampar o jogo. A Bandai fez o mesmo e, a partir de 92, começou a lançar quase anualmente nos arcades um jogo de luta com temática Gundam. Era a ideia perfeita, já que eles não precisariam tentar ficar desenvolvendo temáticas pesadas, como faziam em seus RPGs temáticos, e agradariam uma grande parcela dos fãs, já que eles estariam de fato vivendo os combates da série. 

A série teve suas origens nos arcades, mas cerca de 3 anos depois a Bandai já mudou o foco, com os jogos sendo exclusivos do Super Famicom. E disso nasceu um dos melhores jogos de luta disponíveis na plataforma: Shin Kidou Senshi Gundam W: Endless Duel.

Sabres e metralhadoras

Gundam Wind: Endless Duel foi lançado em 1996, quando os jogos de luta já estavam se refinando em serem táticos e rápidos, com Darkstalkers e Street Fighter Alpha sendo os principais representantes dessa nova era. Endless Duel pega como principal referência esses dois, os adaptando de uma forma que funcione com Mechas.

A movimentação tenta funcionar o máximo possível num contexto que pareçam robôs se movimentando com um certo peso notável, mas ainda sim de forma fluida. Seus sabres de luz (ou, dependendo do personagem, foice e lança) são as principais armas, funcionando como os socos tão presentes em jogos de luta. Chutes são acompanhados de um impulso gerado pelas turbinas, permitindo que se tornem ataques com maior impacto. Turbinas que, por sinal, permitem que o personagem flutue e faça combos aéreos incrivelmente complexos e bem trabalhados.

Por mais que as características acima sejam uma descrição das mesmas adaptadas para o contexto do universo Gundam, existe uma característica no jogo que não está presente em nenhum outro jogo de luta: Os Vulcans, ou metralhadoras. Quando você só se movimenta com seu personagem, sem apertar nenhum botão de ação, em cerca de meio segundo irá aparecer uma retícula de mira sobre a tela.

Quando você apertar um dos botões de ação enquanto essa retícula estiver na tela, em vez de um chute ou de golpe com sabre, o seu Mecha irá atirar projéteis de onde você está até o ponto que a retícula estava. Isso permite golpes de longa distância funcionais e efetivos para saber controlar o espaço do combate, também podendo serem usados como um bom começo para combos. 

Robôs com Personalidade

O jogo conta com um total de 9 personagens jogáveis (10, se você contar o lutador liberado via código). Excluindo Wing e Wing Zero, que são praticamente o mesmo personagem com variações de velocidade e força, cada um dos Mechas conta com um estilo bem único.

Wing (e, por extensão, Wing Zero) é o mais equilibrado, tendo uma boa variedade de combos aéreos e terrestres, e é o único mecha jogável que conta com 2 especiais. Death Scyther é o mais ofensivo, sendo um ótimo personagem para combos enormes e que deixam os adversários com pouco espaço para revidar. Heavy Arms conta com a maior quantidade de projéteis do jogo, permitindo um jogo de distância ótimo; Sandrock é confinado ao chão, mas pode estabelecer armadilhas nele; Shenlong conta com ótima mobilidade e ofensas; Tallgeese tem o pulo mais alto, mas é o com a pior defesa; Vayete é uma versão menos poderosa de Heavy Arms e Mercurius tem a melhor defesa do jogo.

Assim sendo, o jogo ainda é bem balanceado para nenhum personagem não estar em desvantagem. É só saber como jogar que você consegue passar pela defesa de Mercurius, ou acabar com a desvantagem do SandRock por não poder soltar golpes no ar. 

Endless Duel é um jogo muito robusto, e é com toda certeza um dos melhores jogos de luta disponíveis no Super Famicom. É  um jogo incrivelmente polido, mas quebrado também. Inserindo um código nele, você é capaz de usar o mobile suit Epyon, que quase tudo que faz é simples e funcional e desequilibra sozinho o jogo inteiro. Tirando esse fato, o jogo conta  com uma jogabilidade que até hoje é ótima. Passados 24 anos de seu lançamento, o game ainda é uma recomendação incrível para quem ama os jogos de luta.

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Comentários

[…] (Texto publicado no Neo Fusion, em 18/02/2021, disponível no link: http://54.237.89.239/materia/previa/valheim/) […]

[…] (Texto publicado no Neo Fusion, em 14/01/2021, disponível no link: http://54.237.89.239/materia/analise/tell-me-why/) […]

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Breath of the Wild carater família?

wishlistei

Você sabe me falar se compensa eu comprar esse ou posso jogar o original também, eu tenho o original mas não. Joguei nenhum você pode me ajudar nessa Dúvida de 259 reais kkkk

Incluindo a fonte de meu comentário.: http://www.vgchartz.com/gamedb/games.php?name=just+dance+2018&keyword=&console=&region=All&developer=&publisher=&goty_year=&genre=&boxart=Both&banner=Both&ownership=Both&results=50&order=Sales&showtotalsales=0&showtotalsales=1&showpublisher=0&showpublisher=1&showvgchartzscore=0&showvgchartzscore=1&shownasales=0&showdeveloper=0&showcriticscore=0&showcriticscore=1&showpalsales=0&showreleasedate=0&showreleasedate=1&showuserscore=0&showuserscore=1&showjapansales=0&showlastupdate=0&showlastupdate=1&showothersales=0

O que mais impressiona é que a versão mais vendida deste jogo foi a do Nintendo Switch, seguida da fucking versão de Wii! TEM GENTE COMPRANDO JUSTA DANCE PRA WII EM 218! E vendeu bem mais que no One... Dificilmente um JD 2019 vai ficar de fora do velho de guerra da Nintendo!

<3

Este jogo é fantástico! Muito bom evoluir todos os personagens. Os personagens da 2ª geração ficam ainda mais fortes. Celice, filho de Sigurd, torna-se quase um Deus, o deixei com 80 de HP, o máximo, como outros status que ficaram no seu máximo, mais os itens: Silver Sword, Silver Blade, Power Ring, Speed Ring, Defence Ring, deixando o Celice muito forte e resistente.

Obrigado! Sobre suas dúvidas: 1) Eu não consegui confirmação concreta de quem é o CEO atual da Game Freak. O pouco que descobri apontava para o Satoshi, mas é possível que ele já tenha saído sim. 2) O texto foi escrito em dezembro, antes do anúncio de Bayonetta 3. Como a ideia é lançar um listão assim a cada seis meses, acho que não vale o trabalho ficar atualizando a cada anúncio. Mas se houver demanda, posso fazer.

Belo compendium dos estúdios da Nintendo e afiliados! Só tenho duas dúvidas: 1- O Satoshi ainda é CEO da Game Freak? Pensei que ele já tinha se afastado. 2- A Platinum não está fazendo Bayonetta 3 agora?

Que bacana, o jogo parece bem legal. Só não compro porque larguei rápido o último jogo do tipo que peguei (Animal Crossing: New Leaf)

O Zelda mais zeldoso de todos

Esse é jogo é O Zelda?

Valeu :)

Realmente é algo incrível, parece até informação secreta kkkkkkk, ótimo post.

Analise justíssima, parabéns Renan! Na minha opinião, por mais que Pocket Camp seja inegávelmente a experiência mobile da Nintendo mais próxima que tivemos da “versão console”, é desnecessariamente repetitivo, incompleto e enjoativo. Além do gameplay lento (como citado na análise), não existem grandes recompensas pela progressão no jogo além de novos personagens e móveis pra construir. No fim, Pocket Camp é apenas (o pior de) New Leaf adaptado para smartphones, com 10% das funcionalidades e mecânicas free-to-play. Talvez uma atualização dê alguma tapeada na repetitividade excessiva, mas teriam que mudar tanto o jogo que nem sei se vale a pena.

Não joguei esse Zelda ainda, por isso não posso fazer comentários sobre o jogo mas sei que a Nintendo sempre capricha nos seus jogos e usa artificios muito elaborados até para as coisas mais simples, certa vez na internet achei um vídeo relacionando o construtivismo de Vygotsky com o jogo super Mario...por fim estou gostando dessa abordagem mais técnica dos jogos, sai um pouco do padrão da internet

É um openworld, no dois vc começa adolescente e vai envelhecendo, as cicatrizes permanecem, vc pode comprar casa e casar nas diferentes cidades... no terceiro muda mas as decisões são fodas, por exemplo vc procura apoio da população de uma vila pra dar o golpe no seu irmão, então vc promete uma ponte pra cidade, depois do golpe vc tem escolher entre construir a ponte e aumentar o exército da sua nação contra o inimigo do jogo ..daí sua escolha muda tudo

Eu ouvi muito de Fable na época pré-lançamento dele, mas não cheguei a jogar. Tinham muitas promessas nesse sentido mesmo, que você ia passar anos na pele do mesmo aventureiro. Ele chega a ser um openworld? E as escolhas geravam caminhos e quests diferentes?

Um jogo bem interessante mas que muita gente não gosta é Fable, vc ter uma vida, fazer escolhas que vão afetar a história é bem interessante, seria bem legal se em Zelda você pudesse desenvolver uma cidade e se tornar herói/prefeito

Rapaz, que texto. A crítica que você fez à premiação do Uncharted bate no ponto certo. As narrativas mais envolventes do universo dos games, pra mim, foram aquelas que exploraram todo o potencial de interatividade que a mídia propõe. Nada contra Uncharted e eu acho que o jogo é brilhante em vários outros aspectos, mas os exemplos citados no texto falam por si só. Enfim, gostei muito. E o site tá lindo, isso aqui é qualidade pura.

Excelente lista! O Switch é uma awesome little indie machine :)

Faltam 2 horas e estou que nem criança imaginando minha reação se eu ganhar.

Olha... excelente texto. Esse é um problema que eu já vinha discutindo em meus círculos de amizade ha um bom tempo. Isso fica ainda mais evidente quando percebe-se a necessidade das grandes publishers de seguirem tendencias mais lucrativas não afetam apenas o game design em si, mas também as temáticas, narrativas, e até mesmo a direção de arte dos games. Vide a enxurrada de jogos de zumbis que tivemos na geração passada... Por falar em indies, eu vejo muito potencial para que os próximos AAA inovadores saiam deles. O orçamento ainda é um problema, mas financiamento coletivo já é uma realidade. Acredito que equipes extremamente competentes e comprometidas consigam levantar fundos para levar adiante o desenvolvimento de jogos desse nível.

O sorteio vai ser ao vivo via live???

Obrigado Igor! Seja bem-vindo ao Nintendo Fusion :)

Rapaz, que texto foda! Parabéns Renan! Fico cada mais feliz em ser Nintendista em tempos como esse (apesar de ainda não ter um Switch), saber que a Nintendo rema pesado contra essa maré cheia de lixo. Recentemente o designer da BioWare, Manveer Heir (Mass Effect) compartilhou que a EA só tem foco mesmo nas microtransações, que ainda viu gente gastando 15 mil dolares com cards de multiplayer do Mass Effect 3. Pra piorar agora tem o sistema de Loot Box, que está na moda, e a Warner empolgou com o Shadow of Mordor. Loot Box pra fechar campanha ou pra tentar competir online nos jogos, pra mim isso é praticamente o fim. A única esperança que tenho nessa industria que amo tanto são mesmo nos indies, Nintendo e algumas empresas. Espero que a Activision não estrague a Blizzard, pq apesar de Overwatch ter Loot Box, são completamente cosméticos, e eu acho isso bom até, pq jogar pra desbloquear coisas visuais é muito mais interessante e prazeroso que jogar pra tentar a sorte com um item específico pra ser mais competitivo com upgrades no status do personagem.

Não aparece para você no começo do texto? https://uploads.disquscdn.com/images/b809b035a7e4e21875dfe6af44cc2d10dccbe7c3eea556e1be57fe8018d72a32.png

cadê o tal formulário do Gleam? não vi link nenhum no texto... tá mal explicado isso...

Das publicadoras de games, a EA é sem duvidas a pior. Não foi atoa que foi escolhida como a pior empresa americana por dois anos consecutivos. Não quero parecer um hater, mas é essa filosofia de shooters multimilionários, com gráficos de ponta e extorquimento de dinheiro dos consumidores é que vai fazê-los fechar as portas. Isso fica evidente com o “apoio” da empresa ao Switch, não souberam mais uma vez ler o sucesso do console, e repetem os mesmos erros de uma década: investir pesado em gêneros supersaturados. E é interessante notar como o Iwata foi capaz de enxergar uma realidade mais de uma década á sua frente, e feliz que cada vez mais empresas adotam essa estratégia: jogos de menor orçamento e maior foco no público

Agora sim vou ter meu switch o/

Sim!

Qual é a exceção "imperdoável"? Chrono Trigger?

Reativei minha conta só pra promoção kkkk

Cara, não uso Twitter. Até tenho, mas nem lembro senha nem nada. Vamos ver se tenho sorte

Parabéns à todos nessa nova empreitada, o site é promissor!

Acho que o único defeito desse game foi ter requentado muitas fases, poderia ter sido apenas a GHZ, por exemplo. Mas fora isso é impecável.

sera que agora ganho o

Precisa compartilhar no Facebook. Nos outros lugares é opcional.

Eu preciso compartilhar o sorteio pelo facebook? Ou é preciso compartilhar em outro lugar?

Felipe Sagrado escreva-se em tudo para aumenta a change brother!!!!

Você pode participar sim, só não vai poder obter os dois cupons relacionados ao Twitter. :)

Boa tarde. Eu não uso o Twitter, então gostaria de saber se isso impede minha participação ou só diminui minhas chances?

? vou seguir o Renan aqui tbm