Retrô: Super Mario World e como conhecer coisas antigas novas - Neo Fusion
Retrô
Super Mario World e como conhecer coisas antigas novas
24 de janeiro de 2023

É engraçado como para nós, entusiastas de videogame, a nostalgia parece ser uma das principais forças condutoras dos gostos de jogos. Desde que eu me lembre de acompanhar a mídia, videogames antigos são tratados como algo curioso e que fazem parte importantíssimo do discurso da mídia.

Eu mesmo sou muito culpado disso, admito. Desde que minha vida adulta começou, venho constantemente procurando formas de ter mais contato com videogames antigos – seja comprando os consoles ou mesmo utilizando emuladores.

Mas nesse começo de 2023 acabei utilizando o Nintendo Switch Online para jogar um dos meus maiores buracos em minha história com videogames: Super Mario World – e não é que a experiência foi algo beirando o paraíso? Conto mais a seguir:

Gráficos coloridos, controles perfeitos em Super Mario World

Super Mario World

Minha experiência anterior com Mario no Super Nintendo tinha sido com Super Mario All-Stars, uma coletânea que reunia em uma espécie de remake os três títulos lançados para o NES em um único cartucho – e eu odeio ela muito, já que a física dos jogos está alterada e é muito mais díficil de controlar Mario, que agora é escorregadio demais se comparado com os originais.

Acho que durante muitos anos essa experiência ficou consolidada em minha cabeça como A Sensação de Controlar Mario no Super Nintendo, o que fez com que Super Mario World se tornasse cada vez mais um desperdício de tempo, ao meu ver – eu provavelmente o odiaria, certo?

Dado o raciocínio lógico, era sim o esperado – porém, na entediante primeira semana de um novo ano, me vi sem nada o que fazer, e fui explorar o catálogo de SNES do Nintendo Switch Online. Entrando nele, lá estava em toda sua glória a capa do jogo, com um Mario em cima de um Yoshi e um rosto especialmente feliz. Parecia uma certa chacota, até – aquele encanador desgraçado rindo da minha cara entediada, falando que eu nunca teria tanta diversão quanto ele estava experimentando em cima de seu dinossauro.

Foi então que, em uma espécie de pico de orgulho totalmente sem sentido algum – aparentemente eu realmente me senti zoado pela capa de um jogo de uns 30 anos – eu iniciei o jogo, e logo de cara fui surpreendido com os gráficos, que não tinham absolutamente nada a ver com os de All-Star.

Super Mario World é mais vivo, o vermelho de Mario é mais intenso, as florestas parecem mais densas e as plataformas mais sólidas. O mundo inteiro parece existir dentro da realidade cartunesca do pequeno Não-Mussolini, assim como os itens, o Yoshi e seus inimigos. Tudo se encaixa em uma espécie de sinfonia bizarra e lúdica que, em pouco mais de três fases, já me parecia a síntese perfeita do que eram os videogames no começo dos anos 1990.

Mas o meu problema com All-Stars não era tanto com os gráficos, e sim com os controles – então embora impressionado pelos gráficos, até eu começar de fato a jogar o título meu medo ainda existia. Pois bem, fui provado errado da forma mais saudável possível, com os controles sendo uma das coisas mais precisas que já vi em toda minha vida em jogos.

Existe sim um certo fator escorregadio em Mario, mas não é igual ao de All-Stars. Pelo que pude analisar durante a jogatina, ela é muito relacionada a momentum do personagem, com a escorregada sendo muito mais o tempo que demora para o boneco perder sua aceleração e velocidade do que sapatos molhados. 

O pulo, a precisão na movimentação e os desafios fazem com que a experiência de jogar Super Mario World se torne extremamente satisfatória, e algo que quanto mais avançava no jogo mais fazia eu perceber ser questão também de habilidade – ou seja, quanto mais eu conhecesse o título, melhor eu ficaria nele.

Sei que isso pode ser um tanto lugar-comum, afinal estamos falando de algo que é associado já com Mario, mas mesmo na série New Super Mario Bros. ou nas versões de NES eu não tinha sentido isso de forma tão clara. 

E no fim, é essa construção genial unindo gráficos incrivelmente atraentes com uma jogabilidade perfeita que fazem Super Mario World ser potencialmente o melhor Mario 2D já lançado. É bizarro pensar que um preconceito adquirido por um remake de jogos numa plataforma me tirou de ter uma experiência tão fantástica em videogames como a desse título.

Confesso que terminando o jogo, olhei bem para a arte de capa dele no Nintendo Switch Online – e agora a risada de Mario parecia a de um amigo que me viu tendo uma experiência legal, experimentando algo novo. Fosse na faculdade, teria chances de ter sido algo ilícito, mas na realidade entre minhas quatro paredes, só foi um joguinho de plataforma mais velho do que eu e extremamente divertido.

Devolvi, com isso, o sorriso para Mario, agradecendo por tornar uma semana entediante, no fim, algo tão fantástico.

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Comentários

[…] No último sábado, 13 de março, completei um ano de isolamento social. Posso contar nos dedos as vezes que saí para resolver alguma pendência obrigatória presencialmente. Pensar que o mundo mudou tanto em 365 dias me causa ansiedade. Mas, pensar como eu mudei, ou deixei de mudar, nesse período me causa mais angústia. Obviamente, não tem sido fácil para ninguém. O que restou, além das adaptações de rotina, foi reaprender a me comunicar de maneira remota. Uma dessas lições foi aprendida por meio de Stardew Valley. […]

[…] (Texto publicado no Neo Fusion, em 18/02/2021, disponível no link: http://54.237.89.239/materia/previa/valheim/) […]

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Breath of the Wild carater família?

wishlistei

Você sabe me falar se compensa eu comprar esse ou posso jogar o original também, eu tenho o original mas não. Joguei nenhum você pode me ajudar nessa Dúvida de 259 reais kkkk

Incluindo a fonte de meu comentário.: http://www.vgchartz.com/gamedb/games.php?name=just+dance+2018&keyword=&console=&region=All&developer=&publisher=&goty_year=&genre=&boxart=Both&banner=Both&ownership=Both&results=50&order=Sales&showtotalsales=0&showtotalsales=1&showpublisher=0&showpublisher=1&showvgchartzscore=0&showvgchartzscore=1&shownasales=0&showdeveloper=0&showcriticscore=0&showcriticscore=1&showpalsales=0&showreleasedate=0&showreleasedate=1&showuserscore=0&showuserscore=1&showjapansales=0&showlastupdate=0&showlastupdate=1&showothersales=0

O que mais impressiona é que a versão mais vendida deste jogo foi a do Nintendo Switch, seguida da fucking versão de Wii! TEM GENTE COMPRANDO JUSTA DANCE PRA WII EM 218! E vendeu bem mais que no One... Dificilmente um JD 2019 vai ficar de fora do velho de guerra da Nintendo!

<3

Este jogo é fantástico! Muito bom evoluir todos os personagens. Os personagens da 2ª geração ficam ainda mais fortes. Celice, filho de Sigurd, torna-se quase um Deus, o deixei com 80 de HP, o máximo, como outros status que ficaram no seu máximo, mais os itens: Silver Sword, Silver Blade, Power Ring, Speed Ring, Defence Ring, deixando o Celice muito forte e resistente.

Obrigado! Sobre suas dúvidas: 1) Eu não consegui confirmação concreta de quem é o CEO atual da Game Freak. O pouco que descobri apontava para o Satoshi, mas é possível que ele já tenha saído sim. 2) O texto foi escrito em dezembro, antes do anúncio de Bayonetta 3. Como a ideia é lançar um listão assim a cada seis meses, acho que não vale o trabalho ficar atualizando a cada anúncio. Mas se houver demanda, posso fazer.

Belo compendium dos estúdios da Nintendo e afiliados! Só tenho duas dúvidas: 1- O Satoshi ainda é CEO da Game Freak? Pensei que ele já tinha se afastado. 2- A Platinum não está fazendo Bayonetta 3 agora?

Que bacana, o jogo parece bem legal. Só não compro porque larguei rápido o último jogo do tipo que peguei (Animal Crossing: New Leaf)

O Zelda mais zeldoso de todos

Esse é jogo é O Zelda?

Valeu :)

Realmente é algo incrível, parece até informação secreta kkkkkkk, ótimo post.

Analise justíssima, parabéns Renan! Na minha opinião, por mais que Pocket Camp seja inegávelmente a experiência mobile da Nintendo mais próxima que tivemos da “versão console”, é desnecessariamente repetitivo, incompleto e enjoativo. Além do gameplay lento (como citado na análise), não existem grandes recompensas pela progressão no jogo além de novos personagens e móveis pra construir. No fim, Pocket Camp é apenas (o pior de) New Leaf adaptado para smartphones, com 10% das funcionalidades e mecânicas free-to-play. Talvez uma atualização dê alguma tapeada na repetitividade excessiva, mas teriam que mudar tanto o jogo que nem sei se vale a pena.

Não joguei esse Zelda ainda, por isso não posso fazer comentários sobre o jogo mas sei que a Nintendo sempre capricha nos seus jogos e usa artificios muito elaborados até para as coisas mais simples, certa vez na internet achei um vídeo relacionando o construtivismo de Vygotsky com o jogo super Mario...por fim estou gostando dessa abordagem mais técnica dos jogos, sai um pouco do padrão da internet

É um openworld, no dois vc começa adolescente e vai envelhecendo, as cicatrizes permanecem, vc pode comprar casa e casar nas diferentes cidades... no terceiro muda mas as decisões são fodas, por exemplo vc procura apoio da população de uma vila pra dar o golpe no seu irmão, então vc promete uma ponte pra cidade, depois do golpe vc tem escolher entre construir a ponte e aumentar o exército da sua nação contra o inimigo do jogo ..daí sua escolha muda tudo

Eu ouvi muito de Fable na época pré-lançamento dele, mas não cheguei a jogar. Tinham muitas promessas nesse sentido mesmo, que você ia passar anos na pele do mesmo aventureiro. Ele chega a ser um openworld? E as escolhas geravam caminhos e quests diferentes?

Um jogo bem interessante mas que muita gente não gosta é Fable, vc ter uma vida, fazer escolhas que vão afetar a história é bem interessante, seria bem legal se em Zelda você pudesse desenvolver uma cidade e se tornar herói/prefeito

Rapaz, que texto. A crítica que você fez à premiação do Uncharted bate no ponto certo. As narrativas mais envolventes do universo dos games, pra mim, foram aquelas que exploraram todo o potencial de interatividade que a mídia propõe. Nada contra Uncharted e eu acho que o jogo é brilhante em vários outros aspectos, mas os exemplos citados no texto falam por si só. Enfim, gostei muito. E o site tá lindo, isso aqui é qualidade pura.

Excelente lista! O Switch é uma awesome little indie machine :)

Faltam 2 horas e estou que nem criança imaginando minha reação se eu ganhar.

Olha... excelente texto. Esse é um problema que eu já vinha discutindo em meus círculos de amizade ha um bom tempo. Isso fica ainda mais evidente quando percebe-se a necessidade das grandes publishers de seguirem tendencias mais lucrativas não afetam apenas o game design em si, mas também as temáticas, narrativas, e até mesmo a direção de arte dos games. Vide a enxurrada de jogos de zumbis que tivemos na geração passada... Por falar em indies, eu vejo muito potencial para que os próximos AAA inovadores saiam deles. O orçamento ainda é um problema, mas financiamento coletivo já é uma realidade. Acredito que equipes extremamente competentes e comprometidas consigam levantar fundos para levar adiante o desenvolvimento de jogos desse nível.

O sorteio vai ser ao vivo via live???

Obrigado Igor! Seja bem-vindo ao Nintendo Fusion :)

Rapaz, que texto foda! Parabéns Renan! Fico cada mais feliz em ser Nintendista em tempos como esse (apesar de ainda não ter um Switch), saber que a Nintendo rema pesado contra essa maré cheia de lixo. Recentemente o designer da BioWare, Manveer Heir (Mass Effect) compartilhou que a EA só tem foco mesmo nas microtransações, que ainda viu gente gastando 15 mil dolares com cards de multiplayer do Mass Effect 3. Pra piorar agora tem o sistema de Loot Box, que está na moda, e a Warner empolgou com o Shadow of Mordor. Loot Box pra fechar campanha ou pra tentar competir online nos jogos, pra mim isso é praticamente o fim. A única esperança que tenho nessa industria que amo tanto são mesmo nos indies, Nintendo e algumas empresas. Espero que a Activision não estrague a Blizzard, pq apesar de Overwatch ter Loot Box, são completamente cosméticos, e eu acho isso bom até, pq jogar pra desbloquear coisas visuais é muito mais interessante e prazeroso que jogar pra tentar a sorte com um item específico pra ser mais competitivo com upgrades no status do personagem.

Não aparece para você no começo do texto? https://uploads.disquscdn.com/images/b809b035a7e4e21875dfe6af44cc2d10dccbe7c3eea556e1be57fe8018d72a32.png

cadê o tal formulário do Gleam? não vi link nenhum no texto... tá mal explicado isso...

Das publicadoras de games, a EA é sem duvidas a pior. Não foi atoa que foi escolhida como a pior empresa americana por dois anos consecutivos. Não quero parecer um hater, mas é essa filosofia de shooters multimilionários, com gráficos de ponta e extorquimento de dinheiro dos consumidores é que vai fazê-los fechar as portas. Isso fica evidente com o “apoio” da empresa ao Switch, não souberam mais uma vez ler o sucesso do console, e repetem os mesmos erros de uma década: investir pesado em gêneros supersaturados. E é interessante notar como o Iwata foi capaz de enxergar uma realidade mais de uma década á sua frente, e feliz que cada vez mais empresas adotam essa estratégia: jogos de menor orçamento e maior foco no público

Agora sim vou ter meu switch o/

Sim!

Qual é a exceção "imperdoável"? Chrono Trigger?

Reativei minha conta só pra promoção kkkk

Cara, não uso Twitter. Até tenho, mas nem lembro senha nem nada. Vamos ver se tenho sorte

Parabéns à todos nessa nova empreitada, o site é promissor!

Acho que o único defeito desse game foi ter requentado muitas fases, poderia ter sido apenas a GHZ, por exemplo. Mas fora isso é impecável.

sera que agora ganho o

Precisa compartilhar no Facebook. Nos outros lugares é opcional.

Eu preciso compartilhar o sorteio pelo facebook? Ou é preciso compartilhar em outro lugar?

Felipe Sagrado escreva-se em tudo para aumenta a change brother!!!!

Você pode participar sim, só não vai poder obter os dois cupons relacionados ao Twitter. :)

Boa tarde. Eu não uso o Twitter, então gostaria de saber se isso impede minha participação ou só diminui minhas chances?

? vou seguir o Renan aqui tbm