Análise: Call of Duty: Vanguard - Neo Fusion
Análise
Call of Duty: Vanguard
25 de novembro de 2021
Cópia digital da versão de PS5 cedida pela Activision Brasil.

Desde seu título inaugural, em 2003, a franquia Call of Duty deixa sua marca (nem sempre positiva) na história dos videogames com pelo menos um jogo lançado a cada ano. Assim como sua publicadora, a série americana de jogos de tiro em primeira pessoa cresceu bastante ao longo dos anos, exigindo cada vez mais mãos e mentes para entregar produtos tão imensos e ambiciosos anualmente.

Em conjunto com outras menores, porém relevantes, equipes de desenvolvimento, a responsabilidade de entregar uma nova entrada é da Sledgehammer Games — que optou por voltar no tempo e contar novas histórias da Segunda Guerra Mundial com Call of Duty: Vanguard.

Homenagens históricas, liberdades autorais

Por se tratar de uma série que ilustra e nos coloca no protagonismo de conflitos militares muitas vezes ocorridos em nossa realidade, acho importante começar a análise da campanha colocando-a lado a lado com a História que conhecemos — especialmente após repetidos casos de revisionismo histórico forçado. Felizmente, apesar de ser um produto advindo de investimentos militares e que discursa a favor do mais extremo dos cenários políticos (a guerra), Call of Duty: Vanguard apresenta uma campanha single player poderosa e memorável.

Ao longo de nove missões (de seis a oito horas de jogo), acompanhamos uma força-tarefa denominada Vanguard, que falhou durante uma missão em abril de 1945 e foi capturada pelas tropas do oficial alemão Hermann Freisinger. Os combatentes Aliados, que buscavam informações confidenciais sobre o então desconhecido Project Phoenix, são então levados para a sede da Gestapo.

Sem escapatória: na mão dos nazistas, a força-tarefa precisa lutar contra a tortura para sobreviver e dar a volta por cima.

Sem escapatória: na mão dos nazistas, a força-tarefa precisa lutar contra a tortura para sobreviver e dar a volta por cima. (Activision/Divulgação)

O interrogatório é marcado por cenas muito violentas e emocionantes, com um foco cinematográfico bastante elogiável tanto nas animações quanto nas atuações — que contam com a participação de Laura BaileyDominic Monaghan e outras estrelas do ramo. Entre uma cena e outra, lutamos na pele de quatro personagens: o comandante Arthur Kingsley, a atiradora-de-elite Polina Petrova, o tenente-piloto Wade Jackson e o especialista em explosivos Lucas Riggs.

A narrativa segue uma ordem lógica na apresentação de eventos, mas faz uso de flashbacks para expandir a personalidade individual dos membros do esquadrão. Apesar dos nomes fictícios, os quatro combatentes são baseados em figuras históricas reais, um detalhe que torna cada trama individual mais crível e impactante. Por outro lado, outros momentos não representam um recorte histórico real — como um golpe nazista contra o próprio ditador Adolf Hitler para instaurar o Quatro Reich.

Polina Petrova tem sede de vingança enquanto segura o rifle deixado por seu pai.

Polina Petrova tem sede de vingança enquanto segura o rifle deixado por seu pai. (Activision/Divulgação)

Os aspectos técnicos do jogo também brilham mais enquanto estamos na campanha e podemos, entre um objetivo e outro, prestar atenção aos detalhes. Seu desempenho é bastante surpreendente na nova geração de consoles, atingindo quase sempre os almejados 120fps. É preciso lembrar, porém, que a versão de PS5 só está disponível nos dois pacotes mais caros e completos da PlayStation Store.

No que diz respeito ao design de som, eu realmente sinto que esse é o título mais impressionantes que já joguei desse gênero — especialmente se um headset com funcionalidades 7.1 ou 3D estiver a sua disposição. Por último, queria deixar registrado meus sinceros elogios à trilha sonora do compositor Bear McCreary (que trabalhou mais recentemente em God of War), capaz de encapsular e intensificar de forma primorosa sensações tão diferentes, especialmente ao longo da campanha.

Competitivo e cooperativo

Mesmo garantindo há muitos anos uma rotatividade entre Treyarch, Sledgehammer e Infinity Ward — apoiadas por terceiros e subsidiárias —, sinto que a Activision não acerta há muito tempo por completo em uma entrada da franquia. Quando o multiplayer brilha, a campanha fracassa (ou simplesmente não está lá), e vice-versa.

Enquanto o battle royale de sucesso, Call of Duty: Warzone, nada de braçadas ao lado de Fortnite como os mais populares do gênero, o multiplayer foi a porção mais divulgada e promovida de Call of Duty: Vanguard durante seu pré-lançamento. Infelizmente, um dos seus grandes atrativos deixou muito a desejar — no caso, o modo Zombies.

Os modos multiplayer são bastante familiares para os veteranos da franquia. (TechRadar/Activision)

Os modos multiplayer são bastante familiares para os veteranos da franquia. (Crédito: TechRadar)

Há uma quantidade considerável de mapas disponíveis no lançamento para os modos tradicionais da série — no caso, estamos falando de Team Deathmatch, Free for All, Domination, Search and Destroy, Kill Confirmed, Patrol e Hardpoint. Além disso, há a novidade Champion Hill, modalidade na qual oito duplas ou trios se digladiam em um mapa menor, porém sempre de duas em duas formações. Nesse caso, é preciso garantir perks e melhorias às armas com dinheiro obtido no cenário e advindo das baixas.

Apesar de estrear uma opção de personalização de partida chamado Rhythm of Combat, sinto que o matchmaking falha com jogadores recém-apresentados ao modo multiplayer da série. As partidas parecem não levar em conta o K/D e o nível de quem está sendo colocado numa mesma sessão. Se por um lado isso é bom para treinar aqueles que desejam ser ainda melhores, por outro afasta quem está começando ou tentando entender quais os modos que mais agradam.

Já o famigerado Zombies, modo que se tornou especialmente popular na subsérie Black Ops, não entrega nem mesmo o mínimo esperado. Para ser sincero, eu nunca fui um assíduo fã deste modo, mas realmente me dediquei a experimentá-lo (sem muito sucesso). Para começar, a escassez de conteúdo é notável: apenas o mapa Der Anfang está disponível. Outra questão é a poluição visual da interface: em certos momentos, há uma quantidade exorbitante de ícones e opções pouco intuitivos. Por fim, os eventos narrativos aparentemente têm relação com o mesmo modo em Call of Duty: Black Ops Cold War, mas não senti uma boa contextualização por ali.

A expectativa é que o modo Zombies seja atualizado com mais conteúdo futuramente.

A expectativa é que o modo Zombies seja atualizado com mais conteúdo futuramente. (Crédito: GameRanx)

Localizado em voz e em textos para português do Brasil, Call of Duty: Vanguard entrega uma das melhores campanhas que a série já emplacou, especialmente pelos personagens carismáticos que marcam positivamente. Em termos técnicos, impressiona tanto veteranos quanto quem curiosamente caiu de paraquedas para viver na pele as atrocidades praticadas pelo regime nazista na Segunda Guerra Mundial. Já o modo multiplayer tem seus pontos altos e baixos — especialmente antes da integração com o Warzone, prevista para o dia 02 de dezembro.

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Comentários

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[…] (Texto publicado no Neo Fusion, em 14/01/2021, disponível no link: http://54.237.89.239/materia/analise/tell-me-why/) […]

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Breath of the Wild carater família?

wishlistei

Você sabe me falar se compensa eu comprar esse ou posso jogar o original também, eu tenho o original mas não. Joguei nenhum você pode me ajudar nessa Dúvida de 259 reais kkkk

Incluindo a fonte de meu comentário.: http://www.vgchartz.com/gamedb/games.php?name=just+dance+2018&keyword=&console=&region=All&developer=&publisher=&goty_year=&genre=&boxart=Both&banner=Both&ownership=Both&results=50&order=Sales&showtotalsales=0&showtotalsales=1&showpublisher=0&showpublisher=1&showvgchartzscore=0&showvgchartzscore=1&shownasales=0&showdeveloper=0&showcriticscore=0&showcriticscore=1&showpalsales=0&showreleasedate=0&showreleasedate=1&showuserscore=0&showuserscore=1&showjapansales=0&showlastupdate=0&showlastupdate=1&showothersales=0

O que mais impressiona é que a versão mais vendida deste jogo foi a do Nintendo Switch, seguida da fucking versão de Wii! TEM GENTE COMPRANDO JUSTA DANCE PRA WII EM 218! E vendeu bem mais que no One... Dificilmente um JD 2019 vai ficar de fora do velho de guerra da Nintendo!

<3

Este jogo é fantástico! Muito bom evoluir todos os personagens. Os personagens da 2ª geração ficam ainda mais fortes. Celice, filho de Sigurd, torna-se quase um Deus, o deixei com 80 de HP, o máximo, como outros status que ficaram no seu máximo, mais os itens: Silver Sword, Silver Blade, Power Ring, Speed Ring, Defence Ring, deixando o Celice muito forte e resistente.

Obrigado! Sobre suas dúvidas: 1) Eu não consegui confirmação concreta de quem é o CEO atual da Game Freak. O pouco que descobri apontava para o Satoshi, mas é possível que ele já tenha saído sim. 2) O texto foi escrito em dezembro, antes do anúncio de Bayonetta 3. Como a ideia é lançar um listão assim a cada seis meses, acho que não vale o trabalho ficar atualizando a cada anúncio. Mas se houver demanda, posso fazer.

Belo compendium dos estúdios da Nintendo e afiliados! Só tenho duas dúvidas: 1- O Satoshi ainda é CEO da Game Freak? Pensei que ele já tinha se afastado. 2- A Platinum não está fazendo Bayonetta 3 agora?

Que bacana, o jogo parece bem legal. Só não compro porque larguei rápido o último jogo do tipo que peguei (Animal Crossing: New Leaf)

O Zelda mais zeldoso de todos

Esse é jogo é O Zelda?

Valeu :)

Realmente é algo incrível, parece até informação secreta kkkkkkk, ótimo post.

Analise justíssima, parabéns Renan! Na minha opinião, por mais que Pocket Camp seja inegávelmente a experiência mobile da Nintendo mais próxima que tivemos da “versão console”, é desnecessariamente repetitivo, incompleto e enjoativo. Além do gameplay lento (como citado na análise), não existem grandes recompensas pela progressão no jogo além de novos personagens e móveis pra construir. No fim, Pocket Camp é apenas (o pior de) New Leaf adaptado para smartphones, com 10% das funcionalidades e mecânicas free-to-play. Talvez uma atualização dê alguma tapeada na repetitividade excessiva, mas teriam que mudar tanto o jogo que nem sei se vale a pena.

Não joguei esse Zelda ainda, por isso não posso fazer comentários sobre o jogo mas sei que a Nintendo sempre capricha nos seus jogos e usa artificios muito elaborados até para as coisas mais simples, certa vez na internet achei um vídeo relacionando o construtivismo de Vygotsky com o jogo super Mario...por fim estou gostando dessa abordagem mais técnica dos jogos, sai um pouco do padrão da internet

É um openworld, no dois vc começa adolescente e vai envelhecendo, as cicatrizes permanecem, vc pode comprar casa e casar nas diferentes cidades... no terceiro muda mas as decisões são fodas, por exemplo vc procura apoio da população de uma vila pra dar o golpe no seu irmão, então vc promete uma ponte pra cidade, depois do golpe vc tem escolher entre construir a ponte e aumentar o exército da sua nação contra o inimigo do jogo ..daí sua escolha muda tudo

Eu ouvi muito de Fable na época pré-lançamento dele, mas não cheguei a jogar. Tinham muitas promessas nesse sentido mesmo, que você ia passar anos na pele do mesmo aventureiro. Ele chega a ser um openworld? E as escolhas geravam caminhos e quests diferentes?

Um jogo bem interessante mas que muita gente não gosta é Fable, vc ter uma vida, fazer escolhas que vão afetar a história é bem interessante, seria bem legal se em Zelda você pudesse desenvolver uma cidade e se tornar herói/prefeito

Rapaz, que texto. A crítica que você fez à premiação do Uncharted bate no ponto certo. As narrativas mais envolventes do universo dos games, pra mim, foram aquelas que exploraram todo o potencial de interatividade que a mídia propõe. Nada contra Uncharted e eu acho que o jogo é brilhante em vários outros aspectos, mas os exemplos citados no texto falam por si só. Enfim, gostei muito. E o site tá lindo, isso aqui é qualidade pura.

Excelente lista! O Switch é uma awesome little indie machine :)

Faltam 2 horas e estou que nem criança imaginando minha reação se eu ganhar.

Olha... excelente texto. Esse é um problema que eu já vinha discutindo em meus círculos de amizade ha um bom tempo. Isso fica ainda mais evidente quando percebe-se a necessidade das grandes publishers de seguirem tendencias mais lucrativas não afetam apenas o game design em si, mas também as temáticas, narrativas, e até mesmo a direção de arte dos games. Vide a enxurrada de jogos de zumbis que tivemos na geração passada... Por falar em indies, eu vejo muito potencial para que os próximos AAA inovadores saiam deles. O orçamento ainda é um problema, mas financiamento coletivo já é uma realidade. Acredito que equipes extremamente competentes e comprometidas consigam levantar fundos para levar adiante o desenvolvimento de jogos desse nível.

O sorteio vai ser ao vivo via live???

Obrigado Igor! Seja bem-vindo ao Nintendo Fusion :)

Rapaz, que texto foda! Parabéns Renan! Fico cada mais feliz em ser Nintendista em tempos como esse (apesar de ainda não ter um Switch), saber que a Nintendo rema pesado contra essa maré cheia de lixo. Recentemente o designer da BioWare, Manveer Heir (Mass Effect) compartilhou que a EA só tem foco mesmo nas microtransações, que ainda viu gente gastando 15 mil dolares com cards de multiplayer do Mass Effect 3. Pra piorar agora tem o sistema de Loot Box, que está na moda, e a Warner empolgou com o Shadow of Mordor. Loot Box pra fechar campanha ou pra tentar competir online nos jogos, pra mim isso é praticamente o fim. A única esperança que tenho nessa industria que amo tanto são mesmo nos indies, Nintendo e algumas empresas. Espero que a Activision não estrague a Blizzard, pq apesar de Overwatch ter Loot Box, são completamente cosméticos, e eu acho isso bom até, pq jogar pra desbloquear coisas visuais é muito mais interessante e prazeroso que jogar pra tentar a sorte com um item específico pra ser mais competitivo com upgrades no status do personagem.

Não aparece para você no começo do texto? https://uploads.disquscdn.com/images/b809b035a7e4e21875dfe6af44cc2d10dccbe7c3eea556e1be57fe8018d72a32.png

cadê o tal formulário do Gleam? não vi link nenhum no texto... tá mal explicado isso...

Das publicadoras de games, a EA é sem duvidas a pior. Não foi atoa que foi escolhida como a pior empresa americana por dois anos consecutivos. Não quero parecer um hater, mas é essa filosofia de shooters multimilionários, com gráficos de ponta e extorquimento de dinheiro dos consumidores é que vai fazê-los fechar as portas. Isso fica evidente com o “apoio” da empresa ao Switch, não souberam mais uma vez ler o sucesso do console, e repetem os mesmos erros de uma década: investir pesado em gêneros supersaturados. E é interessante notar como o Iwata foi capaz de enxergar uma realidade mais de uma década á sua frente, e feliz que cada vez mais empresas adotam essa estratégia: jogos de menor orçamento e maior foco no público

Agora sim vou ter meu switch o/

Sim!

Qual é a exceção "imperdoável"? Chrono Trigger?

Reativei minha conta só pra promoção kkkk

Cara, não uso Twitter. Até tenho, mas nem lembro senha nem nada. Vamos ver se tenho sorte

Parabéns à todos nessa nova empreitada, o site é promissor!

Acho que o único defeito desse game foi ter requentado muitas fases, poderia ter sido apenas a GHZ, por exemplo. Mas fora isso é impecável.

sera que agora ganho o

Precisa compartilhar no Facebook. Nos outros lugares é opcional.

Eu preciso compartilhar o sorteio pelo facebook? Ou é preciso compartilhar em outro lugar?

Felipe Sagrado escreva-se em tudo para aumenta a change brother!!!!

Você pode participar sim, só não vai poder obter os dois cupons relacionados ao Twitter. :)

Boa tarde. Eu não uso o Twitter, então gostaria de saber se isso impede minha participação ou só diminui minhas chances?

? vou seguir o Renan aqui tbm