Análise: Kingdom Come: Deliverance - Royal Edition - Neo Fusion
Análise
Kingdom Come: Deliverance - Royal Edition
3 de julho de 2024
Código do jogo, na versão de Nintendo Switch, fornecido pela publisher

O que você consideraria sua zona de conforto nos jogos? Seja nos hobbies ou trabalhos, nós tendemos a ter mais afinidade com um certo tipo de tarefa, ou, no caso de jogos, talvez algum gênero específico. Pessoalmente, minhas zonas de conforto são jogos de plataforma, metroidvanias e JRPGs – São o tipo de jogo que consigo pegar a qualquer hora, me divertir e me lembrar do porque gosto do que gosto. São jogos bem simples, a fórmula é fácil de entender e seguir, e por isso tem muita margem para serem satisfatórios. Joguei muitos dos jogos de cada um desses gêneros, e continuo descobrindo outros jogos que trazem versões diferentes das fórmulas que tanto amo, mas uma das coisas que ajuda muito a expandir os universos é sair dessa zona de conforto – pegar um jogo que você não tem familiaridade, ou um tipo de jogo que você não gosta muito, e dar uma chance àquilo, de portas abertas. Quem sabe não se descobre aí o seu novo jogo favorito, ou aquele jogo que muda sua opinião? E foi pensando nisso que eu resolvi dar uma chance a Kingdom Come: Deliverance, um jogo que é meio que um simulador medieval com uma pegada mais realista: Algo bem mais complexo do que costumo experimentar.

 

Ah, a idílica vida medieval. Grama, casas de madeira, castelos, ferreiros e o muito provável cheiro de estrume permeando as vilas.

 

Desenvolvido como o primeiro projeto pela Warhorse Studios, Kingdom Come: Deliverance foi originalmente lançado em 2018 para PC, PS4 e Xbox One, com sua versão “completa” com todo o conteúdo adicional sendo lançado em 2019 como “Royal Edition”. Um projeto que obviamente é uma carta de amor dos desenvolvedores feita para ser uma janela ao passado, unindo o gênero de “CRPGs” (Computer RPGs, ou RPGs de Computador, que, apesar de não serem exclusivos aos PCs, tem um estilo único bem reconhecível – algo como Fallout 1 e 2 ou The Elder Scrolls III – Morrowind) e mundo aberto a uma ambientação medieval realista, baseada em eventos históricos na Europa do Século 15. A ideia era “manter os pés no chão” e simular como realmente era a vida de uma pessoa comum naquela época – nada de magia, protagonistas superpoderosos, heróis ou dragões, apenas o ser humano e o que acontecia ao seu redor. Foi um jogo bem grande e detalhado, portanto, o port para máquinas da Nintendo sempre foi muito duvidado, mas por algum milagre da Saber Interactive, em 2024 vimos essa magia acontecer na forma de Kingdom Come: Deliverance – Royal Edition para o Nintendo Switch. O que resta saber agora é como são os detalhes dessa magia em movimento.

Apesar de todos os detalhes comentados acima, antes dessa resenha nunca havia ido atrás de Kingdom Come: Deliverance. Nunca fui muito fã de fantasia medieval, mal dei chance a sagas famosas como The Elder Scrolls ou Baldur’s Gate (algo que só mudou muito recentemente), e jogos que prometem ser realistas cada vez mais não fazem sentido pra mim (Red Dead Redemption 2 só me deu sono), então Kingdom Come: Deliverance parece o tipo de jogo em que eu não encostaria nem se fosse obrigado. Por que, então? Ao que eu respondo, “Por que não?”. Nunca se sabe, às vezes o jogo que você parece não gostar acaba te abrindo os olhos pra algo diferente, você consegue enxergar algo que não conseguia ver antes. Além do mais, queria ver como o port para o Switch se compara a outros gigantes, mas mais detalhes disso um pouco mais tarde.

 

Se você gostava de estudar História na escola, esse jogo vai provavelmente te fazer lembrar de muita coisa dos livros.

 

Kingdom Come: Deliverance começa com uma introdução que dá uma ideia de como a situação política da Europa naquela época estava, no reinado de Venceslau IV da Boêmia, na época em que o rei havia sido detido pela insurgência de Sigismundo do Sacro Império Romano, e já de antemão vale a pena comentar que não só o jogo se baseia nos acontecimentos históricos, mas a qualquer momento no percurso do jogo, você pode pausar e consultar um glossário lotado de informações sobre a história, vida e acontecimentos da época, desde conquistas importantes a como funcionava o banheiro do século 15. Não é algo que é necessário para jogar o jogo, mas é uma leitura bem interessante, mostrando que os desenvolvedores realmente se importaram em trazer uma janela ao passado do melhor jeito que puderam, completo com desenhos e ideogramas que são bem típicos da era medieval.

A premissa do jogo em si gira em torno de Henry, nosso protagonista, que é filho de um ferreiro na vila de Skalitz (área de domínio de Venceslau IV), que logo após uma introdução à vida medieval e às mecânicas do jogo, é invadida e massacrada pelos mercenários Cumanos (como parte da invasão de Sigismundo), e no massacre, Henry presencia seus pais sendo assassinados. Tomado por vingança e assombrado por pesadelos, Henry deixa sua vida pacata para trás e acaba de certa forma envolvido nos acontecimentos que iriam trazer Venceslau IV de volta ao trono. Mesmo com toda a bagagem histórica, não é muito difícil encontrar seu objetivo e creio que Kingdom Come: Deliverance dá o suficiente de motivo para que você se envolva para continuar a jornada, e apesar de apresentar bastante leitura, em geral a parte narrativa fica compreensível o suficiente, até se você não gostava das aulas de história na escola (o que é o meu caso).

Como dá para perceber, Kingdom Come: Deliverance é um jogo que foca bastante no realismo e em imergir o jogador em seu universo, e você pode ver isso em toda parte, desde os menus estilizados, a ambientação e personagens ao seu redor, os mapas, e, principalmente, a jogabilidade.

 

O mapa do jogo é estilizado como os pergaminhos da época, e apesar de investir muito em fazer você se imergir, você pode usar marcadores no mapa se for incapaz de se localizar, como eu.

 

A jogabilidade de Kingdom Come: Deliverance é em primeira pessoa, onde você atravessa campos e vilas enquanto interage com os personagens, absorve o quão diferente a vida era naquela época e se mete em quests de todo tipo, desde descobrir o passado de uma sobrevivente de Skalitz (jogando com ela) a investigar partes de um assassinato e até mesmo ficar bêbado com um padre e ter que fazer o sermão em seu lugar. Na mesma veia de um CRPG, a grande maioria dos objetivos é não-linear, ou seja, cada problema tem várias soluções. O tutorial exemplifica isso muito bem: Você precisa cobrar o dinheiro de um velho rabugento que comprou peças e não pagou, e suas opções são várias – Você pode tentar convencê-lo na lábia, se for carismático o suficiente, fazer um favor a seus amigos para juntar todos e ameaçar o velho, se esgueirar e se esconder para arrombar o cofre onde o velho guarda o ouro dele, ou simplesmente partir pra violência, ameaçando-o e brigando – ter sucesso no que você decidir fazer vai depender em quais atributos Henry é bom, algo que você pode distribuir no começo do jogo e à medida que avança. Fazendo um paralelo, é uma jogabilidade similar a Fallout: New Vegas.

O combate do jogo é um pouco esquisito: A ideia é que você pode travar sua mira em um alvo e mirar para partes diferentes de seu corpo, e quanto mais imprevisível você for (mirando em partes diferentes do corpo antes de atacar), mais eficiente serão seus ataques, e com prática suficiente, você pode até fazer uma série de golpes em sequência. O maior problema é que esse combate vai te exigir um tempo e prática para que se pegue a “manha” de como tudo funciona, e combates não são muito frequentes, principalmente no início do jogo, e para piorar a situação, muitas vezes uma situação de combate te põe contra mais de uma pessoa, e em certos pontos fica praticamente impossível de desviar dos golpes, já que por si só não é fácil lutar com mais de uma pessoa ao mesmo tempo, mas você também não tem muita oportunidade de treinar seu combate. Realista, eu suponho, mas é um ponto que fica facilmente frustrante. Por outro lado, com treino, você começa a se sentir mais preparado não por conta da sua experiência em números, mas sim pela experiência que você teve durante os outros combates, algo que é definitivamente diferente do habitual (onde você vê que está melhor porque os números de dano estão maiores), e deve ser notado.

 

Combate com os invasores Cumanos é altamente contraindicado, por sinal. Você vai acabar tendo que gastar muito pra se recuperar… A menos que você caia da ponte e ele não saiba como chegar até você, como é o caso nessa imagem.

 

Caso você se machuque durante um combate ou porque tentou pular de um penhasco jurando que isso era DOOM e que você não ia ter dano de queda (juro que não estou falando por experiência, confia), Kingdom Come: Deliverance vai te fazer se lembrar dos seus erros, porque se curar é um pouco mais complicado – se você estiver sangrando (o que não é difícil), você precisa encontrar bandagens o mais rápido possível, e depois disso, os únicos jeitos de curar sua vida perdida são através de poções, se banhando nas casas de banho ou comendo e descansando, e as três últimas opções pedem que você esteja perto de uma vila que tenha alguma dessas opções e que você gaste um bom tempo. Além do mais, você não pode comer demais pensando que isso vai resolver o problema de uma vez, porque se você comer além do nível de saciedade, Henry fica lento e alguns de seus atributos são reduzidos. Todo tipo de doença ou estado ruim tem um ônus parecido, e cada uma delas vai te demandar tempo para que seja curada. Você precisa, como na vida real, tomar conta de si – comer, beber, dormir, tomar banho, e até limpar suas roupas, porque roupas sujas, velhas ou manchadas de sangue vão te dar penalidades ao falar com as pessoas, e coisas como Carisma irão sofrer bastante, portanto se atente. Do mesmo jeito que roupas sujam, alimentos que você carrega consigo se estragam, e a níveis diferentes – uma maçã vai durar mais do que um frango assado, mas a maçã vai reduzir sua fome bem menos do que o frango assado. Bebidas tem os seus tipos diferentes de efeitos, e podem te embebedar, e os níveis diferentes de álcool vão dar efeitos diferentes, e por aí vai.

Praticamente tudo em Kingdom Come: Deliverance tem um sub-sistema para si: Em certa altura no jogo, você pode dedicar horas do seu tempo a experimentar com alquimia, por exemplo, ou praticar o que você aprendeu como ferreiro, a profissão do pai de Henry, e tudo isso tem um tipo de atividades que você pode se dedicar a aprender, e assim como o combate, pode ser uma faca de dois gumes, pois situações que pareceriam corriqueiras em outros jogos vão demandar muito mais atenção e paciência aqui: Você vai precisar ler a respeito nos menus do jogo, experimentar com aquelas mecânicas e pouco a pouco se familiarizar, o que deixa o jogo bem imersivo, mas você precisa estar no humor certo pra realmente aproveitar a experiência, algo que nem sempre era o caso comigo. Paciência é definitivamente algo que esse jogo demanda, então se você não estiver de mente aberta pra lentamente aprender o que o jogo quer, não acho que você vai se divertir.

 

Isso é mais ou menos como os diálogos aparecem. Infelizmente, isso também é como os personagens se parecem às vezes…

 

Falemos um pouco dos visuais: Kingdom Come: Deliverance é um jogo que tem um visual que, pessoalmente, não acho muito agradável, mas isso é muito provavelmente pelo meu viés inerente pela estética medieval, o lado meio “pastoral” antigo não me apetece, mas não acho que é culpa do visual em geral. Infelizmente, mesmo com isso em mente, não é difícil de ver que Kingdom Come é um jogo um tanto borrado e que constantemente tem quedas de quadros – se você estiver em uma vila, pode ter certeza que a queda vai ser notável, e como muitas vezes você tem que estar no meio de uma vila, o jogo tem problemas com a performance constantemente. Em alguns lugares, bugs aconteceram como a vez que estava fugindo de Cumanos a cavalo e meu cavalo foi transportado pro lado da ponte, onde ele ficou preso e os Cumanos que me seguiam não sabiam como chegar até mim, e em algumas ocasiões os personagens um pouco borrados meio que se fundiam ao cenário e ficavam difíceis de ver – algo que era especialmente ruim porque era uma missão de furtividade e eu precisava evitá-los a qualquer custo.

Tenho certeza que, quando vemos um jogo originalmente lançado para um hardware mais poderoso ser lançado pra algo menos potente, esse tipo de coisa já é esperada, e tenho certeza que a mera presença de Kingdom Come: Deliverance no Switch é um milagre por si só, mas consegui jogar DOOM, DOOM Eternal e até Mortal Kombat 11 no Switch, e esses jogos eram maiores e conseguiam manter uma taxa de quadros constante em 90% da experiência, então fica difícil de não notar a performance pior em Kingdom Come, especialmente já que o jogo é bem mais lento e o foco em atenção nos detalhes é bem maior. Talvez a comparação seja injusta com a Warhorse, já que o orçamento do estúdio não deve ser tão grande como o dos outros jogos mencionados, mas infelizmente é o que temos pra hoje: se é difícil de ignorar, é difícil de ignorar.

 

No começo do jogo, Henry falou com sua mãe e ele era para estar no lado direito da tela, mas a câmera bugou e isso aconteceu. E infelizmente (ou felizmente, dependendo de quem você seja) isso aconteceu várias vezes, até em uma vez onde a câmera ficou mirada para uma porta de madeira sem ninguém lá.

 

No fim das contas, Kingdom Come foi um jogo interessante de experimentar, mas minha experiência foi bem mista. Por um lado, estava gostando do fato que cada pedaço do jogo tinha camadas de complexidade, por outro, constantemente, enquanto eu estava pensando no quão interessantes os sistemas eram, o jogo me tirava da imersão por algo frustrante que me parecia que eu já tinha que ter conhecimento prévio daquilo. O fato de ter um CRPG grande pra jogar de modo portátil é bem animador, mas o jogo só salva em momentos específicos, e se você quiser salvar a qualquer hora, tem que usar de itens similares aos Ink Ribbons de Resident Evil – que são bem mais limitados, o que bate de frente com a natureza portátil do jogo (no caso de Kingdom Come, eu entendo o porquê disso, é para evitar que você possa ficar salvando o jogo e apagando os seus erros, e possa aprender com suas escolhas, e é algo que posso apreciar, mas infelizmente é um comprometimento que sinto que bate com a natureza portátil). Tudo isso em um jogo a preço de AAA que promete bastante tempo de conteúdo, mas que peca bastante na qualidade de funcionamento. Sinto que Kingdom Come: Deliverance é um bom jogo e aplaudo o esforço de colocá-lo em um Switch, mas infelizmente não acho que a transição trouxe uma boa maneira de jogar o jogo.

Kingdom Come: Deliverance é um bom jogo com bastante potencial, mas você precisa estar totalmente de acordo com a proposta do jogo pra realmente curti-lo: Se você gosta da ideia de um simulador da Europa medieval um tanto mais realista, onde você é só mais uma pessoa com potencial para tarefas do dia-a-dia e gosta de se mergulhar em universos novos curtindo muito o "role-play", Kingdom Come: Deliverance vai ser um prato cheio, caso contrário, eu diria para passar longe. E mesmo dito isto, infelizmente a versão de Nintendo Switch é provavelmente a última que você vai querer jogar, por mais que seja decente o suficiente. Se resolver pegar, espere por uma grande promoção.

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Comentários

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Breath of the Wild carater família?

wishlistei

Você sabe me falar se compensa eu comprar esse ou posso jogar o original também, eu tenho o original mas não. Joguei nenhum você pode me ajudar nessa Dúvida de 259 reais kkkk

Incluindo a fonte de meu comentário.: http://www.vgchartz.com/gamedb/games.php?name=just+dance+2018&keyword=&console=&region=All&developer=&publisher=&goty_year=&genre=&boxart=Both&banner=Both&ownership=Both&results=50&order=Sales&showtotalsales=0&showtotalsales=1&showpublisher=0&showpublisher=1&showvgchartzscore=0&showvgchartzscore=1&shownasales=0&showdeveloper=0&showcriticscore=0&showcriticscore=1&showpalsales=0&showreleasedate=0&showreleasedate=1&showuserscore=0&showuserscore=1&showjapansales=0&showlastupdate=0&showlastupdate=1&showothersales=0

O que mais impressiona é que a versão mais vendida deste jogo foi a do Nintendo Switch, seguida da fucking versão de Wii! TEM GENTE COMPRANDO JUSTA DANCE PRA WII EM 218! E vendeu bem mais que no One... Dificilmente um JD 2019 vai ficar de fora do velho de guerra da Nintendo!

<3

Este jogo é fantástico! Muito bom evoluir todos os personagens. Os personagens da 2ª geração ficam ainda mais fortes. Celice, filho de Sigurd, torna-se quase um Deus, o deixei com 80 de HP, o máximo, como outros status que ficaram no seu máximo, mais os itens: Silver Sword, Silver Blade, Power Ring, Speed Ring, Defence Ring, deixando o Celice muito forte e resistente.

Obrigado! Sobre suas dúvidas: 1) Eu não consegui confirmação concreta de quem é o CEO atual da Game Freak. O pouco que descobri apontava para o Satoshi, mas é possível que ele já tenha saído sim. 2) O texto foi escrito em dezembro, antes do anúncio de Bayonetta 3. Como a ideia é lançar um listão assim a cada seis meses, acho que não vale o trabalho ficar atualizando a cada anúncio. Mas se houver demanda, posso fazer.

Belo compendium dos estúdios da Nintendo e afiliados! Só tenho duas dúvidas: 1- O Satoshi ainda é CEO da Game Freak? Pensei que ele já tinha se afastado. 2- A Platinum não está fazendo Bayonetta 3 agora?

Que bacana, o jogo parece bem legal. Só não compro porque larguei rápido o último jogo do tipo que peguei (Animal Crossing: New Leaf)

O Zelda mais zeldoso de todos

Esse é jogo é O Zelda?

Valeu :)

Realmente é algo incrível, parece até informação secreta kkkkkkk, ótimo post.

Analise justíssima, parabéns Renan! Na minha opinião, por mais que Pocket Camp seja inegávelmente a experiência mobile da Nintendo mais próxima que tivemos da “versão console”, é desnecessariamente repetitivo, incompleto e enjoativo. Além do gameplay lento (como citado na análise), não existem grandes recompensas pela progressão no jogo além de novos personagens e móveis pra construir. No fim, Pocket Camp é apenas (o pior de) New Leaf adaptado para smartphones, com 10% das funcionalidades e mecânicas free-to-play. Talvez uma atualização dê alguma tapeada na repetitividade excessiva, mas teriam que mudar tanto o jogo que nem sei se vale a pena.

Não joguei esse Zelda ainda, por isso não posso fazer comentários sobre o jogo mas sei que a Nintendo sempre capricha nos seus jogos e usa artificios muito elaborados até para as coisas mais simples, certa vez na internet achei um vídeo relacionando o construtivismo de Vygotsky com o jogo super Mario...por fim estou gostando dessa abordagem mais técnica dos jogos, sai um pouco do padrão da internet

É um openworld, no dois vc começa adolescente e vai envelhecendo, as cicatrizes permanecem, vc pode comprar casa e casar nas diferentes cidades... no terceiro muda mas as decisões são fodas, por exemplo vc procura apoio da população de uma vila pra dar o golpe no seu irmão, então vc promete uma ponte pra cidade, depois do golpe vc tem escolher entre construir a ponte e aumentar o exército da sua nação contra o inimigo do jogo ..daí sua escolha muda tudo

Eu ouvi muito de Fable na época pré-lançamento dele, mas não cheguei a jogar. Tinham muitas promessas nesse sentido mesmo, que você ia passar anos na pele do mesmo aventureiro. Ele chega a ser um openworld? E as escolhas geravam caminhos e quests diferentes?

Um jogo bem interessante mas que muita gente não gosta é Fable, vc ter uma vida, fazer escolhas que vão afetar a história é bem interessante, seria bem legal se em Zelda você pudesse desenvolver uma cidade e se tornar herói/prefeito

Rapaz, que texto. A crítica que você fez à premiação do Uncharted bate no ponto certo. As narrativas mais envolventes do universo dos games, pra mim, foram aquelas que exploraram todo o potencial de interatividade que a mídia propõe. Nada contra Uncharted e eu acho que o jogo é brilhante em vários outros aspectos, mas os exemplos citados no texto falam por si só. Enfim, gostei muito. E o site tá lindo, isso aqui é qualidade pura.

Excelente lista! O Switch é uma awesome little indie machine :)

Faltam 2 horas e estou que nem criança imaginando minha reação se eu ganhar.

Olha... excelente texto. Esse é um problema que eu já vinha discutindo em meus círculos de amizade ha um bom tempo. Isso fica ainda mais evidente quando percebe-se a necessidade das grandes publishers de seguirem tendencias mais lucrativas não afetam apenas o game design em si, mas também as temáticas, narrativas, e até mesmo a direção de arte dos games. Vide a enxurrada de jogos de zumbis que tivemos na geração passada... Por falar em indies, eu vejo muito potencial para que os próximos AAA inovadores saiam deles. O orçamento ainda é um problema, mas financiamento coletivo já é uma realidade. Acredito que equipes extremamente competentes e comprometidas consigam levantar fundos para levar adiante o desenvolvimento de jogos desse nível.

O sorteio vai ser ao vivo via live???

Obrigado Igor! Seja bem-vindo ao Nintendo Fusion :)

Rapaz, que texto foda! Parabéns Renan! Fico cada mais feliz em ser Nintendista em tempos como esse (apesar de ainda não ter um Switch), saber que a Nintendo rema pesado contra essa maré cheia de lixo. Recentemente o designer da BioWare, Manveer Heir (Mass Effect) compartilhou que a EA só tem foco mesmo nas microtransações, que ainda viu gente gastando 15 mil dolares com cards de multiplayer do Mass Effect 3. Pra piorar agora tem o sistema de Loot Box, que está na moda, e a Warner empolgou com o Shadow of Mordor. Loot Box pra fechar campanha ou pra tentar competir online nos jogos, pra mim isso é praticamente o fim. A única esperança que tenho nessa industria que amo tanto são mesmo nos indies, Nintendo e algumas empresas. Espero que a Activision não estrague a Blizzard, pq apesar de Overwatch ter Loot Box, são completamente cosméticos, e eu acho isso bom até, pq jogar pra desbloquear coisas visuais é muito mais interessante e prazeroso que jogar pra tentar a sorte com um item específico pra ser mais competitivo com upgrades no status do personagem.

Não aparece para você no começo do texto? https://uploads.disquscdn.com/images/b809b035a7e4e21875dfe6af44cc2d10dccbe7c3eea556e1be57fe8018d72a32.png

cadê o tal formulário do Gleam? não vi link nenhum no texto... tá mal explicado isso...

Das publicadoras de games, a EA é sem duvidas a pior. Não foi atoa que foi escolhida como a pior empresa americana por dois anos consecutivos. Não quero parecer um hater, mas é essa filosofia de shooters multimilionários, com gráficos de ponta e extorquimento de dinheiro dos consumidores é que vai fazê-los fechar as portas. Isso fica evidente com o “apoio” da empresa ao Switch, não souberam mais uma vez ler o sucesso do console, e repetem os mesmos erros de uma década: investir pesado em gêneros supersaturados. E é interessante notar como o Iwata foi capaz de enxergar uma realidade mais de uma década á sua frente, e feliz que cada vez mais empresas adotam essa estratégia: jogos de menor orçamento e maior foco no público

Agora sim vou ter meu switch o/

Sim!

Qual é a exceção "imperdoável"? Chrono Trigger?

Reativei minha conta só pra promoção kkkk

Cara, não uso Twitter. Até tenho, mas nem lembro senha nem nada. Vamos ver se tenho sorte

Parabéns à todos nessa nova empreitada, o site é promissor!

Acho que o único defeito desse game foi ter requentado muitas fases, poderia ter sido apenas a GHZ, por exemplo. Mas fora isso é impecável.

sera que agora ganho o

Precisa compartilhar no Facebook. Nos outros lugares é opcional.

Eu preciso compartilhar o sorteio pelo facebook? Ou é preciso compartilhar em outro lugar?

Felipe Sagrado escreva-se em tudo para aumenta a change brother!!!!

Você pode participar sim, só não vai poder obter os dois cupons relacionados ao Twitter. :)

Boa tarde. Eu não uso o Twitter, então gostaria de saber se isso impede minha participação ou só diminui minhas chances?

? vou seguir o Renan aqui tbm