Análise: Cloudpunk - Neo Fusion
Análise
Cloudpunk
3 de novembro de 2020
Cópia digital da versão de PC cedida pela ION LANDS.

O primeiro dia no serviço está começando. Você ainda está conhecendo a cidade, e não é tão fácil diferenciar um prédio do outro: os anúncios em neon imensos se confundem e os sons do trânsito aéreo só ajudam a tornar tudo ainda mais confuso. Mas não há opção: as contas estão chegando e Nivalis não é uma boa cidade para quem não tem dinheiro — algo irônico, visto que somente os CEOs das empresas que controlam a cidade podem pagar pelos bons apartamentos.

Cloudpunk

Este é o cenário inicial de Cloudpunk, game desenvolvido pela ION Lands que chegou em abril no PC e, mais recentemente, no PlayStation 4, Nintendo Switch e Xbox One. Nele o jogador assume o papel de Reina, uma entregadora da Cloudpunk que está em seu primeiro dia de trabalho e tem que seguir duas regras simples: não perder nenhuma entrega e não perguntar o que está sendo entregue.

Tal como um bom JRPG clássico, o jogador vai na maior parte do tempo receber um item de missão, dirigir até outro ponto da cidade para entregá-lo, ganhar uma recompensa e partir para a missão seguinte. Tudo isso em um ambiente futurista no qual a humanidade se mudou para uma grande cidade que flutua em meio às nuvens — quase uma Columbia de Bioshock Infinite, mas mais futurista e com mais pedaços caindo aleatoriamente.

Um mundo de voxels

O que chama atenção logo de cara em Cloudpunk é sua estética completamente baseada em voxels: pixels tridimensionais que formam “quadradinhos” que, unidos, criam os elementos do jogo. Muito bem aplicados nos cenários e veículos do jogo, eles só causam certa estranheza quando aplicados aos personagens humanos — especialmente em relação aos NPCs, que possuem avatares bem desenhados com um estilo parecido ao que vemos em títulos como Baldur’s Gate.

Cloudpunk

Felizmente, o cenário não é o centro da experiência do jogo, mas sim um palco para as diversas histórias em que acontecem. Sua missão começa de maneira bem comum: pegue o pacote no ponto A, vá para o ponto B e repita. Conforme a noite progride, as coisas começam a ganhar corpo na forma de figuras que cruzam seu caminho — muitas delas completamente opcionais.

Cloudpunk é quase um visual novel no sentido em que suas principais qualidades se escondem nos personagens que surgem pelo caminho. Na prática, dá para ignorar todo mundo e só seguir a história principal, mas essas conversas não somente ajudam a enriquecer o mundo, como também fornecem um contexto mais amplo para o que está acontecendo.

Cloudpunk

Boa parte das aproximadamente 12 horas que dediquei ao jogo foi focada em verificar pontos do mapa que não havia explorado, encontrar novas figuras e descobrir suas histórias. Embora repetitivo, o processo não é cansativo: a escrita do game é genuinamente interessante, e cada pequeno conto que o jogador encontra é breve o suficiente para não exceder sua duração, mas não simples demais a ponto de não gerar qualquer envolvimento.

Experiência sem desafios

Se há algo em criticar em Cloudpunk é o fato de ele ser um jogo praticamente isento de qualquer tipo de desafio. Há algumas missões com limitações de tempo e que você precisa cuidar da saúde de seu automóvel — bata demais sem consertá-lo e logo vem uma multa pesada por aí —, mas nada disso causa uma sensação de verdadeira urgência ou de que o jogador tem a chance de falhar.

Essa decisão dos desenvolvedores é compreensível quando se leva em consideração o contexto geral do game, mas a impressão que fiquei é que isso faz com que o aspecto “jogo” se perca um pouco. No fim, parece que estamos jogando um visual novel mais seguro do que o normal, especialmente dado que há poucas bifurcações narrativas e nunca a sensação de que você pode realmente “falhar” na sua missão de alguma forma.

Uma bela história futurista

Cloudpunk é uma experiência essencialmente narrativa que tem com principal força a construção de seu mundo e dos habitantes que você encontra. Isso, acoplado ao fato de que a estética não guia, mas complementa, a experiência, faz com que seja fácil ignorar o gameplay baseado em um eterno “leva e traz” de um ponto ao outro.

Cloudpunk

Caso você esteja em busca de uma experiência mais narrativa e com “baixo impacto”, as 8 a 12 horas oferecidas em Cloudpunk são bastante satisfatórias. No entanto, dê preferência à versão de PC, se possível: em nossos testes, a versão para Xbox One X apresentava alguns problemas de desempenho e carregamentos consideralmente frequentes na transição de uma área para outra, elementos que também parecem estar presentes nos demais consoles.

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Comentários

[…] (Texto publicado no Neo Fusion, em 18/02/2021, disponível no link: http://54.237.89.239/materia/previa/valheim/) […]

[…] (Texto publicado no Neo Fusion, em 14/01/2021, disponível no link: http://54.237.89.239/materia/analise/tell-me-why/) […]

[…] a alternativa não é descartada. Até mesmo tivemos uma história inédita do marsupial em Crash Bandicoot 4: It’s About Time. Poderíamos ter uma nova versão futuramente de Crash Bash – o party game da franquia […]

[…] mas também foi possível prestigiar títulos à parte dos cartunescos, como, por exemplo, o novo Tony Hawk’s Pro Skater 1+2, que resgatou a alma de um dos jogos de esporte mais icônicos de sua geração. Embora a origem […]

[…] não sendo tão inovador e debatível quanto Her Story, o título certamente conquista um espaço importante no (já não tão popular) gênero dos […]

Breath of the Wild carater família?

wishlistei

Você sabe me falar se compensa eu comprar esse ou posso jogar o original também, eu tenho o original mas não. Joguei nenhum você pode me ajudar nessa Dúvida de 259 reais kkkk

Incluindo a fonte de meu comentário.: http://www.vgchartz.com/gamedb/games.php?name=just+dance+2018&keyword=&console=&region=All&developer=&publisher=&goty_year=&genre=&boxart=Both&banner=Both&ownership=Both&results=50&order=Sales&showtotalsales=0&showtotalsales=1&showpublisher=0&showpublisher=1&showvgchartzscore=0&showvgchartzscore=1&shownasales=0&showdeveloper=0&showcriticscore=0&showcriticscore=1&showpalsales=0&showreleasedate=0&showreleasedate=1&showuserscore=0&showuserscore=1&showjapansales=0&showlastupdate=0&showlastupdate=1&showothersales=0

O que mais impressiona é que a versão mais vendida deste jogo foi a do Nintendo Switch, seguida da fucking versão de Wii! TEM GENTE COMPRANDO JUSTA DANCE PRA WII EM 218! E vendeu bem mais que no One... Dificilmente um JD 2019 vai ficar de fora do velho de guerra da Nintendo!

<3

Este jogo é fantástico! Muito bom evoluir todos os personagens. Os personagens da 2ª geração ficam ainda mais fortes. Celice, filho de Sigurd, torna-se quase um Deus, o deixei com 80 de HP, o máximo, como outros status que ficaram no seu máximo, mais os itens: Silver Sword, Silver Blade, Power Ring, Speed Ring, Defence Ring, deixando o Celice muito forte e resistente.

Obrigado! Sobre suas dúvidas: 1) Eu não consegui confirmação concreta de quem é o CEO atual da Game Freak. O pouco que descobri apontava para o Satoshi, mas é possível que ele já tenha saído sim. 2) O texto foi escrito em dezembro, antes do anúncio de Bayonetta 3. Como a ideia é lançar um listão assim a cada seis meses, acho que não vale o trabalho ficar atualizando a cada anúncio. Mas se houver demanda, posso fazer.

Belo compendium dos estúdios da Nintendo e afiliados! Só tenho duas dúvidas: 1- O Satoshi ainda é CEO da Game Freak? Pensei que ele já tinha se afastado. 2- A Platinum não está fazendo Bayonetta 3 agora?

Que bacana, o jogo parece bem legal. Só não compro porque larguei rápido o último jogo do tipo que peguei (Animal Crossing: New Leaf)

O Zelda mais zeldoso de todos

Esse é jogo é O Zelda?

Valeu :)

Realmente é algo incrível, parece até informação secreta kkkkkkk, ótimo post.

Analise justíssima, parabéns Renan! Na minha opinião, por mais que Pocket Camp seja inegávelmente a experiência mobile da Nintendo mais próxima que tivemos da “versão console”, é desnecessariamente repetitivo, incompleto e enjoativo. Além do gameplay lento (como citado na análise), não existem grandes recompensas pela progressão no jogo além de novos personagens e móveis pra construir. No fim, Pocket Camp é apenas (o pior de) New Leaf adaptado para smartphones, com 10% das funcionalidades e mecânicas free-to-play. Talvez uma atualização dê alguma tapeada na repetitividade excessiva, mas teriam que mudar tanto o jogo que nem sei se vale a pena.

Não joguei esse Zelda ainda, por isso não posso fazer comentários sobre o jogo mas sei que a Nintendo sempre capricha nos seus jogos e usa artificios muito elaborados até para as coisas mais simples, certa vez na internet achei um vídeo relacionando o construtivismo de Vygotsky com o jogo super Mario...por fim estou gostando dessa abordagem mais técnica dos jogos, sai um pouco do padrão da internet

É um openworld, no dois vc começa adolescente e vai envelhecendo, as cicatrizes permanecem, vc pode comprar casa e casar nas diferentes cidades... no terceiro muda mas as decisões são fodas, por exemplo vc procura apoio da população de uma vila pra dar o golpe no seu irmão, então vc promete uma ponte pra cidade, depois do golpe vc tem escolher entre construir a ponte e aumentar o exército da sua nação contra o inimigo do jogo ..daí sua escolha muda tudo

Eu ouvi muito de Fable na época pré-lançamento dele, mas não cheguei a jogar. Tinham muitas promessas nesse sentido mesmo, que você ia passar anos na pele do mesmo aventureiro. Ele chega a ser um openworld? E as escolhas geravam caminhos e quests diferentes?

Um jogo bem interessante mas que muita gente não gosta é Fable, vc ter uma vida, fazer escolhas que vão afetar a história é bem interessante, seria bem legal se em Zelda você pudesse desenvolver uma cidade e se tornar herói/prefeito

Rapaz, que texto. A crítica que você fez à premiação do Uncharted bate no ponto certo. As narrativas mais envolventes do universo dos games, pra mim, foram aquelas que exploraram todo o potencial de interatividade que a mídia propõe. Nada contra Uncharted e eu acho que o jogo é brilhante em vários outros aspectos, mas os exemplos citados no texto falam por si só. Enfim, gostei muito. E o site tá lindo, isso aqui é qualidade pura.

Excelente lista! O Switch é uma awesome little indie machine :)

Faltam 2 horas e estou que nem criança imaginando minha reação se eu ganhar.

Olha... excelente texto. Esse é um problema que eu já vinha discutindo em meus círculos de amizade ha um bom tempo. Isso fica ainda mais evidente quando percebe-se a necessidade das grandes publishers de seguirem tendencias mais lucrativas não afetam apenas o game design em si, mas também as temáticas, narrativas, e até mesmo a direção de arte dos games. Vide a enxurrada de jogos de zumbis que tivemos na geração passada... Por falar em indies, eu vejo muito potencial para que os próximos AAA inovadores saiam deles. O orçamento ainda é um problema, mas financiamento coletivo já é uma realidade. Acredito que equipes extremamente competentes e comprometidas consigam levantar fundos para levar adiante o desenvolvimento de jogos desse nível.

O sorteio vai ser ao vivo via live???

Obrigado Igor! Seja bem-vindo ao Nintendo Fusion :)

Rapaz, que texto foda! Parabéns Renan! Fico cada mais feliz em ser Nintendista em tempos como esse (apesar de ainda não ter um Switch), saber que a Nintendo rema pesado contra essa maré cheia de lixo. Recentemente o designer da BioWare, Manveer Heir (Mass Effect) compartilhou que a EA só tem foco mesmo nas microtransações, que ainda viu gente gastando 15 mil dolares com cards de multiplayer do Mass Effect 3. Pra piorar agora tem o sistema de Loot Box, que está na moda, e a Warner empolgou com o Shadow of Mordor. Loot Box pra fechar campanha ou pra tentar competir online nos jogos, pra mim isso é praticamente o fim. A única esperança que tenho nessa industria que amo tanto são mesmo nos indies, Nintendo e algumas empresas. Espero que a Activision não estrague a Blizzard, pq apesar de Overwatch ter Loot Box, são completamente cosméticos, e eu acho isso bom até, pq jogar pra desbloquear coisas visuais é muito mais interessante e prazeroso que jogar pra tentar a sorte com um item específico pra ser mais competitivo com upgrades no status do personagem.

Não aparece para você no começo do texto? https://uploads.disquscdn.com/images/b809b035a7e4e21875dfe6af44cc2d10dccbe7c3eea556e1be57fe8018d72a32.png

cadê o tal formulário do Gleam? não vi link nenhum no texto... tá mal explicado isso...

Das publicadoras de games, a EA é sem duvidas a pior. Não foi atoa que foi escolhida como a pior empresa americana por dois anos consecutivos. Não quero parecer um hater, mas é essa filosofia de shooters multimilionários, com gráficos de ponta e extorquimento de dinheiro dos consumidores é que vai fazê-los fechar as portas. Isso fica evidente com o “apoio” da empresa ao Switch, não souberam mais uma vez ler o sucesso do console, e repetem os mesmos erros de uma década: investir pesado em gêneros supersaturados. E é interessante notar como o Iwata foi capaz de enxergar uma realidade mais de uma década á sua frente, e feliz que cada vez mais empresas adotam essa estratégia: jogos de menor orçamento e maior foco no público

Agora sim vou ter meu switch o/

Sim!

Qual é a exceção "imperdoável"? Chrono Trigger?

Reativei minha conta só pra promoção kkkk

Cara, não uso Twitter. Até tenho, mas nem lembro senha nem nada. Vamos ver se tenho sorte

Parabéns à todos nessa nova empreitada, o site é promissor!

Acho que o único defeito desse game foi ter requentado muitas fases, poderia ter sido apenas a GHZ, por exemplo. Mas fora isso é impecável.

sera que agora ganho o

Precisa compartilhar no Facebook. Nos outros lugares é opcional.

Eu preciso compartilhar o sorteio pelo facebook? Ou é preciso compartilhar em outro lugar?

Felipe Sagrado escreva-se em tudo para aumenta a change brother!!!!

Você pode participar sim, só não vai poder obter os dois cupons relacionados ao Twitter. :)

Boa tarde. Eu não uso o Twitter, então gostaria de saber se isso impede minha participação ou só diminui minhas chances?

? vou seguir o Renan aqui tbm