Análise: Ittle Dew 2+ - Neo Fusion
Análise
Ittle Dew 2+
14 de novembro de 2017

Brincadeiras de criança, mesmo as envoltas por um ar de ingenuidade e alegria, podem ser bem violentas ocasionalmente. Ittle Dew 2+ se aparenta para o jogador, em um primeiro momento, como uma tenra, infantil e tranquila carta de amor aos primeiros The Legend of Zelda. A influência “zeldesca” continua visível do início ao fim, mas essa máscara colorida, lúdica e cheia de bom humor esconde uma experiência repleta de desafios.

É interessante como Zelda é uma das séries de videogame mais influentes da história sem colocar muitos cabrestos em seus influenciados. Diferentemente de outros jogos, a influência de Zelda se dá muito mais a partir de ideias abstratas e que estão ligadas ao sentimento de se jogar, e não a uma série de convenções e mecânicas esperadas. Zelda influencia mais por temas e ideias como “aventura” e “descoberta” do que servindo como uma forma mecânica e sistêmica.

Disso vem que jogos completamente diferentes como RiME, Binding of Isaac, Hyper Light Drifter, Darksiders e Okami, pra citar alguns, prestam referência e colocam a franquia como parte importante de suas ideias e influências. Ittle Dew 2+ já traz essa referência de forma muito mais nítida. Controlamos a jovem Ittle, que ao lado de seu companheiro raposa Tippsie, precisam juntar 8 pedaços de uma jangada para escapar de um “reino em que naufragaram”. Isso será feito através de exploração do mapa, coleta de recursos, combate e, sobretudo, superação de dungeons cheias de puzzles e obstáculos.

Tudo é, na verdade, fruto da imaginação infantil, e é muito legal como os estímulos da vida de fora da brincadeira são incorporados nesse mundo de imaginação. O jogo brinca com a mobília e equipamentos de uma casa, com espaços como um parquinho ou um museu, e vai criando o mapa e os estágios para a aventura de Ittle. Ou você pode acreditar também que se trata, sim, de uma viagem mágica a uma nova ilha cheia de aventura e morbidez, fica à critério.

De qualquer forma, o jogo possui uma forte atenção aos detalhes, além de sempre tratar das coisas com bom humor. Um exemplo é o raro item que aumenta nossa vida: tratam-se de caixas de giz de cera, e prontamente Ittle desenha um coraçãozinho a mais em sua barra de vida quando encontramos uma delas.

Acessar melhorias é algo muito recomendado em Ittle Dew 2+. Por mais que o início seja bastante trivial, simples e fácil, o jogo acaba escalando muito em termos de desafio. O lado interessante é que podemos abordar as sete primeiras dungeons em qualquer ordem, e ir mais cedo ou mais tarde em alguma pode ter implicações em que rotas teremos acesso mais cedo no jogo. Para explicar melhor, em algumas destas conseguimos um novo equipamento que dá um novo poder para Ittle.

Os poderes funcionam muito bem no contexto do jogo, e além de tudo podem ser combinados. Bola de fogo, dinamite, bola mágica, espadada e criação de um bloco de gelo se unem para gerar diferentes situações de combate e, principalmente, de puzzle. ID 2+ traz uma série de puzzles bem desafiadores, o que é elevado em sua última dungeon e, sobretudo, no conteúdo de fim de jogo, como a masmorra secreta e as 5 dungeons do Dream World (uma das adições da versão 2+).

Além de compreender o funcionamento de cada quarto, é necessário conseguir executar a combinação de nossos poderes. Essa ideia é ainda mais elevada no Dream World, quando somos retirados de parte de nossas habilidades e obrigados a realizar uma série de puzzles e dungeons desafiadores com apenas uma dessas mecânicas.  Em seus melhores momentos, o jogo propõe ao jogador compreender a estrutura de boa parte de calabouço para conseguir prosseguir.

É gratificante criar um bloco de gelo, quebrá-lo diagonalmente para poder refletir uma magia, aumentar o poder dela e guiá-la até um bloco comum que será alçado em uma distância maior para, enfim, ativar um botão. Ittle Dew 2+ brilha em seus desafiadores puzzles, e a adição do Dream World na versão de Switch traz uma das partes mais bem executadas e cheias de boas ideias nesse sentido.

O mapa geral do mundo também é cheio de locais para se descobrir e explorar. São dezenas de cavernas escondidas que necessitam de interação com o mundo; isso vai desde ter que quebrar um local específico até bater em pilastras na sequência certa tendo o som que elas fazem como dica. Explorar o mundo de Ittle Dew 2+ é empolgante, assim como suas dungeons, e ainda há algumas situações bem interessantes nas regiões mais afastadas.

Nelas, costumeiramente temos um maior perigo do próprio ambiente, até o confronto com inimigos mais fortes. Existem tipos de inimigos que perseguem você pela região, mudando a forma como o ritmo da exploração é pautado, a não ser que você tenha habilidade e força suficiente para resolver a parada na porrada.

O combate de Ittle Dew 2+ brilha menos que seu mundo e suas dungeons, mas ainda assim é competente e bastante fluído, principalmente depois de adquirirmos mais habilidades. Há um cuidado em criar diferentes cenários para confrontos com inimigos repetidos, novamente, tanto no mapa geral quando em calabouços.

As batalhas contra chefes também são desafiadores, exigindo um domínio tanto das habilidades quanto observação dos padrões. Em alguns desses momentos o jogo chega a flertar com coisas como bullet hell, mas e legal é que é sempre possível usar as mecânicas extra que vamos adquirindo ao longo da aventura para, inclusive, se proteger e contra-atacar. Os confrontos são sempre precedidos por simpáticos e bem-humorados diálogos. Aliás, essa é a tônica de todo o jogo, fazendo com que seu colorido não funcione apenas como sinalização do que podemos encontrar, descobrir e interagir em Ittle Dew 2+, mas também como essencial para a construção desse ambiente infantil, e ao mesmo tempo irônico, casual, e ao mesmo tempo hardcore.

Com um mundo simpático cheio de segredos e coisas para se descobrir, além de um conteúdo pós-final e extra para desafiar no combate e na resolução de puzzles, Ittle Dew 2+ traz uma aventura que homenageia Zelda, aparentemente de forma doce e infantil, mas em essência de forma desafiadora, irônica e até mesmo macabra.

Ittle Dew 2+ é um simpático jogo influenciado pelos primeiros The Legend of Zelda. Traz um mundo interessante e desafiador para explorarmos e descobrir, além de dungeons e puzzles empolgantes, principalmente os do Dream World, ambiente adicionado à versão de Switch. Suas mecânicas e habilidades funcionam muito bem no combate, exploração e resolução de puzzles, com maior destaque para esse último. É uma experiência que flerta com a doçura da infância, mas que é por muitas vezes irônica e bastante desafiadora. Na força de seu bom humor, mecânicas, dungeons e puzzles, Ittle Dew 2+ consegue se firmar como uma boa pedida aos fãs de aventura, e de um bom desafio.

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Comentários

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Breath of the Wild carater família?

wishlistei

Você sabe me falar se compensa eu comprar esse ou posso jogar o original também, eu tenho o original mas não. Joguei nenhum você pode me ajudar nessa Dúvida de 259 reais kkkk

Incluindo a fonte de meu comentário.: http://www.vgchartz.com/gamedb/games.php?name=just+dance+2018&keyword=&console=&region=All&developer=&publisher=&goty_year=&genre=&boxart=Both&banner=Both&ownership=Both&results=50&order=Sales&showtotalsales=0&showtotalsales=1&showpublisher=0&showpublisher=1&showvgchartzscore=0&showvgchartzscore=1&shownasales=0&showdeveloper=0&showcriticscore=0&showcriticscore=1&showpalsales=0&showreleasedate=0&showreleasedate=1&showuserscore=0&showuserscore=1&showjapansales=0&showlastupdate=0&showlastupdate=1&showothersales=0

O que mais impressiona é que a versão mais vendida deste jogo foi a do Nintendo Switch, seguida da fucking versão de Wii! TEM GENTE COMPRANDO JUSTA DANCE PRA WII EM 218! E vendeu bem mais que no One... Dificilmente um JD 2019 vai ficar de fora do velho de guerra da Nintendo!

<3

Este jogo é fantástico! Muito bom evoluir todos os personagens. Os personagens da 2ª geração ficam ainda mais fortes. Celice, filho de Sigurd, torna-se quase um Deus, o deixei com 80 de HP, o máximo, como outros status que ficaram no seu máximo, mais os itens: Silver Sword, Silver Blade, Power Ring, Speed Ring, Defence Ring, deixando o Celice muito forte e resistente.

Só aproveitando o hype ( e o ódio ) das pessoas online: é voltado para crianças. Você, adulto, pode brincar e curtir, mas é voltado para crianças. Com 7, 8 anos você AMARIA jogar nisso, então não seja chato e curta essa ideia sensacional que a Big N teve

Me senti assim quanto aos ports de games de Wii U para o Switch. https://www.youtube.com/watch?v=E3sG7pfvgJU

THE WORLD ENDS WITH YOU HYPE

Obrigado! Sobre suas dúvidas: 1) Eu não consegui confirmação concreta de quem é o CEO atual da Game Freak. O pouco que descobri apontava para o Satoshi, mas é possível que ele já tenha saído sim. 2) O texto foi escrito em dezembro, antes do anúncio de Bayonetta 3. Como a ideia é lançar um listão assim a cada seis meses, acho que não vale o trabalho ficar atualizando a cada anúncio. Mas se houver demanda, posso fazer.

Belo compendium dos estúdios da Nintendo e afiliados! Só tenho duas dúvidas: 1- O Satoshi ainda é CEO da Game Freak? Pensei que ele já tinha se afastado. 2- A Platinum não está fazendo Bayonetta 3 agora?

Que bacana, o jogo parece bem legal. Só não compro porque larguei rápido o último jogo do tipo que peguei (Animal Crossing: New Leaf)

O Zelda mais zeldoso de todos

Esse é jogo é O Zelda?

Valeu :)

Realmente é algo incrível, parece até informação secreta kkkkkkk, ótimo post.

Analise justíssima, parabéns Renan! Na minha opinião, por mais que Pocket Camp seja inegávelmente a experiência mobile da Nintendo mais próxima que tivemos da “versão console”, é desnecessariamente repetitivo, incompleto e enjoativo. Além do gameplay lento (como citado na análise), não existem grandes recompensas pela progressão no jogo além de novos personagens e móveis pra construir. No fim, Pocket Camp é apenas (o pior de) New Leaf adaptado para smartphones, com 10% das funcionalidades e mecânicas free-to-play. Talvez uma atualização dê alguma tapeada na repetitividade excessiva, mas teriam que mudar tanto o jogo que nem sei se vale a pena.

Não joguei esse Zelda ainda, por isso não posso fazer comentários sobre o jogo mas sei que a Nintendo sempre capricha nos seus jogos e usa artificios muito elaborados até para as coisas mais simples, certa vez na internet achei um vídeo relacionando o construtivismo de Vygotsky com o jogo super Mario...por fim estou gostando dessa abordagem mais técnica dos jogos, sai um pouco do padrão da internet

É um openworld, no dois vc começa adolescente e vai envelhecendo, as cicatrizes permanecem, vc pode comprar casa e casar nas diferentes cidades... no terceiro muda mas as decisões são fodas, por exemplo vc procura apoio da população de uma vila pra dar o golpe no seu irmão, então vc promete uma ponte pra cidade, depois do golpe vc tem escolher entre construir a ponte e aumentar o exército da sua nação contra o inimigo do jogo ..daí sua escolha muda tudo

Eu ouvi muito de Fable na época pré-lançamento dele, mas não cheguei a jogar. Tinham muitas promessas nesse sentido mesmo, que você ia passar anos na pele do mesmo aventureiro. Ele chega a ser um openworld? E as escolhas geravam caminhos e quests diferentes?

Um jogo bem interessante mas que muita gente não gosta é Fable, vc ter uma vida, fazer escolhas que vão afetar a história é bem interessante, seria bem legal se em Zelda você pudesse desenvolver uma cidade e se tornar herói/prefeito

Rapaz, que texto. A crítica que você fez à premiação do Uncharted bate no ponto certo. As narrativas mais envolventes do universo dos games, pra mim, foram aquelas que exploraram todo o potencial de interatividade que a mídia propõe. Nada contra Uncharted e eu acho que o jogo é brilhante em vários outros aspectos, mas os exemplos citados no texto falam por si só. Enfim, gostei muito. E o site tá lindo, isso aqui é qualidade pura.

Excelente lista! O Switch é uma awesome little indie machine :)

Cuphead leva quase todos (a meu ver, claro) Mas a Nintendo tá massacrando esse ano

Faltam 2 horas e estou que nem criança imaginando minha reação se eu ganhar.

Olha... excelente texto. Esse é um problema que eu já vinha discutindo em meus círculos de amizade ha um bom tempo. Isso fica ainda mais evidente quando percebe-se a necessidade das grandes publishers de seguirem tendencias mais lucrativas não afetam apenas o game design em si, mas também as temáticas, narrativas, e até mesmo a direção de arte dos games. Vide a enxurrada de jogos de zumbis que tivemos na geração passada... Por falar em indies, eu vejo muito potencial para que os próximos AAA inovadores saiam deles. O orçamento ainda é um problema, mas financiamento coletivo já é uma realidade. Acredito que equipes extremamente competentes e comprometidas consigam levantar fundos para levar adiante o desenvolvimento de jogos desse nível.

O sorteio vai ser ao vivo via live???

Obrigado Igor! Seja bem-vindo ao Nintendo Fusion :)

Rapaz, que texto foda! Parabéns Renan! Fico cada mais feliz em ser Nintendista em tempos como esse (apesar de ainda não ter um Switch), saber que a Nintendo rema pesado contra essa maré cheia de lixo. Recentemente o designer da BioWare, Manveer Heir (Mass Effect) compartilhou que a EA só tem foco mesmo nas microtransações, que ainda viu gente gastando 15 mil dolares com cards de multiplayer do Mass Effect 3. Pra piorar agora tem o sistema de Loot Box, que está na moda, e a Warner empolgou com o Shadow of Mordor. Loot Box pra fechar campanha ou pra tentar competir online nos jogos, pra mim isso é praticamente o fim. A única esperança que tenho nessa industria que amo tanto são mesmo nos indies, Nintendo e algumas empresas. Espero que a Activision não estrague a Blizzard, pq apesar de Overwatch ter Loot Box, são completamente cosméticos, e eu acho isso bom até, pq jogar pra desbloquear coisas visuais é muito mais interessante e prazeroso que jogar pra tentar a sorte com um item específico pra ser mais competitivo com upgrades no status do personagem.

Não aparece para você no começo do texto? https://uploads.disquscdn.com/images/b809b035a7e4e21875dfe6af44cc2d10dccbe7c3eea556e1be57fe8018d72a32.png

cadê o tal formulário do Gleam? não vi link nenhum no texto... tá mal explicado isso...

Das publicadoras de games, a EA é sem duvidas a pior. Não foi atoa que foi escolhida como a pior empresa americana por dois anos consecutivos. Não quero parecer um hater, mas é essa filosofia de shooters multimilionários, com gráficos de ponta e extorquimento de dinheiro dos consumidores é que vai fazê-los fechar as portas. Isso fica evidente com o “apoio” da empresa ao Switch, não souberam mais uma vez ler o sucesso do console, e repetem os mesmos erros de uma década: investir pesado em gêneros supersaturados. E é interessante notar como o Iwata foi capaz de enxergar uma realidade mais de uma década á sua frente, e feliz que cada vez mais empresas adotam essa estratégia: jogos de menor orçamento e maior foco no público

Agora sim vou ter meu switch o/

Sim!

Qual é a exceção "imperdoável"? Chrono Trigger?

Reativei minha conta só pra promoção kkkk

Cara, não uso Twitter. Até tenho, mas nem lembro senha nem nada. Vamos ver se tenho sorte

Parabéns à todos nessa nova empreitada, o site é promissor!

Acho que o único defeito desse game foi ter requentado muitas fases, poderia ter sido apenas a GHZ, por exemplo. Mas fora isso é impecável.

sera que agora ganho o

Precisa compartilhar no Facebook. Nos outros lugares é opcional.

Eu preciso compartilhar o sorteio pelo facebook? Ou é preciso compartilhar em outro lugar?

Felipe Sagrado escreva-se em tudo para aumenta a change brother!!!!

Você pode participar sim, só não vai poder obter os dois cupons relacionados ao Twitter. :)

Boa tarde. Eu não uso o Twitter, então gostaria de saber se isso impede minha participação ou só diminui minhas chances?

Treta foi massa demais

? vou seguir o Renan aqui tbm

oi

oi

oi?