Análise: Monster Hunter Rise - Neo Fusion
Análise
Monster Hunter Rise
2 de fevereiro de 2022
Cópia digital da versão de PC cedida pela Capcom Brasil.

Lançado originalmente para o Nintendo Switch há quase um ano, Monster Hunter Rise representou ao mesmo tempo um avanço quanto um resgate para a série. Ao mesmo tempo em que a Capcom continuou limando as “gorduras” que ficavam entre o jogador e as caçadas, a empresa deixou de lado alguns elementos de exploração e trouxe mapas mais contidos, respeitando as limitações do console híbrido.

O resultado foi essencialmente positivo — e você pode conferir nossas impressões completas na análise no Neo Fusion —, deixando muita gente chupando o dedo pela impossibilidade de conferir o jogo em outras plataformas. Enquanto não há sinais de que o PlayStation e o Xbox podem receber o título no momento, ele chegou oficialmente ao Steam no dia 12 de janeiro deste ano.

Quem decidiu esperar pelo lançamento não deve sair decepcionado: Monster Hunter Rise é um port de alta qualidade e que tira muito bem o proveito de hardwares mais potentes. Enquanto a experiência básica se mantém essencialmente a mesma do Switch, diversas melhorias técnicas garantem que ela se torna ainda mais prazerosa, apesar da perda de mobilidade.

Um port excelente

Dado o bom desempenho que Monster Hunter Rise apresenta no Switch, era “mais do que obrigação” da Capcom fazê-lo rodar bem no PC. E, felizmente, a empresa cumpre a tarefa com louvor: assim como outros jogos baseados na RE Engine, o título tira bastante proveito de hardwares mais poderosos sem consumir uma quantidade exagerada de recursos.

Enquanto minha máquina não é exatamente modesta — um Core i9 combinado a um RTX 3080 e 32 GB de RAM —, sequer tive que usar 50% do poder dela para conseguir um desempenho estável a 120 quadros por segundo na resolução 1440p. Em hardwares mais modestos, o título consegue manter facilmente a resolução 1080p acima dos 60 quadros por segundo.

Monster Hunter Rise PC

Os benefícios do desempenho aprimorado são sentidos imediatamente no gameplay: a maior taxa de quadros dá uma sensação maior de controle, algo essencial em um título tão focado no timing e no posicionamento. Da mesma forma, a presença de texturas e modelos mais detalhados ajuda a valorizar o trabalho da Capcom e a nos convencer que de estamos em um mundo habitado por criaturas quase mágicas.

No entanto, não dá para ignorar que estamos lidando com um jogo concebido originalmente para o Nintendo Switch. Mesmo que surjam em maior resolução, algumas texturas não conseguem disfarçar o fato de que os modelos — especialmente aqueles pertencentes aos cenários — são feitos com uma quantidade limitada de polígonos e parecem um tanto “quadrados”.

Monster Hunter Rise PC

Isso faz com que, estranhamente, Monster Hunter Rise seja um jogo menor detalhado visualmente do que seu antecessor, Monster Hunter World, lançado em 2018. No entanto, isso não quer dizer que ele é feio — muito disso se deve ao belo trabalho artístico da série, que valoriza muito seu histórico anterior e consegue criar um mundo convincente e único.

Bom sozinho, melhor com amigos

Dá para dizer que existem duas experiências de Monster Hunter Rise: a solitária, na qual você lentamente aprende os hábitos de monstros e desvenda seus habitats, e a multiplayer, na qual a porradaria come solta e todos colaboram para matar monstros da forma mais eficiente e rápida o possível.

Confesso que, embora curta o ritmo mais lento e cadenciado das missões single player, é no multiplayer que realmente me diverti jogando o game. Mesmo quando você é “carregado” por outros jogadores, enfrentar criaturas de seu nível ainda traz uma bela dose de desafio, e é muito legal poder contar com as dicas de jogadores mais experientes sobre quais equipamentos usar e quais segredos os cenários escondem.

Monster Hunter Rise PC

Nesse sentido, devo concordar com o amigo Erick, responsável pelo review original do game: Monster Hunter Rise pode ser bastante confuso, especialmente dado a quantidade imensa de opções que oferece logo de cara. Assim, é sempre bom contar com a ajuda de amigos para entender como usar melhor os cabinsetos ou para decidir qual arma se adapta melhor a seu estilo de jogo — ou simplesmente é inusitada demais para que você a deixe de lado.

Mas não se engane: mesmo contando com a ajuda de alguém mais experiente, será preciso fazer bastante leitura externa para aprender tudo do jogo — ou estar disposto a navegar por menus que nem sempre são muito claros em suas funções. Se você é daqueles que gosta de saber a build ideal para cada classe, aprender cada detalhe sobre uma armadura ou qual a fraqueza de cada monstro, a boa notícia é que a comunidade de fãs já compilou guias bastante detalhados sobre cada um desses assuntos.

Monster Hunter Rise já se tornou meu capítulo favorito da série. Gostoso de jogar e repleto de opções, o game corta gorduras e é bastante direto no que realmente importa: matar monstros. Menos focado na exploração que seu antecessor, o título traz uma grande riqueza de criaturas e um modo multiplayer viciante, que estão ainda mais divertidos de jogar no PC. A versão só peca pela falta de portabilidade, que permanece como a principal vantagem para quem deseja obtê-lo no Switch.

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Trek to Yomi
POR
5 de maio de 2022

Comentários

[…] No último sábado, 13 de março, completei um ano de isolamento social. Posso contar nos dedos as vezes que saí para resolver alguma pendência obrigatória presencialmente. Pensar que o mundo mudou tanto em 365 dias me causa ansiedade. Mas, pensar como eu mudei, ou deixei de mudar, nesse período me causa mais angústia. Obviamente, não tem sido fácil para ninguém. O que restou, além das adaptações de rotina, foi reaprender a me comunicar de maneira remota. Uma dessas lições foi aprendida por meio de Stardew Valley. […]

[…] (Texto publicado no Neo Fusion, em 18/02/2021, disponível no link: http://54.237.89.239/materia/previa/valheim/) […]

[…] (Texto publicado no Neo Fusion, em 14/01/2021, disponível no link: http://54.237.89.239/materia/analise/tell-me-why/) […]

[…] a alternativa não é descartada. Até mesmo tivemos uma história inédita do marsupial em Crash Bandicoot 4: It’s About Time. Poderíamos ter uma nova versão futuramente de Crash Bash – o party game da franquia […]

[…] mas também foi possível prestigiar títulos à parte dos cartunescos, como, por exemplo, o novo Tony Hawk’s Pro Skater 1+2, que resgatou a alma de um dos jogos de esporte mais icônicos de sua geração. Embora a origem […]

[…] não sendo tão inovador e debatível quanto Her Story, o título certamente conquista um espaço importante no (já não tão popular) gênero dos […]

Breath of the Wild carater família?

wishlistei

Você sabe me falar se compensa eu comprar esse ou posso jogar o original também, eu tenho o original mas não. Joguei nenhum você pode me ajudar nessa Dúvida de 259 reais kkkk

Incluindo a fonte de meu comentário.: http://www.vgchartz.com/gamedb/games.php?name=just+dance+2018&keyword=&console=&region=All&developer=&publisher=&goty_year=&genre=&boxart=Both&banner=Both&ownership=Both&results=50&order=Sales&showtotalsales=0&showtotalsales=1&showpublisher=0&showpublisher=1&showvgchartzscore=0&showvgchartzscore=1&shownasales=0&showdeveloper=0&showcriticscore=0&showcriticscore=1&showpalsales=0&showreleasedate=0&showreleasedate=1&showuserscore=0&showuserscore=1&showjapansales=0&showlastupdate=0&showlastupdate=1&showothersales=0

O que mais impressiona é que a versão mais vendida deste jogo foi a do Nintendo Switch, seguida da fucking versão de Wii! TEM GENTE COMPRANDO JUSTA DANCE PRA WII EM 218! E vendeu bem mais que no One... Dificilmente um JD 2019 vai ficar de fora do velho de guerra da Nintendo!

<3

Este jogo é fantástico! Muito bom evoluir todos os personagens. Os personagens da 2ª geração ficam ainda mais fortes. Celice, filho de Sigurd, torna-se quase um Deus, o deixei com 80 de HP, o máximo, como outros status que ficaram no seu máximo, mais os itens: Silver Sword, Silver Blade, Power Ring, Speed Ring, Defence Ring, deixando o Celice muito forte e resistente.

Obrigado! Sobre suas dúvidas: 1) Eu não consegui confirmação concreta de quem é o CEO atual da Game Freak. O pouco que descobri apontava para o Satoshi, mas é possível que ele já tenha saído sim. 2) O texto foi escrito em dezembro, antes do anúncio de Bayonetta 3. Como a ideia é lançar um listão assim a cada seis meses, acho que não vale o trabalho ficar atualizando a cada anúncio. Mas se houver demanda, posso fazer.

Belo compendium dos estúdios da Nintendo e afiliados! Só tenho duas dúvidas: 1- O Satoshi ainda é CEO da Game Freak? Pensei que ele já tinha se afastado. 2- A Platinum não está fazendo Bayonetta 3 agora?

Que bacana, o jogo parece bem legal. Só não compro porque larguei rápido o último jogo do tipo que peguei (Animal Crossing: New Leaf)

O Zelda mais zeldoso de todos

Esse é jogo é O Zelda?

Valeu :)

Realmente é algo incrível, parece até informação secreta kkkkkkk, ótimo post.

Analise justíssima, parabéns Renan! Na minha opinião, por mais que Pocket Camp seja inegávelmente a experiência mobile da Nintendo mais próxima que tivemos da “versão console”, é desnecessariamente repetitivo, incompleto e enjoativo. Além do gameplay lento (como citado na análise), não existem grandes recompensas pela progressão no jogo além de novos personagens e móveis pra construir. No fim, Pocket Camp é apenas (o pior de) New Leaf adaptado para smartphones, com 10% das funcionalidades e mecânicas free-to-play. Talvez uma atualização dê alguma tapeada na repetitividade excessiva, mas teriam que mudar tanto o jogo que nem sei se vale a pena.

Não joguei esse Zelda ainda, por isso não posso fazer comentários sobre o jogo mas sei que a Nintendo sempre capricha nos seus jogos e usa artificios muito elaborados até para as coisas mais simples, certa vez na internet achei um vídeo relacionando o construtivismo de Vygotsky com o jogo super Mario...por fim estou gostando dessa abordagem mais técnica dos jogos, sai um pouco do padrão da internet

É um openworld, no dois vc começa adolescente e vai envelhecendo, as cicatrizes permanecem, vc pode comprar casa e casar nas diferentes cidades... no terceiro muda mas as decisões são fodas, por exemplo vc procura apoio da população de uma vila pra dar o golpe no seu irmão, então vc promete uma ponte pra cidade, depois do golpe vc tem escolher entre construir a ponte e aumentar o exército da sua nação contra o inimigo do jogo ..daí sua escolha muda tudo

Eu ouvi muito de Fable na época pré-lançamento dele, mas não cheguei a jogar. Tinham muitas promessas nesse sentido mesmo, que você ia passar anos na pele do mesmo aventureiro. Ele chega a ser um openworld? E as escolhas geravam caminhos e quests diferentes?

Um jogo bem interessante mas que muita gente não gosta é Fable, vc ter uma vida, fazer escolhas que vão afetar a história é bem interessante, seria bem legal se em Zelda você pudesse desenvolver uma cidade e se tornar herói/prefeito

Rapaz, que texto. A crítica que você fez à premiação do Uncharted bate no ponto certo. As narrativas mais envolventes do universo dos games, pra mim, foram aquelas que exploraram todo o potencial de interatividade que a mídia propõe. Nada contra Uncharted e eu acho que o jogo é brilhante em vários outros aspectos, mas os exemplos citados no texto falam por si só. Enfim, gostei muito. E o site tá lindo, isso aqui é qualidade pura.

Excelente lista! O Switch é uma awesome little indie machine :)

Faltam 2 horas e estou que nem criança imaginando minha reação se eu ganhar.

Olha... excelente texto. Esse é um problema que eu já vinha discutindo em meus círculos de amizade ha um bom tempo. Isso fica ainda mais evidente quando percebe-se a necessidade das grandes publishers de seguirem tendencias mais lucrativas não afetam apenas o game design em si, mas também as temáticas, narrativas, e até mesmo a direção de arte dos games. Vide a enxurrada de jogos de zumbis que tivemos na geração passada... Por falar em indies, eu vejo muito potencial para que os próximos AAA inovadores saiam deles. O orçamento ainda é um problema, mas financiamento coletivo já é uma realidade. Acredito que equipes extremamente competentes e comprometidas consigam levantar fundos para levar adiante o desenvolvimento de jogos desse nível.

O sorteio vai ser ao vivo via live???

Obrigado Igor! Seja bem-vindo ao Nintendo Fusion :)

Rapaz, que texto foda! Parabéns Renan! Fico cada mais feliz em ser Nintendista em tempos como esse (apesar de ainda não ter um Switch), saber que a Nintendo rema pesado contra essa maré cheia de lixo. Recentemente o designer da BioWare, Manveer Heir (Mass Effect) compartilhou que a EA só tem foco mesmo nas microtransações, que ainda viu gente gastando 15 mil dolares com cards de multiplayer do Mass Effect 3. Pra piorar agora tem o sistema de Loot Box, que está na moda, e a Warner empolgou com o Shadow of Mordor. Loot Box pra fechar campanha ou pra tentar competir online nos jogos, pra mim isso é praticamente o fim. A única esperança que tenho nessa industria que amo tanto são mesmo nos indies, Nintendo e algumas empresas. Espero que a Activision não estrague a Blizzard, pq apesar de Overwatch ter Loot Box, são completamente cosméticos, e eu acho isso bom até, pq jogar pra desbloquear coisas visuais é muito mais interessante e prazeroso que jogar pra tentar a sorte com um item específico pra ser mais competitivo com upgrades no status do personagem.

Não aparece para você no começo do texto? https://uploads.disquscdn.com/images/b809b035a7e4e21875dfe6af44cc2d10dccbe7c3eea556e1be57fe8018d72a32.png

cadê o tal formulário do Gleam? não vi link nenhum no texto... tá mal explicado isso...

Das publicadoras de games, a EA é sem duvidas a pior. Não foi atoa que foi escolhida como a pior empresa americana por dois anos consecutivos. Não quero parecer um hater, mas é essa filosofia de shooters multimilionários, com gráficos de ponta e extorquimento de dinheiro dos consumidores é que vai fazê-los fechar as portas. Isso fica evidente com o “apoio” da empresa ao Switch, não souberam mais uma vez ler o sucesso do console, e repetem os mesmos erros de uma década: investir pesado em gêneros supersaturados. E é interessante notar como o Iwata foi capaz de enxergar uma realidade mais de uma década á sua frente, e feliz que cada vez mais empresas adotam essa estratégia: jogos de menor orçamento e maior foco no público

Agora sim vou ter meu switch o/

Sim!

Qual é a exceção "imperdoável"? Chrono Trigger?

Reativei minha conta só pra promoção kkkk

Cara, não uso Twitter. Até tenho, mas nem lembro senha nem nada. Vamos ver se tenho sorte

Parabéns à todos nessa nova empreitada, o site é promissor!

Acho que o único defeito desse game foi ter requentado muitas fases, poderia ter sido apenas a GHZ, por exemplo. Mas fora isso é impecável.

sera que agora ganho o

Precisa compartilhar no Facebook. Nos outros lugares é opcional.

Eu preciso compartilhar o sorteio pelo facebook? Ou é preciso compartilhar em outro lugar?

Felipe Sagrado escreva-se em tudo para aumenta a change brother!!!!

Você pode participar sim, só não vai poder obter os dois cupons relacionados ao Twitter. :)

Boa tarde. Eu não uso o Twitter, então gostaria de saber se isso impede minha participação ou só diminui minhas chances?

? vou seguir o Renan aqui tbm