Análise: Stacklands - Neo Fusion
Análise
Stacklands
13 de junho de 2024
Analisamos Stacklands no Nintendo Switch e no PC, com uma chave concedida pela publicadora

Desenvolvido e publicado pela Sokpop Collective, Stacklands acabou se mostrando um game muito mais complexo e envolvente do que eu poderia imaginar inicialmente. Enquanto seus criadores o vendem como um jogo de gestão de aldeias baseado em carta, na prática o que temos é um RTS com elementos de roguelike e criação bastante complexos.

Ao iniciar a aventura, não há muitas decisões além da duração de cada ciclo lunar (essencialmente os turnos de jogo) e se haverá um modo pacífico ou não. Independentemente do que você escolher, logo se descobre que o título exige empilhar diferentes tipos de cartas para realizar ações.

Por exemplo: uma das primeiras coisas que se aprende em Stacklands é que seus aldeões precisam comer e, para isso, é preciso colher alimentos. Uma das escolhas iniciais para resolver essa questão são as bagas, que surgem quando deixamos uma pessoa por alguns segundos em cima de uma carta de arbusto.

Não demora até que você descubra que o título tem mais recursos à disposição, como pederneiras, madeira e pedras. Quando interagimos com essas cartas ou as empilhamos de determinadas formas, logo criamos mais itens que, de sua parte, abrem mais opções de combinação e meios de sobreviver.

Stacklands vai além de gerenciar recursos

Não demora muito tempo, e você vai descobrir que há maneiras fáceis de criar um estoque infinito da maioria dos recursos básicos que é preciso para sobreviver no jogo. No entanto, para chegar lá, será preciso um bom planejamento e um pouco de sorte, já que o game também trabalha com cartas de ideias que sugerem combinações nas quais você pode nunca ter pensado.

No início da aventura, sua única forma de obter novos recursos é comprando pacotes de cartas — e, para isso, você vai precisar de ouro. A maneira de obtê-lo é vendendo as cartas que você já obteve, o que cria algumas questões interessantes: quero manter esses itens que peguei, mas não sei a utilidade, ou é melhor vendê-los e torcer pela chance de encontrá-los no futuro?

Divulgação/Sokpop Collective

Também é preciso lidar com o fato de que você tem um limite muito claro do tamanho de seu deck, que deve ser respeitado ao final de cada ciclo lunar. Caso contrário, você será obrigado a vender as cartas excedentes quando o turno acabar, e não há como prosseguir na aventura sem fazer esses “sacrifícios”.

Quanto mais longe você vai e descobre meios de produzir itens básicos, gerenciar comida e aumentar seu estoque de cartas, esse tipo de fricção desaparece e Stacklands fica relativamente fácil — ao menos em um sentido. Não demora até que você perceba que, depois de montar a base de sua sociedade, ainda é preciso se preocupar com questões militares.

De tempos em tempos, um portal misterioso se abrirá em sua vila, e será preciso ter unidades preparadas para lidar com eles. Especialmente em suas primeiras jogadas, é comum ser totalmente destroçado por essas criaturas, que batem forte nos aldeões que não têm nenhum equipamento.

Divulgação/Sokpop Collective

Quando você percebe isso, seu foco deixa de ser a mera sobrevivência, exigindo a descoberta de receitas que garantam a criação de armas e armaduras — e a produção dos recursos necessários para isso. Mesmo quando essa área também é dominada, Stacklands ganha uma nova camada de complexidade, trazendo desafios ainda maiores (como a Bruxa da Floresta Sombria) e revelando novos mapas com recursos e receitas exclusivas.

O elemento roguelike do jogo surge pelo fato de que, caso você morra, é possível reiniciar sua aventura com o conhecimento de todas as Ideias destravadas anteriormente. Assim, você poderá se programar logo cedo para criar fontes infinitas de madeira, pedra e minério, bem como se focar na construção de equipamentos/expansão de sua vila antes de inimigos aparecerem.

Alguns problemas de interface

Enquanto a experiência de Stacklands é bastante divertida e surpreendentemente viciante, ela não vem sem seus problemas. Jogando no Switch, a navegação por menus é bastante contraintuitiva e faltam explicações sobre como acessar menus importantes — algo que desparece no PC, no qual o mouse se revela um meio de controle excelente.

Divulgação/Sokpop Collective

Além disso, notamos que há uma falta de capricho nas traduções de algumas cartas e elementos de interfaces. Enquanto a maior parte do game está em português brasileiro, há muitas descrições de cartas, missões e eventos que ainda aparecem em inglês, podendo confundir quem não domina o idioma.

Stacklands vale a pena?

Stacklands é o famoso jogo independente que chega com visuais simples e mecânicas que não parecem completas, mas que aos poucos dominam sua vida. Durante meu tempo com o game, me descobri longe dele pensando em novas maneiras de agrupar cartas, fazer experimentos e tentar descobrir como derrotar a maldita bruxa, após ela derrotar algumas levas de meus soldados.

Stacklands - Review

Divulgação/Sokpop Collective

Apesar de o jogo ter alguns problemas, elas são bastante pequenos e não interferem na qualidade de sua experiência central, que é muito bem executada. Tudo isso, combinado a um preço acessível (R$ 26,49 no Steam, US$ 8 no Itch.io e R$ 46,99) fazem dessa uma experiência que vale a pena —mas, se você puder, priorize a versão para PC no momento, graças a seus controles superiores.

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Comentários

[…] No último sábado, 13 de março, completei um ano de isolamento social. Posso contar nos dedos as vezes que saí para resolver alguma pendência obrigatória presencialmente. Pensar que o mundo mudou tanto em 365 dias me causa ansiedade. Mas, pensar como eu mudei, ou deixei de mudar, nesse período me causa mais angústia. Obviamente, não tem sido fácil para ninguém. O que restou, além das adaptações de rotina, foi reaprender a me comunicar de maneira remota. Uma dessas lições foi aprendida por meio de Stardew Valley. […]

[…] (Texto publicado no Neo Fusion, em 18/02/2021, disponível no link: http://54.237.89.239/materia/previa/valheim/) […]

[…] (Texto publicado no Neo Fusion, em 14/01/2021, disponível no link: http://54.237.89.239/materia/analise/tell-me-why/) […]

[…] a alternativa não é descartada. Até mesmo tivemos uma história inédita do marsupial em Crash Bandicoot 4: It’s About Time. Poderíamos ter uma nova versão futuramente de Crash Bash – o party game da franquia […]

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[…] não sendo tão inovador e debatível quanto Her Story, o título certamente conquista um espaço importante no (já não tão popular) gênero dos […]

Breath of the Wild carater família?

wishlistei

Você sabe me falar se compensa eu comprar esse ou posso jogar o original também, eu tenho o original mas não. Joguei nenhum você pode me ajudar nessa Dúvida de 259 reais kkkk

Incluindo a fonte de meu comentário.: http://www.vgchartz.com/gamedb/games.php?name=just+dance+2018&keyword=&console=&region=All&developer=&publisher=&goty_year=&genre=&boxart=Both&banner=Both&ownership=Both&results=50&order=Sales&showtotalsales=0&showtotalsales=1&showpublisher=0&showpublisher=1&showvgchartzscore=0&showvgchartzscore=1&shownasales=0&showdeveloper=0&showcriticscore=0&showcriticscore=1&showpalsales=0&showreleasedate=0&showreleasedate=1&showuserscore=0&showuserscore=1&showjapansales=0&showlastupdate=0&showlastupdate=1&showothersales=0

O que mais impressiona é que a versão mais vendida deste jogo foi a do Nintendo Switch, seguida da fucking versão de Wii! TEM GENTE COMPRANDO JUSTA DANCE PRA WII EM 218! E vendeu bem mais que no One... Dificilmente um JD 2019 vai ficar de fora do velho de guerra da Nintendo!

<3

Este jogo é fantástico! Muito bom evoluir todos os personagens. Os personagens da 2ª geração ficam ainda mais fortes. Celice, filho de Sigurd, torna-se quase um Deus, o deixei com 80 de HP, o máximo, como outros status que ficaram no seu máximo, mais os itens: Silver Sword, Silver Blade, Power Ring, Speed Ring, Defence Ring, deixando o Celice muito forte e resistente.

Obrigado! Sobre suas dúvidas: 1) Eu não consegui confirmação concreta de quem é o CEO atual da Game Freak. O pouco que descobri apontava para o Satoshi, mas é possível que ele já tenha saído sim. 2) O texto foi escrito em dezembro, antes do anúncio de Bayonetta 3. Como a ideia é lançar um listão assim a cada seis meses, acho que não vale o trabalho ficar atualizando a cada anúncio. Mas se houver demanda, posso fazer.

Belo compendium dos estúdios da Nintendo e afiliados! Só tenho duas dúvidas: 1- O Satoshi ainda é CEO da Game Freak? Pensei que ele já tinha se afastado. 2- A Platinum não está fazendo Bayonetta 3 agora?

Que bacana, o jogo parece bem legal. Só não compro porque larguei rápido o último jogo do tipo que peguei (Animal Crossing: New Leaf)

O Zelda mais zeldoso de todos

Esse é jogo é O Zelda?

Valeu :)

Realmente é algo incrível, parece até informação secreta kkkkkkk, ótimo post.

Analise justíssima, parabéns Renan! Na minha opinião, por mais que Pocket Camp seja inegávelmente a experiência mobile da Nintendo mais próxima que tivemos da “versão console”, é desnecessariamente repetitivo, incompleto e enjoativo. Além do gameplay lento (como citado na análise), não existem grandes recompensas pela progressão no jogo além de novos personagens e móveis pra construir. No fim, Pocket Camp é apenas (o pior de) New Leaf adaptado para smartphones, com 10% das funcionalidades e mecânicas free-to-play. Talvez uma atualização dê alguma tapeada na repetitividade excessiva, mas teriam que mudar tanto o jogo que nem sei se vale a pena.

Não joguei esse Zelda ainda, por isso não posso fazer comentários sobre o jogo mas sei que a Nintendo sempre capricha nos seus jogos e usa artificios muito elaborados até para as coisas mais simples, certa vez na internet achei um vídeo relacionando o construtivismo de Vygotsky com o jogo super Mario...por fim estou gostando dessa abordagem mais técnica dos jogos, sai um pouco do padrão da internet

É um openworld, no dois vc começa adolescente e vai envelhecendo, as cicatrizes permanecem, vc pode comprar casa e casar nas diferentes cidades... no terceiro muda mas as decisões são fodas, por exemplo vc procura apoio da população de uma vila pra dar o golpe no seu irmão, então vc promete uma ponte pra cidade, depois do golpe vc tem escolher entre construir a ponte e aumentar o exército da sua nação contra o inimigo do jogo ..daí sua escolha muda tudo

Eu ouvi muito de Fable na época pré-lançamento dele, mas não cheguei a jogar. Tinham muitas promessas nesse sentido mesmo, que você ia passar anos na pele do mesmo aventureiro. Ele chega a ser um openworld? E as escolhas geravam caminhos e quests diferentes?

Um jogo bem interessante mas que muita gente não gosta é Fable, vc ter uma vida, fazer escolhas que vão afetar a história é bem interessante, seria bem legal se em Zelda você pudesse desenvolver uma cidade e se tornar herói/prefeito

Rapaz, que texto. A crítica que você fez à premiação do Uncharted bate no ponto certo. As narrativas mais envolventes do universo dos games, pra mim, foram aquelas que exploraram todo o potencial de interatividade que a mídia propõe. Nada contra Uncharted e eu acho que o jogo é brilhante em vários outros aspectos, mas os exemplos citados no texto falam por si só. Enfim, gostei muito. E o site tá lindo, isso aqui é qualidade pura.

Excelente lista! O Switch é uma awesome little indie machine :)

Faltam 2 horas e estou que nem criança imaginando minha reação se eu ganhar.

Olha... excelente texto. Esse é um problema que eu já vinha discutindo em meus círculos de amizade ha um bom tempo. Isso fica ainda mais evidente quando percebe-se a necessidade das grandes publishers de seguirem tendencias mais lucrativas não afetam apenas o game design em si, mas também as temáticas, narrativas, e até mesmo a direção de arte dos games. Vide a enxurrada de jogos de zumbis que tivemos na geração passada... Por falar em indies, eu vejo muito potencial para que os próximos AAA inovadores saiam deles. O orçamento ainda é um problema, mas financiamento coletivo já é uma realidade. Acredito que equipes extremamente competentes e comprometidas consigam levantar fundos para levar adiante o desenvolvimento de jogos desse nível.

O sorteio vai ser ao vivo via live???

Obrigado Igor! Seja bem-vindo ao Nintendo Fusion :)

Rapaz, que texto foda! Parabéns Renan! Fico cada mais feliz em ser Nintendista em tempos como esse (apesar de ainda não ter um Switch), saber que a Nintendo rema pesado contra essa maré cheia de lixo. Recentemente o designer da BioWare, Manveer Heir (Mass Effect) compartilhou que a EA só tem foco mesmo nas microtransações, que ainda viu gente gastando 15 mil dolares com cards de multiplayer do Mass Effect 3. Pra piorar agora tem o sistema de Loot Box, que está na moda, e a Warner empolgou com o Shadow of Mordor. Loot Box pra fechar campanha ou pra tentar competir online nos jogos, pra mim isso é praticamente o fim. A única esperança que tenho nessa industria que amo tanto são mesmo nos indies, Nintendo e algumas empresas. Espero que a Activision não estrague a Blizzard, pq apesar de Overwatch ter Loot Box, são completamente cosméticos, e eu acho isso bom até, pq jogar pra desbloquear coisas visuais é muito mais interessante e prazeroso que jogar pra tentar a sorte com um item específico pra ser mais competitivo com upgrades no status do personagem.

Não aparece para você no começo do texto? https://uploads.disquscdn.com/images/b809b035a7e4e21875dfe6af44cc2d10dccbe7c3eea556e1be57fe8018d72a32.png

cadê o tal formulário do Gleam? não vi link nenhum no texto... tá mal explicado isso...

Das publicadoras de games, a EA é sem duvidas a pior. Não foi atoa que foi escolhida como a pior empresa americana por dois anos consecutivos. Não quero parecer um hater, mas é essa filosofia de shooters multimilionários, com gráficos de ponta e extorquimento de dinheiro dos consumidores é que vai fazê-los fechar as portas. Isso fica evidente com o “apoio” da empresa ao Switch, não souberam mais uma vez ler o sucesso do console, e repetem os mesmos erros de uma década: investir pesado em gêneros supersaturados. E é interessante notar como o Iwata foi capaz de enxergar uma realidade mais de uma década á sua frente, e feliz que cada vez mais empresas adotam essa estratégia: jogos de menor orçamento e maior foco no público

Agora sim vou ter meu switch o/

Sim!

Qual é a exceção "imperdoável"? Chrono Trigger?

Reativei minha conta só pra promoção kkkk

Cara, não uso Twitter. Até tenho, mas nem lembro senha nem nada. Vamos ver se tenho sorte

Parabéns à todos nessa nova empreitada, o site é promissor!

Acho que o único defeito desse game foi ter requentado muitas fases, poderia ter sido apenas a GHZ, por exemplo. Mas fora isso é impecável.

sera que agora ganho o

Precisa compartilhar no Facebook. Nos outros lugares é opcional.

Eu preciso compartilhar o sorteio pelo facebook? Ou é preciso compartilhar em outro lugar?

Felipe Sagrado escreva-se em tudo para aumenta a change brother!!!!

Você pode participar sim, só não vai poder obter os dois cupons relacionados ao Twitter. :)

Boa tarde. Eu não uso o Twitter, então gostaria de saber se isso impede minha participação ou só diminui minhas chances?

? vou seguir o Renan aqui tbm