Análise: Tom Clancy’s Rainbow Six Extraction - Neo Fusion
Análise
Tom Clancy’s Rainbow Six Extraction
10 de fevereiro de 2022
Cópia digital da versão de PC do jogo cedida pela Ubisoft Brasil.

Um dos gêneros mais famosos na comunidade gamer é o tiro em primeira pessoa (ou FPS, para os mais veteranos). Isso porque não só existe um amplo catálogo disponível com universos bem ricos, como também este é o melhor cenário para a explorar habilidades e, especialmente, desenvolver a competitividade. Nesse sentido, Tom Clancy’s Rainbow Six Siege, da Ubisoft, é um dos maiores representantes do seu nicho, com uma proposta avançada de estratégia e trabalho em equipe. Em 2022, a empresa resolveu ir além com outro lançamento.

Rainbow Six Extraction é um novo jogo da série Tom Clancy’s que une elementos do FPS original em um cenário pós-apocalíptico, tema que vem sendo muito explorado nos últimos tempos. Quase como um “spin-off”, o lançamento convida novos jogadores e fãs de longa data a experimentarem uma versão diferente de Rainbow Six, que traz consigo armas, objetos e inimigos inéditos.

Bem-vindo à zona de quarentena

Em sua premissa, Rainbow Six Extraction apresenta um mundo onde as civilizações foram destinadas à ruína após uma espécie de “cápsula” alienígena atingir a Terra e espalhar um organismo altamente contagioso entre as pessoas. Devido ao enorme perigo emergente, três zonas especialmente afetadas foram isoladas nos Estados Unidos: Nova York, São Francisco e Alaska.

Enquanto cientistas buscam maneiras de deter a contaminação global, é formada uma equipe de forças armadas intitulada REACT (ou Rainbow Exogenous Analysis and Containment Team) para ir a esses locais mais devastados coletar amostras, observar o comportamento inimigo e eliminá-lo sempre que possível.

São nessas missões que o jogador entra em ação. Em sua forma mais simples, Extraction é uma combinação de tudo que deu certo no jogo anterior com a adição de um gameplay no estilo Left 4 Dead, em que um grupo de indivíduos armados precisa realizar missões para chegar à próxima etapa.

Um esquadrão dinâmico

O novo título pode ser jogado em até três pessoas, com um time formado por amigos ou com o sistema de pareamento online. Cada zona de quarentena contempla três mapas. Conforme as missões são concluídas, a barra de experiência do jogador aumenta de nível e, então, desbloqueia novos cenários. No momento, é possível chegar até o nível 30. Espera-se que a Ubisoft atualize este jogo esporadicamente.

A interface de Extraction é bem intuitiva e mostra tudo que o jogador precisa saber antes de entrar nas áreas infectadas. É possível acessar mais informações sobre inimigos em arquivos que complementam a trama principal. Este não é um jogo de campanha propriamente dito, mas sim um jogo que incentiva a visita constante nos mesmos mapas, seja para realizar missões novas ou para descobrir mais sobre este mundo em crise.

O sistema de combatentes apresenta uma novidade em comparação aos jogos de tiro tradicionais que já conhecemos: um total de 18 integrantes da REACT estão disponíveis para seleção. Cada um traz consigo uma arma e uma habilidade diferentes. Isso estimula a formulação de uma estratégia em equipe para atuar em missão.

Conforme os objetivos são concluídos, os personagens ganham XP e desbloqueiam outros atributos para uso em combate. Existe também o sistema de tecnologias em segunda mão, como granadas e robôs inteligentes, liberados e equipados antes de cada partida.

O que torna esse jogo mais interessante é a rotatividade de personagens entre uma partida e outra. Isso acontece porque, caso o jogador morra durante uma missão, seu operador estará incapaz de ser escolhido na próxima tentativa.

Quando um integrante da REACT é imobilizado, uma capa protetora é ativada para conservar seu corpo da contaminação. Neste momento, podem acontecer duas coisas: seus companheiros de partida resgatam o corpo e o levam de volta para uma das estações de recuo, ou então será necessário resgatar o agente em uma próxima missão. Esse sistema é um dos pontos altos do jogo, que incentiva sempre o teste com um personagem diferente. No fim, isso oferece uma dinâmica mais atrativa e desafiadora.

Siga o seu próprio estilo de jogo

Em jogo, os participantes podem passar por até três estágios do mapa. A cada fase, os inimigos se tornam mais mortais e oferecem maior risco à missão principal. Se uma missão falha, é possível partir para próxima. Se os jogadores quiserem encerrar a partida antes de completar os três blocos, também é viável.

O sistema de loot em partida também é importante para manter os combatentes firmes, já que a munição é finita e a cura também. Em alguns momentos, o jogo intensifica a dificuldade justamente para testar a capacidade de sobrevivência do jogador.

Os inimigos são divididos em algumas classes, da mais fraca até a mais robusta. Suas habilidades variam de flanqueador até invisibilidade. Até mesmo colmeias alienígenas põem em prova as táticas dos jogadores. É preciso estar atento aos pontos fracos de cada um deles, de maneira direta ou em furtividade. Acertá-los concede bônus de experiência. Do contrário, uma grande horda pode infernizar os participantes.

Em seu período de recém-lançamento, o jogo está rodando bem, na verdade. Os gráficos são bem vívidos e as cores saltam à tela. Os mapas possuem assets bem feitos e com detalhes bem realistas. A experiência em jogo é fluida e agradável. A conexão com outros jogadores é rápida e as telas de carregamento se completam em poucos segundos.

O que faltou aprimorar

Em gameplay, três pontos poderiam ser melhorados. O primeiro deles é a interação do inimigo NPC com o jogador. Mesmo em um ataque furtivo, os aliens — ou monstros não identificados — não têm os sentidos tão aguçados assim em certos momentos, principalmente o modelo básico de início de jogo. Mesmo de frente, eles parecem entender que o jogador está presente apenas a uma curta distância.

Outro fator é a dificuldade do jogo. Embora iniciantes consigam completar facilmente um setor, o seguinte pode ser bem mais desafiador em um nível um tanto desequilibrado. Afinal, existem jogadores que curtem vivenciar as missões em modo single player. O jogo diz adaptar a dificuldade nesses casos, estando o mapa no modo mais fácil ou não, mas poderia ser um pouco mais certeiro — isso, inclusive, não envolve a questão de “ser ruim” em um tipo de jogo, e sim no balanceamento de seu sistema para não beirar o apelativo.

O último ponto é a repetição excessiva de missões em um mesmo mapa, especialmente no primeiro contato do jogador com o título. Como é necessário revisitar os locais de quarentena diversas vezes, às vezes os objetivos perdem um pouco de seu brilho. No entanto, isso talvez seja o mais simples de resolver, pensando que a Ubisoft deve continuar atualizando o jogo e, quem sabe, trazendo novos desafios para as partidas.

Trazendo uma perspectiva nova e válida para a franquia de sucesso, Tom Clancy's Rainbow Six Extraction é um projeto inteligente, conciso e bem comunicativo com os seus propósitos. Há uma boa ideia em prática que pode crescer e se desenvolver mais caso o bom trabalho continue. É provável também que este título não transforme a vida de quem se propor a testá-lo. Mas, enquanto os próximos capítulos da trama ainda não acontecem, os fãs desse tipo de jogo podem se surpreender positivamente e encontrar aqui um novo lugar para gastar horas de entretenimento.

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Trek to Yomi
POR
5 de maio de 2022

Comentários

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Breath of the Wild carater família?

wishlistei

Você sabe me falar se compensa eu comprar esse ou posso jogar o original também, eu tenho o original mas não. Joguei nenhum você pode me ajudar nessa Dúvida de 259 reais kkkk

Incluindo a fonte de meu comentário.: http://www.vgchartz.com/gamedb/games.php?name=just+dance+2018&keyword=&console=&region=All&developer=&publisher=&goty_year=&genre=&boxart=Both&banner=Both&ownership=Both&results=50&order=Sales&showtotalsales=0&showtotalsales=1&showpublisher=0&showpublisher=1&showvgchartzscore=0&showvgchartzscore=1&shownasales=0&showdeveloper=0&showcriticscore=0&showcriticscore=1&showpalsales=0&showreleasedate=0&showreleasedate=1&showuserscore=0&showuserscore=1&showjapansales=0&showlastupdate=0&showlastupdate=1&showothersales=0

O que mais impressiona é que a versão mais vendida deste jogo foi a do Nintendo Switch, seguida da fucking versão de Wii! TEM GENTE COMPRANDO JUSTA DANCE PRA WII EM 218! E vendeu bem mais que no One... Dificilmente um JD 2019 vai ficar de fora do velho de guerra da Nintendo!

<3

Este jogo é fantástico! Muito bom evoluir todos os personagens. Os personagens da 2ª geração ficam ainda mais fortes. Celice, filho de Sigurd, torna-se quase um Deus, o deixei com 80 de HP, o máximo, como outros status que ficaram no seu máximo, mais os itens: Silver Sword, Silver Blade, Power Ring, Speed Ring, Defence Ring, deixando o Celice muito forte e resistente.

Obrigado! Sobre suas dúvidas: 1) Eu não consegui confirmação concreta de quem é o CEO atual da Game Freak. O pouco que descobri apontava para o Satoshi, mas é possível que ele já tenha saído sim. 2) O texto foi escrito em dezembro, antes do anúncio de Bayonetta 3. Como a ideia é lançar um listão assim a cada seis meses, acho que não vale o trabalho ficar atualizando a cada anúncio. Mas se houver demanda, posso fazer.

Belo compendium dos estúdios da Nintendo e afiliados! Só tenho duas dúvidas: 1- O Satoshi ainda é CEO da Game Freak? Pensei que ele já tinha se afastado. 2- A Platinum não está fazendo Bayonetta 3 agora?

Que bacana, o jogo parece bem legal. Só não compro porque larguei rápido o último jogo do tipo que peguei (Animal Crossing: New Leaf)

O Zelda mais zeldoso de todos

Esse é jogo é O Zelda?

Valeu :)

Realmente é algo incrível, parece até informação secreta kkkkkkk, ótimo post.

Analise justíssima, parabéns Renan! Na minha opinião, por mais que Pocket Camp seja inegávelmente a experiência mobile da Nintendo mais próxima que tivemos da “versão console”, é desnecessariamente repetitivo, incompleto e enjoativo. Além do gameplay lento (como citado na análise), não existem grandes recompensas pela progressão no jogo além de novos personagens e móveis pra construir. No fim, Pocket Camp é apenas (o pior de) New Leaf adaptado para smartphones, com 10% das funcionalidades e mecânicas free-to-play. Talvez uma atualização dê alguma tapeada na repetitividade excessiva, mas teriam que mudar tanto o jogo que nem sei se vale a pena.

Não joguei esse Zelda ainda, por isso não posso fazer comentários sobre o jogo mas sei que a Nintendo sempre capricha nos seus jogos e usa artificios muito elaborados até para as coisas mais simples, certa vez na internet achei um vídeo relacionando o construtivismo de Vygotsky com o jogo super Mario...por fim estou gostando dessa abordagem mais técnica dos jogos, sai um pouco do padrão da internet

É um openworld, no dois vc começa adolescente e vai envelhecendo, as cicatrizes permanecem, vc pode comprar casa e casar nas diferentes cidades... no terceiro muda mas as decisões são fodas, por exemplo vc procura apoio da população de uma vila pra dar o golpe no seu irmão, então vc promete uma ponte pra cidade, depois do golpe vc tem escolher entre construir a ponte e aumentar o exército da sua nação contra o inimigo do jogo ..daí sua escolha muda tudo

Eu ouvi muito de Fable na época pré-lançamento dele, mas não cheguei a jogar. Tinham muitas promessas nesse sentido mesmo, que você ia passar anos na pele do mesmo aventureiro. Ele chega a ser um openworld? E as escolhas geravam caminhos e quests diferentes?

Um jogo bem interessante mas que muita gente não gosta é Fable, vc ter uma vida, fazer escolhas que vão afetar a história é bem interessante, seria bem legal se em Zelda você pudesse desenvolver uma cidade e se tornar herói/prefeito

Rapaz, que texto. A crítica que você fez à premiação do Uncharted bate no ponto certo. As narrativas mais envolventes do universo dos games, pra mim, foram aquelas que exploraram todo o potencial de interatividade que a mídia propõe. Nada contra Uncharted e eu acho que o jogo é brilhante em vários outros aspectos, mas os exemplos citados no texto falam por si só. Enfim, gostei muito. E o site tá lindo, isso aqui é qualidade pura.

Excelente lista! O Switch é uma awesome little indie machine :)

Faltam 2 horas e estou que nem criança imaginando minha reação se eu ganhar.

Olha... excelente texto. Esse é um problema que eu já vinha discutindo em meus círculos de amizade ha um bom tempo. Isso fica ainda mais evidente quando percebe-se a necessidade das grandes publishers de seguirem tendencias mais lucrativas não afetam apenas o game design em si, mas também as temáticas, narrativas, e até mesmo a direção de arte dos games. Vide a enxurrada de jogos de zumbis que tivemos na geração passada... Por falar em indies, eu vejo muito potencial para que os próximos AAA inovadores saiam deles. O orçamento ainda é um problema, mas financiamento coletivo já é uma realidade. Acredito que equipes extremamente competentes e comprometidas consigam levantar fundos para levar adiante o desenvolvimento de jogos desse nível.

O sorteio vai ser ao vivo via live???

Obrigado Igor! Seja bem-vindo ao Nintendo Fusion :)

Rapaz, que texto foda! Parabéns Renan! Fico cada mais feliz em ser Nintendista em tempos como esse (apesar de ainda não ter um Switch), saber que a Nintendo rema pesado contra essa maré cheia de lixo. Recentemente o designer da BioWare, Manveer Heir (Mass Effect) compartilhou que a EA só tem foco mesmo nas microtransações, que ainda viu gente gastando 15 mil dolares com cards de multiplayer do Mass Effect 3. Pra piorar agora tem o sistema de Loot Box, que está na moda, e a Warner empolgou com o Shadow of Mordor. Loot Box pra fechar campanha ou pra tentar competir online nos jogos, pra mim isso é praticamente o fim. A única esperança que tenho nessa industria que amo tanto são mesmo nos indies, Nintendo e algumas empresas. Espero que a Activision não estrague a Blizzard, pq apesar de Overwatch ter Loot Box, são completamente cosméticos, e eu acho isso bom até, pq jogar pra desbloquear coisas visuais é muito mais interessante e prazeroso que jogar pra tentar a sorte com um item específico pra ser mais competitivo com upgrades no status do personagem.

Não aparece para você no começo do texto? https://uploads.disquscdn.com/images/b809b035a7e4e21875dfe6af44cc2d10dccbe7c3eea556e1be57fe8018d72a32.png

cadê o tal formulário do Gleam? não vi link nenhum no texto... tá mal explicado isso...

Das publicadoras de games, a EA é sem duvidas a pior. Não foi atoa que foi escolhida como a pior empresa americana por dois anos consecutivos. Não quero parecer um hater, mas é essa filosofia de shooters multimilionários, com gráficos de ponta e extorquimento de dinheiro dos consumidores é que vai fazê-los fechar as portas. Isso fica evidente com o “apoio” da empresa ao Switch, não souberam mais uma vez ler o sucesso do console, e repetem os mesmos erros de uma década: investir pesado em gêneros supersaturados. E é interessante notar como o Iwata foi capaz de enxergar uma realidade mais de uma década á sua frente, e feliz que cada vez mais empresas adotam essa estratégia: jogos de menor orçamento e maior foco no público

Agora sim vou ter meu switch o/

Sim!

Qual é a exceção "imperdoável"? Chrono Trigger?

Reativei minha conta só pra promoção kkkk

Cara, não uso Twitter. Até tenho, mas nem lembro senha nem nada. Vamos ver se tenho sorte

Parabéns à todos nessa nova empreitada, o site é promissor!

Acho que o único defeito desse game foi ter requentado muitas fases, poderia ter sido apenas a GHZ, por exemplo. Mas fora isso é impecável.

sera que agora ganho o

Precisa compartilhar no Facebook. Nos outros lugares é opcional.

Eu preciso compartilhar o sorteio pelo facebook? Ou é preciso compartilhar em outro lugar?

Felipe Sagrado escreva-se em tudo para aumenta a change brother!!!!

Você pode participar sim, só não vai poder obter os dois cupons relacionados ao Twitter. :)

Boa tarde. Eu não uso o Twitter, então gostaria de saber se isso impede minha participação ou só diminui minhas chances?

? vou seguir o Renan aqui tbm