Relato: Todo o meu amor a Dragon Quest XI - Neo Fusion
Relato
Todo o meu amor a
Dragon Quest XI
1 de dezembro de 2020
Cópia digital da versão de PS4 do jogo gentilmente cedida pela Square Enix.

Sempre que pensamos no Japão ou em pessoas que se relacionam hereditariamente com esse país, temos um ideia de respeito perante a tradições passadas de gerações em gerações. Ao avaliar obras nas mais diferentes mídias originadas de lá, também podemos notar isso. Ao passo que o oriente tem vários gêneros “videogamísticos” que se originaram lá, nenhum talvez seja tão famoso quanto o JRPG — Final Fantasy, Persona e várias outras séries populares também do nosso lado do globo. Mas o que muita gente aqui no ocidente não sabe (ou prefere ignorar) é que temos uma série que serve como o pai de todos esses jogos: a franquia Dragon Quest.

Atualmente em seu décimo primeiro jogo principal (mas com a existência de incontáveis spin-offs), a franquia chegou ao PS4, Xbox One e PC novamente com o conteúdo da versão extra do Nintendo Switch, mas trazendo gráficos piorados em relação ao seu ultimo lançamento — ganhando com isso um nome enorme e uma responsabilidade grande de mostrar para os fãs do híbrido da Nintendo esse universo incrível que o Japão tanto adora e que nunca foi muito bem recebido no ocidente em termos de venda e popularidade. Nessa análise iremos tentar entender, afinal, o que é Dragon Quest XI S: Echoes of an Elusive Age Definitive Edition.

O que é Dragon Quest?

Dragon Quest é uma franquia de jogos do gênero JRPG que começou em 1986 com o lançamento do primeiro jogo para Famicom. Pegando inspiração de alguns RPGs para computadores mais antigos como Ultima e Wizandry, o jogo tentou adaptar aquela jogabilidade para o console com algumas características a mais — na época, um de seus principais pontos charmosos era a arte de Akira Toriyama, o autor de Dragon Ball, e as composições de Koichi Sugiyama, um compositor famoso no Japão que recentemente tem se destacado negativamente por tecer comentários ofensivos e negar crimes de guerra japoneses. Junte a isso Yuji Horii como diretor e temos um time que seria considerado uma trindade divina dos desenvolvimentos de jogos japoneses (se o nome de Horii não te diz nada, ele é o diretor de Chrono Trigger). 

Inicialmente com uma trama simples e de fácil compreensão, o jogo conquistou o Japão e foi rendendo cada vez mais. Seu monstro mais famoso, o slime, é tão reconhecível em terras nipônicas quanto o Pikachu no resto do mundo. De 1986 para cá, vieram vários games carregando o nome “Dragon Quest” e a mão dos 3 nomes citados acima — com passagem por vários consoles, desde o Super Famicom até o PS Vita. A entrada mais recente, que iremos nos referir pelo resto do texto como DQ XI, é não só o décimo primeiro título da franquia principal como também é o título comemorativo para o aniversário de 30 anos da série. Essa informação é importantíssima para entender certas escolhas e motivações do jogo e não analisá-las apenas via nostalgia por nostalgia. 

O conto de fadas e o mundo simpático

Aqui você não irá encontrar grandes tramas políticas ou um mundo complexo, mas sim uma história clássica de bem contra o mal, onde o herói — a reencarnação do Luminário, o lendário campeão das terras onde o jogo se passa — deve percorrer os mais diversos locais na companhia de seus amigos para pouco a pouco ir ganhando força e enfrentar o grande terror que assume a forma do Senhor das Trevas. No meio disso, ele irá se encontrar com momentos de indagação de sua própria origem, reviravoltas variadas sobre os seus planos e companheiros improváveis. Sim, isso é a descrição de um jogo moderno e que foi lançado em 2020 — clichê puro. E isso, aliás, pode descrever a série inteira.

Eu realmente sou um grande fã de Dragon Quest, mas não é por conta desse esquema básico de história que eu apresento acima, e sim pela forma como o mundo é apresentado a você. Os personagens se importam com a lenda do Luminário, e vivem por ela. Os seus amigos são companheiros e muito mais atraentes como personagens do que o protagonista. As regiões são únicas e representam uma pluralidades de culturais incrível. Sua jornada não é uma jornada passando por diversos checkpoints como em tantos outros jogos, mas sim uma aventura em um mundo simpático que presta reverência a você, o jogador, e que vai sendo impactado e modificado à medida que você o explora. 

Seja andando pelos campos verdejantes ou montanhas congeladas, montando um cavalo — ou um dos vários monstros que podem ser domados para atravessar terrenos —, você se sente nessa aventura até o fim e é comprado por ela. O jogo traz consigo uma aura charmosa que te faz não querer largar, fazendo-o parte daquilo (de certa forma, o real roleplay que conhecemos).

Batalha empolgante

O sistema de combate por turnos de Dragon Quest XI é um dos mais puros que existem no mercado atualmente. Aumente um status de um dos personagens com um outro e depois ataque. Fique de olho na vida dos personagens para poder ativar alguma mecânica de cura caso necessário. Se for mais de um inimigo, tente ataques em grupo. Básico, porém é o que a franquia e seus fãs gostam mesmo — embora que em Dragon Quest VIII e Dragon Quest IX o sistema tinha uma mudança sobre o controle do jogador: a tensão. A cada nível acumulado de tensão você ganha um pequeno aumento no poder de seu próximo ataque, tornando os turnos nesses jogos muito mais estratégicos do que em outros jogos da franquia.

Em DQ XI também temos como receber um aumento em status a partir de algo parecido com a tensão — o chamado Pep, mas apresentando várias mudanças. A primeira é que você não tem controle de quando irá entrar — cada personagem tem sua própria maneira de entrar neste estado que depende de fatores que podem variar de dano recebido até o quanto ele usou magias de suporte. A segunda diferença é que o estado de Pep libera golpes especiais, que podem ser tanto só de um personagem quanto combinações de vários. Saber quando usar esses golpes ou quando aproveitar o boost do Pep é necessário para tornar o combate mais fluído e um pouco mais complexo, embora você possa passar o jogo inteiro sem pensar muito nisso. 

Uma aventura imperdível

Eu admito que talvez nem todos aguentam o jogo. Dragon Quest XI se vende como um RPG clássico e ele remete a isso a cada instante. Pessoas acostumadas com os jogos mais ocidentais como The Witcher 3: Wild Hunt ou The Elder Scrolls V: Skyrim irão esbarrar em um jogo lento. Fãs de jogos de RPG orientais talvez não entendam a falta de certas opções comparado a outros exemplares. Mas, no final, aqueles que aguentarem o jogo terão uma aventura única e confortável, que com certeza fará você se sentir em um mundo fantástico que precisa de sua ajuda. 

O conteúdo extra, aliás, vale bem a pena para fãs de longa data, mas quem não conhece a série é bem possível de ficar completamente perdido. De qualquer forma, é fácil recomendar qualquer uma das versões de Dragon Quest XI, seja a original disponível no Xbox Game Pass ou a definitiva que será lançada nos próximos dias.

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Comentários

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[…] (Texto publicado no Neo Fusion, em 14/01/2021, disponível no link: http://54.237.89.239/materia/analise/tell-me-why/) […]

[…] a alternativa não é descartada. Até mesmo tivemos uma história inédita do marsupial em Crash Bandicoot 4: It’s About Time. Poderíamos ter uma nova versão futuramente de Crash Bash – o party game da franquia […]

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[…] não sendo tão inovador e debatível quanto Her Story, o título certamente conquista um espaço importante no (já não tão popular) gênero dos […]

Breath of the Wild carater família?

wishlistei

Você sabe me falar se compensa eu comprar esse ou posso jogar o original também, eu tenho o original mas não. Joguei nenhum você pode me ajudar nessa Dúvida de 259 reais kkkk

Incluindo a fonte de meu comentário.: http://www.vgchartz.com/gamedb/games.php?name=just+dance+2018&keyword=&console=&region=All&developer=&publisher=&goty_year=&genre=&boxart=Both&banner=Both&ownership=Both&results=50&order=Sales&showtotalsales=0&showtotalsales=1&showpublisher=0&showpublisher=1&showvgchartzscore=0&showvgchartzscore=1&shownasales=0&showdeveloper=0&showcriticscore=0&showcriticscore=1&showpalsales=0&showreleasedate=0&showreleasedate=1&showuserscore=0&showuserscore=1&showjapansales=0&showlastupdate=0&showlastupdate=1&showothersales=0

O que mais impressiona é que a versão mais vendida deste jogo foi a do Nintendo Switch, seguida da fucking versão de Wii! TEM GENTE COMPRANDO JUSTA DANCE PRA WII EM 218! E vendeu bem mais que no One... Dificilmente um JD 2019 vai ficar de fora do velho de guerra da Nintendo!

<3

Este jogo é fantástico! Muito bom evoluir todos os personagens. Os personagens da 2ª geração ficam ainda mais fortes. Celice, filho de Sigurd, torna-se quase um Deus, o deixei com 80 de HP, o máximo, como outros status que ficaram no seu máximo, mais os itens: Silver Sword, Silver Blade, Power Ring, Speed Ring, Defence Ring, deixando o Celice muito forte e resistente.

Obrigado! Sobre suas dúvidas: 1) Eu não consegui confirmação concreta de quem é o CEO atual da Game Freak. O pouco que descobri apontava para o Satoshi, mas é possível que ele já tenha saído sim. 2) O texto foi escrito em dezembro, antes do anúncio de Bayonetta 3. Como a ideia é lançar um listão assim a cada seis meses, acho que não vale o trabalho ficar atualizando a cada anúncio. Mas se houver demanda, posso fazer.

Belo compendium dos estúdios da Nintendo e afiliados! Só tenho duas dúvidas: 1- O Satoshi ainda é CEO da Game Freak? Pensei que ele já tinha se afastado. 2- A Platinum não está fazendo Bayonetta 3 agora?

Que bacana, o jogo parece bem legal. Só não compro porque larguei rápido o último jogo do tipo que peguei (Animal Crossing: New Leaf)

O Zelda mais zeldoso de todos

Esse é jogo é O Zelda?

Valeu :)

Realmente é algo incrível, parece até informação secreta kkkkkkk, ótimo post.

Analise justíssima, parabéns Renan! Na minha opinião, por mais que Pocket Camp seja inegávelmente a experiência mobile da Nintendo mais próxima que tivemos da “versão console”, é desnecessariamente repetitivo, incompleto e enjoativo. Além do gameplay lento (como citado na análise), não existem grandes recompensas pela progressão no jogo além de novos personagens e móveis pra construir. No fim, Pocket Camp é apenas (o pior de) New Leaf adaptado para smartphones, com 10% das funcionalidades e mecânicas free-to-play. Talvez uma atualização dê alguma tapeada na repetitividade excessiva, mas teriam que mudar tanto o jogo que nem sei se vale a pena.

Não joguei esse Zelda ainda, por isso não posso fazer comentários sobre o jogo mas sei que a Nintendo sempre capricha nos seus jogos e usa artificios muito elaborados até para as coisas mais simples, certa vez na internet achei um vídeo relacionando o construtivismo de Vygotsky com o jogo super Mario...por fim estou gostando dessa abordagem mais técnica dos jogos, sai um pouco do padrão da internet

É um openworld, no dois vc começa adolescente e vai envelhecendo, as cicatrizes permanecem, vc pode comprar casa e casar nas diferentes cidades... no terceiro muda mas as decisões são fodas, por exemplo vc procura apoio da população de uma vila pra dar o golpe no seu irmão, então vc promete uma ponte pra cidade, depois do golpe vc tem escolher entre construir a ponte e aumentar o exército da sua nação contra o inimigo do jogo ..daí sua escolha muda tudo

Eu ouvi muito de Fable na época pré-lançamento dele, mas não cheguei a jogar. Tinham muitas promessas nesse sentido mesmo, que você ia passar anos na pele do mesmo aventureiro. Ele chega a ser um openworld? E as escolhas geravam caminhos e quests diferentes?

Um jogo bem interessante mas que muita gente não gosta é Fable, vc ter uma vida, fazer escolhas que vão afetar a história é bem interessante, seria bem legal se em Zelda você pudesse desenvolver uma cidade e se tornar herói/prefeito

Rapaz, que texto. A crítica que você fez à premiação do Uncharted bate no ponto certo. As narrativas mais envolventes do universo dos games, pra mim, foram aquelas que exploraram todo o potencial de interatividade que a mídia propõe. Nada contra Uncharted e eu acho que o jogo é brilhante em vários outros aspectos, mas os exemplos citados no texto falam por si só. Enfim, gostei muito. E o site tá lindo, isso aqui é qualidade pura.

Excelente lista! O Switch é uma awesome little indie machine :)

Faltam 2 horas e estou que nem criança imaginando minha reação se eu ganhar.

Olha... excelente texto. Esse é um problema que eu já vinha discutindo em meus círculos de amizade ha um bom tempo. Isso fica ainda mais evidente quando percebe-se a necessidade das grandes publishers de seguirem tendencias mais lucrativas não afetam apenas o game design em si, mas também as temáticas, narrativas, e até mesmo a direção de arte dos games. Vide a enxurrada de jogos de zumbis que tivemos na geração passada... Por falar em indies, eu vejo muito potencial para que os próximos AAA inovadores saiam deles. O orçamento ainda é um problema, mas financiamento coletivo já é uma realidade. Acredito que equipes extremamente competentes e comprometidas consigam levantar fundos para levar adiante o desenvolvimento de jogos desse nível.

O sorteio vai ser ao vivo via live???

Obrigado Igor! Seja bem-vindo ao Nintendo Fusion :)

Rapaz, que texto foda! Parabéns Renan! Fico cada mais feliz em ser Nintendista em tempos como esse (apesar de ainda não ter um Switch), saber que a Nintendo rema pesado contra essa maré cheia de lixo. Recentemente o designer da BioWare, Manveer Heir (Mass Effect) compartilhou que a EA só tem foco mesmo nas microtransações, que ainda viu gente gastando 15 mil dolares com cards de multiplayer do Mass Effect 3. Pra piorar agora tem o sistema de Loot Box, que está na moda, e a Warner empolgou com o Shadow of Mordor. Loot Box pra fechar campanha ou pra tentar competir online nos jogos, pra mim isso é praticamente o fim. A única esperança que tenho nessa industria que amo tanto são mesmo nos indies, Nintendo e algumas empresas. Espero que a Activision não estrague a Blizzard, pq apesar de Overwatch ter Loot Box, são completamente cosméticos, e eu acho isso bom até, pq jogar pra desbloquear coisas visuais é muito mais interessante e prazeroso que jogar pra tentar a sorte com um item específico pra ser mais competitivo com upgrades no status do personagem.

Não aparece para você no começo do texto? https://uploads.disquscdn.com/images/b809b035a7e4e21875dfe6af44cc2d10dccbe7c3eea556e1be57fe8018d72a32.png

cadê o tal formulário do Gleam? não vi link nenhum no texto... tá mal explicado isso...

Das publicadoras de games, a EA é sem duvidas a pior. Não foi atoa que foi escolhida como a pior empresa americana por dois anos consecutivos. Não quero parecer um hater, mas é essa filosofia de shooters multimilionários, com gráficos de ponta e extorquimento de dinheiro dos consumidores é que vai fazê-los fechar as portas. Isso fica evidente com o “apoio” da empresa ao Switch, não souberam mais uma vez ler o sucesso do console, e repetem os mesmos erros de uma década: investir pesado em gêneros supersaturados. E é interessante notar como o Iwata foi capaz de enxergar uma realidade mais de uma década á sua frente, e feliz que cada vez mais empresas adotam essa estratégia: jogos de menor orçamento e maior foco no público

Agora sim vou ter meu switch o/

Sim!

Qual é a exceção "imperdoável"? Chrono Trigger?

Reativei minha conta só pra promoção kkkk

Cara, não uso Twitter. Até tenho, mas nem lembro senha nem nada. Vamos ver se tenho sorte

Parabéns à todos nessa nova empreitada, o site é promissor!

Acho que o único defeito desse game foi ter requentado muitas fases, poderia ter sido apenas a GHZ, por exemplo. Mas fora isso é impecável.

sera que agora ganho o

Precisa compartilhar no Facebook. Nos outros lugares é opcional.

Eu preciso compartilhar o sorteio pelo facebook? Ou é preciso compartilhar em outro lugar?

Felipe Sagrado escreva-se em tudo para aumenta a change brother!!!!

Você pode participar sim, só não vai poder obter os dois cupons relacionados ao Twitter. :)

Boa tarde. Eu não uso o Twitter, então gostaria de saber se isso impede minha participação ou só diminui minhas chances?

? vou seguir o Renan aqui tbm