Retrô: Final Fantasy V - Neo Fusion
Retrô
Final Fantasy V
25 de março de 2021
Publicado originalmente em Dezembro de 1992 para Super Famicom, Final Fantasy V só chegaria oficialmente ao mercado ocidental em 1999, a partir da publicação de Final Fantasy Anthology para o primeiro PlayStation.

Havia, até o lançamento de Final Fantasy VI, uma anedota apontando os títulos ímpares da série como voltados para sistemas, e os pares como tendo uma preocupação maior na narrativa. Por um lado, Final Fantasy V parece pegar o bastão passado diretamente das mãos de Final Fantasy III. Todavia, também dá um carinho maior para os seus personagens e arcos narrativos.

Dessa forma, vejo Final Fantasy V como um título abrangente e capaz de dialogar diretamente tanto com a “linhagem” mais voltada para sistemas, quanto com aquela identificada como centrada no enredo. Claro que tal sugestão precisaria levar em conta algumas preferências do interlocutor, mas o quinto título da série é um dos mais interessantes para se apresentar Final Fantasy para alguém curioso pela franquia.

Qual é a do jogo Final Fantasy V?

Controlamos inicialmente um rapaz chamado Bartz. Viajando junto ao seu fiel Chocobo, Boko, o jovem presencia um grande temor e visita o local da queda de um meteoro. Encontra uma garota, Lenna, e um senhor, Galuf, e descobre que o vento parou. Após um primeiro desencontro, o grupo se une e começa uma jornada para descobrir o que aconteceu com o vento, depois investigando os cristais e descobrindo grandes reviravoltas — afinal não seria um Final Fantasy sem algum argumento doido por trás dos acontecimentos.

Acrescido de um novo membro, a pirata Farris, o grupo continua sua investigação do desequilíbrio no mundo, chegando a uma conspiração envolvendo um poderoso vilão, Exdeath, e a batalha dos antigos guerreiros do amanhecer contra esse inimigo. Embora o título seja muito focado na parte sistêmica, há também uma clara ênfase no desenrolar dessa trama, trazendo alguns NPCs importantes e sobretudo nos mostrando mais sobre os personagens controláveis.

O grande ponto de Final Fantasy V, entretanto, está em seus sistemas de jogo. Como mencionado, o título parte diretamente do realizado anteriormente em Final Fantasy III a partir do sistema de profissões. Aqui, porém, há uma gama ainda maior delas e, sobretudo, a possibilidade de combiná-las. Quando o personagem sobe de nível em um job, pode ganhar acesso a habilidades ativas ou passivas. Há um espaço para alocar qualquer habilidade aprendida independente da classe atual do guerreiro.

Essa novidade acarreta em muito mais possibilidades de customização do herói, com possíveis diálogos entre habilidades de uma classe e as de outra, bem como em relação à “conversa” geral travada por todo o grupo e também com inimigos e obstáculos. Tal possibilidade acaba tendo um bom efeito no longo prazo, pois sempre estamos conhecendo novas classes ou treinando-as em busca de uma habilidade em específico.

Assim como visto no terceiro Final Fantasy, as habilidades geradas pelas profissões não são só usadas em batalha, tendo consequências também na exploração e em ações contextuais fora das telas de confronto. Somente através das habilidades podemos nos mover mais rápido no cenário, ou enxergar passagens secretas, por exemplo.

Esse aspecto é acompanhado por uma boa construção de cenários. Ainda não existe a intensidade de mudanças em termos de eventos do Final Fantasy VI, mas há sim uma atenção bem interessante para o desenho das dungeons. Na ocasião da escrita deste texto, já joguei sete títulos da série (I-VI e Mystic Quest), e Final Fantasy V traz alguns dos meus lugares preferidos até aqui.

Gosto especialmente do navio do Cid, não apenas pela forma como nos sugere a necessidade de compreensão do ambiente — pensado inclusive em termos verticais —, mas também pela conjunção entre a atmosfera esperada de uma estória de “capa e espada” e ambientação mais tecnológica. Essa intersecção não é incomum na série, no primeiro Final Fantasy temos, em dado momento, ambientes mais futurísticos. No Final Fantasy IV há espaços mais alienígenas, por exemplo.

A exploração do mundo também é agradável no quinto título, e traz uma bela progressão do próprio mapa quando há a união dos dois espaços previamente explorados, gerando um terceiro em sua forma original. Dessa forma, mesmo uma incidência maior de encontros aleatórios é mitigada em sua chatice pela necessidade e vontade de desenvolver nossas profissões e customizar nossa equipe — acredite, existe um bom punhado de opções.

Ajuda, também, termos aqui uma trilha sonora bastante energética, contando com excelentes faixas.

Final Fantasy V é um dos mais coerentes e bem acabados títulos da série. Conversa diretamente com o desenvolvimento sistêmico e narrativo da franquia. Dinâmico, ainda traz uma evolução do ATB ao mostrar em tela, pela primeira vez, a barra individual de cada personagem. É, por fim, um representante bastante completo da experiência Final Fantasy até meados dos anos 1990.

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Comentários

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[…] (Texto publicado no Neo Fusion, em 14/01/2021, disponível no link: http://54.237.89.239/materia/analise/tell-me-why/) […]

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Breath of the Wild carater família?

wishlistei

Você sabe me falar se compensa eu comprar esse ou posso jogar o original também, eu tenho o original mas não. Joguei nenhum você pode me ajudar nessa Dúvida de 259 reais kkkk

Incluindo a fonte de meu comentário.: http://www.vgchartz.com/gamedb/games.php?name=just+dance+2018&keyword=&console=&region=All&developer=&publisher=&goty_year=&genre=&boxart=Both&banner=Both&ownership=Both&results=50&order=Sales&showtotalsales=0&showtotalsales=1&showpublisher=0&showpublisher=1&showvgchartzscore=0&showvgchartzscore=1&shownasales=0&showdeveloper=0&showcriticscore=0&showcriticscore=1&showpalsales=0&showreleasedate=0&showreleasedate=1&showuserscore=0&showuserscore=1&showjapansales=0&showlastupdate=0&showlastupdate=1&showothersales=0

O que mais impressiona é que a versão mais vendida deste jogo foi a do Nintendo Switch, seguida da fucking versão de Wii! TEM GENTE COMPRANDO JUSTA DANCE PRA WII EM 218! E vendeu bem mais que no One... Dificilmente um JD 2019 vai ficar de fora do velho de guerra da Nintendo!

<3

Este jogo é fantástico! Muito bom evoluir todos os personagens. Os personagens da 2ª geração ficam ainda mais fortes. Celice, filho de Sigurd, torna-se quase um Deus, o deixei com 80 de HP, o máximo, como outros status que ficaram no seu máximo, mais os itens: Silver Sword, Silver Blade, Power Ring, Speed Ring, Defence Ring, deixando o Celice muito forte e resistente.

Obrigado! Sobre suas dúvidas: 1) Eu não consegui confirmação concreta de quem é o CEO atual da Game Freak. O pouco que descobri apontava para o Satoshi, mas é possível que ele já tenha saído sim. 2) O texto foi escrito em dezembro, antes do anúncio de Bayonetta 3. Como a ideia é lançar um listão assim a cada seis meses, acho que não vale o trabalho ficar atualizando a cada anúncio. Mas se houver demanda, posso fazer.

Belo compendium dos estúdios da Nintendo e afiliados! Só tenho duas dúvidas: 1- O Satoshi ainda é CEO da Game Freak? Pensei que ele já tinha se afastado. 2- A Platinum não está fazendo Bayonetta 3 agora?

Que bacana, o jogo parece bem legal. Só não compro porque larguei rápido o último jogo do tipo que peguei (Animal Crossing: New Leaf)

O Zelda mais zeldoso de todos

Esse é jogo é O Zelda?

Valeu :)

Realmente é algo incrível, parece até informação secreta kkkkkkk, ótimo post.

Analise justíssima, parabéns Renan! Na minha opinião, por mais que Pocket Camp seja inegávelmente a experiência mobile da Nintendo mais próxima que tivemos da “versão console”, é desnecessariamente repetitivo, incompleto e enjoativo. Além do gameplay lento (como citado na análise), não existem grandes recompensas pela progressão no jogo além de novos personagens e móveis pra construir. No fim, Pocket Camp é apenas (o pior de) New Leaf adaptado para smartphones, com 10% das funcionalidades e mecânicas free-to-play. Talvez uma atualização dê alguma tapeada na repetitividade excessiva, mas teriam que mudar tanto o jogo que nem sei se vale a pena.

Não joguei esse Zelda ainda, por isso não posso fazer comentários sobre o jogo mas sei que a Nintendo sempre capricha nos seus jogos e usa artificios muito elaborados até para as coisas mais simples, certa vez na internet achei um vídeo relacionando o construtivismo de Vygotsky com o jogo super Mario...por fim estou gostando dessa abordagem mais técnica dos jogos, sai um pouco do padrão da internet

É um openworld, no dois vc começa adolescente e vai envelhecendo, as cicatrizes permanecem, vc pode comprar casa e casar nas diferentes cidades... no terceiro muda mas as decisões são fodas, por exemplo vc procura apoio da população de uma vila pra dar o golpe no seu irmão, então vc promete uma ponte pra cidade, depois do golpe vc tem escolher entre construir a ponte e aumentar o exército da sua nação contra o inimigo do jogo ..daí sua escolha muda tudo

Eu ouvi muito de Fable na época pré-lançamento dele, mas não cheguei a jogar. Tinham muitas promessas nesse sentido mesmo, que você ia passar anos na pele do mesmo aventureiro. Ele chega a ser um openworld? E as escolhas geravam caminhos e quests diferentes?

Um jogo bem interessante mas que muita gente não gosta é Fable, vc ter uma vida, fazer escolhas que vão afetar a história é bem interessante, seria bem legal se em Zelda você pudesse desenvolver uma cidade e se tornar herói/prefeito

Rapaz, que texto. A crítica que você fez à premiação do Uncharted bate no ponto certo. As narrativas mais envolventes do universo dos games, pra mim, foram aquelas que exploraram todo o potencial de interatividade que a mídia propõe. Nada contra Uncharted e eu acho que o jogo é brilhante em vários outros aspectos, mas os exemplos citados no texto falam por si só. Enfim, gostei muito. E o site tá lindo, isso aqui é qualidade pura.

Excelente lista! O Switch é uma awesome little indie machine :)

Faltam 2 horas e estou que nem criança imaginando minha reação se eu ganhar.

Olha... excelente texto. Esse é um problema que eu já vinha discutindo em meus círculos de amizade ha um bom tempo. Isso fica ainda mais evidente quando percebe-se a necessidade das grandes publishers de seguirem tendencias mais lucrativas não afetam apenas o game design em si, mas também as temáticas, narrativas, e até mesmo a direção de arte dos games. Vide a enxurrada de jogos de zumbis que tivemos na geração passada... Por falar em indies, eu vejo muito potencial para que os próximos AAA inovadores saiam deles. O orçamento ainda é um problema, mas financiamento coletivo já é uma realidade. Acredito que equipes extremamente competentes e comprometidas consigam levantar fundos para levar adiante o desenvolvimento de jogos desse nível.

O sorteio vai ser ao vivo via live???

Obrigado Igor! Seja bem-vindo ao Nintendo Fusion :)

Rapaz, que texto foda! Parabéns Renan! Fico cada mais feliz em ser Nintendista em tempos como esse (apesar de ainda não ter um Switch), saber que a Nintendo rema pesado contra essa maré cheia de lixo. Recentemente o designer da BioWare, Manveer Heir (Mass Effect) compartilhou que a EA só tem foco mesmo nas microtransações, que ainda viu gente gastando 15 mil dolares com cards de multiplayer do Mass Effect 3. Pra piorar agora tem o sistema de Loot Box, que está na moda, e a Warner empolgou com o Shadow of Mordor. Loot Box pra fechar campanha ou pra tentar competir online nos jogos, pra mim isso é praticamente o fim. A única esperança que tenho nessa industria que amo tanto são mesmo nos indies, Nintendo e algumas empresas. Espero que a Activision não estrague a Blizzard, pq apesar de Overwatch ter Loot Box, são completamente cosméticos, e eu acho isso bom até, pq jogar pra desbloquear coisas visuais é muito mais interessante e prazeroso que jogar pra tentar a sorte com um item específico pra ser mais competitivo com upgrades no status do personagem.

Não aparece para você no começo do texto? https://uploads.disquscdn.com/images/b809b035a7e4e21875dfe6af44cc2d10dccbe7c3eea556e1be57fe8018d72a32.png

cadê o tal formulário do Gleam? não vi link nenhum no texto... tá mal explicado isso...

Das publicadoras de games, a EA é sem duvidas a pior. Não foi atoa que foi escolhida como a pior empresa americana por dois anos consecutivos. Não quero parecer um hater, mas é essa filosofia de shooters multimilionários, com gráficos de ponta e extorquimento de dinheiro dos consumidores é que vai fazê-los fechar as portas. Isso fica evidente com o “apoio” da empresa ao Switch, não souberam mais uma vez ler o sucesso do console, e repetem os mesmos erros de uma década: investir pesado em gêneros supersaturados. E é interessante notar como o Iwata foi capaz de enxergar uma realidade mais de uma década á sua frente, e feliz que cada vez mais empresas adotam essa estratégia: jogos de menor orçamento e maior foco no público

Agora sim vou ter meu switch o/

Sim!

Qual é a exceção "imperdoável"? Chrono Trigger?

Reativei minha conta só pra promoção kkkk

Cara, não uso Twitter. Até tenho, mas nem lembro senha nem nada. Vamos ver se tenho sorte

Parabéns à todos nessa nova empreitada, o site é promissor!

Acho que o único defeito desse game foi ter requentado muitas fases, poderia ter sido apenas a GHZ, por exemplo. Mas fora isso é impecável.

sera que agora ganho o

Precisa compartilhar no Facebook. Nos outros lugares é opcional.

Eu preciso compartilhar o sorteio pelo facebook? Ou é preciso compartilhar em outro lugar?

Felipe Sagrado escreva-se em tudo para aumenta a change brother!!!!

Você pode participar sim, só não vai poder obter os dois cupons relacionados ao Twitter. :)

Boa tarde. Eu não uso o Twitter, então gostaria de saber se isso impede minha participação ou só diminui minhas chances?

? vou seguir o Renan aqui tbm