Retrô: Fire Emblem: Seisen no Keifu - Neo Fusion
Retrô
Fire Emblem: Seisen no Keifu
9 de outubro de 2017

Frequentemente apontado como um dos melhores jogos da série, Seisen no Keifu (ou Genealogy of the Holy War, como ficou conhecido no ocidente) é responsável por parte da base que vemos nos títulos mais recentes, como Awakening e a tríade Fates. Mas é a forma pela qual a geografia da região e suas batalhas são construídas e apresentadas para o jogador o grande destaque da entrada.

Seisen no Keifu se passa em um grande continente chamado Jugdral, composto, no momento em que se inicia o jogo, por oito reinos diferentes fundados pelos 12 guerreiros cruzados. Cada um desses reinos, por sua vez, é composto por diferentes cidades e grupos que nem sempre estão perfeitamente alinhados com o que acontece na capital. Dessa forma, a geopolítica do jogo é pulsante, já que existem disputas de poder tanto entre reinos quanto internamente.

O game tem tanta consciência da importância do jogo político e militar que desde o seu início nos é apresentada a forma como os processos e conflitos se desenrolam naquele mundo. Uma cronologia dos principais acontecimentos da região, de acordo com o calendário adotado, já é uma tentativa de nos mostrar a profundidade das tensões do continente, de uma forma geral, e do reino de Grandbell especificamente.

A história contada diretamente em Genealogy of the Holy War começa justamente no ano de 757. O Reino de Grandbell é formado pela capital e seis ducados diferentes, cada um possuindo uma família real diretamente descendente de um dos 12 cruzados. O príncipe Kurth é o atual regente em exercício e conta com o apoio direto de dois duques. Um outro duque sente que a sua posição está ameaçada e forma uma coligação com um quarto. A posição dos outros ducados começa a ser colocada à prova e o reino fica dividido. Para piorar tudo, um exército de Isaach invade a pacífica cidade de Darna, transformando o local em um palco de grande carnificina. Kurth decide levar o exército de Grandbell em direção a Isaach.

Sigurd de Chalphy, que é o personagem principal da primeira parte da campanha, é surpreendido pela notícia da invasão do reino de Verdane em Grandbell. Com o exército da região indo em direção a Darna, cabe a Sigurd defender o reino. Assim começa um enredo cheio de intrigas e surpresas. Efetivamente, logo aparecem aqueles que
cultuam o antigo Deus da Escuridão e que desejam oprimir o continente novamente.

O que mais me agradou em Genealogy of the Holy War foram os seus grandes mapas e a batalha estratégica que acontece neles. O game tem um prólogo seguido de 11 capítulos e cada um deles traz um conflito de grande proporção. Cada cenário possui vilas, igrejas, castelos e diferentes tipos de terreno. Além disso, as batalhas sofrem modificações devido a diferentes situações.

É muito bacana como não apenas sistemas e mecânicas se desenrolam durante a batalha, mas o enredo também. Para se ter uma ideia, observe como o mapa do continente inteiro é representado através dos cenários de batalha:

São 12 cenários que compreendem grandes espaços e se intercalam uns aos outros, contando toda a história do continente a partir dos seus confrontos. O desenho dos estágios do jogo dá grande importância à continuidade de um capitulo para outro. Muitas vezes saímos de um castelo que conquistamos no capítulo anterior e observamos que o mapa da batalha se alterou, mesmo trazendo parte de uma região anterior.

Mas, se o design é bom no aspecto da continuidade, da construção do enredo e da geopolítica do continente, ele também é competente em cada capítulo e nas batalhas. Os diferentes tipos de terreno influenciam diretamente na possibilidade das estratégias. Visitar vilas (em amarelo) nos dá itens e dinheiro, ocupar castelos (em vermelho) é importante para que os personagens possam comprar e melhorar as suas armas, além de poder usar a Arena que gera mais dinheiro e experiência para o personagem. As igrejas (em azul) recuperam os danos de uma unidade quando ela estiver em uma ao final do turno.

São diversas as mecânicas que compõem os cenários de maneira fluída e inteligente. Os diferentes acontecimentos que ocorrem em cada capítulo também servem para criar distintas situações dentro de um mesmo ambiente.

Graças ao tamanho dos mapas, a chegada de novas unidades inimigas não causa uma mudança estratégica tão rápida como em Fire Emblem: Awakening (3DS), por exemplo. Dessa forma, é possível preparar os personagens e bolar a melhor estratégia para abordar ou se defender desses novos inimigos.

Seisen no Keifu também introduziu o triângulo das armas, que nada mais é do que o pedra-papel-tesoura de Fire Emblem. Cada tipo de equipamento possui uma resistência e uma fraqueza. Isso é essencial para a disposição de nossas unidades no campo de batalha, já que através dessa relação podemos ter a vantagem sobre os inimigos. Aqui ainda não contamos com a mecânica de pareamento, mas os personagens podem se aproximar, até mesmo romanticamente. Diferente dos jogos mais recentes, não existem muitas opções de romance, inclusive Sigurd se casa automaticamente com outra personagem, independente da vontade do jogador. Mas, esses relacionamentos são decisivos para a segunda geração de guerreiros que iremos controlar.

A série já havia introduzido esse sistema de mostrar diferentes gerações de guerreiros, mas em Genealogy of the Holy War a coisa se torna mais refinada. As habilidades e os atributos das unidades influenciam diretamente os seus filhos. Além de mostrar dois momentos diferentes da história, o jogo possibilita ao jogador ter alguma influência na “criação” da segunda geração. É interessante notar que o jogo posterior, Fire Emblem: Thracia 776 (SNES), se passa justamente entre as duas gerações retratadas em Seisen no Keifu.

O título me agradou muito, principalmente pelos grandes cenários e pela forma como eles foram explorados. São neles que parte do enredo se desenrola, afetando diretamente o gameplay: podemos melhorar unidades e armas, além de visitar castelos, cidades e igrejas. Os desafios apresentados são interessantes graças ao triângulo das armas e de um bom design de cenários. Toda a montagem por trás da sequência de capítulos e batalhas nos desenha um continente e seus confrontos a cada nova missão, e é no próprio campo de batalha que as relações e interações acabam florescendo.

Essa proposta de pensar a geografia (e a geopolítica) como o ponto central de um jogo de estratégia, como esqueleto que sustenta as mecânicas e sistemas (e que é envolto e modificado por elas), tem me feito muita falta nas entradas mais recentes da série. Ainda que Seisen no Keifu seja fundador de muita coisa que vemos até hoje, talvez sua parte mais fascinante tenha se perdido na cronologia de nosso mundo real.

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Comentários

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Breath of the Wild carater família?

wishlistei

Você sabe me falar se compensa eu comprar esse ou posso jogar o original também, eu tenho o original mas não. Joguei nenhum você pode me ajudar nessa Dúvida de 259 reais kkkk

Incluindo a fonte de meu comentário.: http://www.vgchartz.com/gamedb/games.php?name=just+dance+2018&keyword=&console=&region=All&developer=&publisher=&goty_year=&genre=&boxart=Both&banner=Both&ownership=Both&results=50&order=Sales&showtotalsales=0&showtotalsales=1&showpublisher=0&showpublisher=1&showvgchartzscore=0&showvgchartzscore=1&shownasales=0&showdeveloper=0&showcriticscore=0&showcriticscore=1&showpalsales=0&showreleasedate=0&showreleasedate=1&showuserscore=0&showuserscore=1&showjapansales=0&showlastupdate=0&showlastupdate=1&showothersales=0

O que mais impressiona é que a versão mais vendida deste jogo foi a do Nintendo Switch, seguida da fucking versão de Wii! TEM GENTE COMPRANDO JUSTA DANCE PRA WII EM 218! E vendeu bem mais que no One... Dificilmente um JD 2019 vai ficar de fora do velho de guerra da Nintendo!

<3

Este jogo é fantástico! Muito bom evoluir todos os personagens. Os personagens da 2ª geração ficam ainda mais fortes. Celice, filho de Sigurd, torna-se quase um Deus, o deixei com 80 de HP, o máximo, como outros status que ficaram no seu máximo, mais os itens: Silver Sword, Silver Blade, Power Ring, Speed Ring, Defence Ring, deixando o Celice muito forte e resistente.

Só aproveitando o hype ( e o ódio ) das pessoas online: é voltado para crianças. Você, adulto, pode brincar e curtir, mas é voltado para crianças. Com 7, 8 anos você AMARIA jogar nisso, então não seja chato e curta essa ideia sensacional que a Big N teve

Me senti assim quanto aos ports de games de Wii U para o Switch. https://www.youtube.com/watch?v=E3sG7pfvgJU

THE WORLD ENDS WITH YOU HYPE

Obrigado! Sobre suas dúvidas: 1) Eu não consegui confirmação concreta de quem é o CEO atual da Game Freak. O pouco que descobri apontava para o Satoshi, mas é possível que ele já tenha saído sim. 2) O texto foi escrito em dezembro, antes do anúncio de Bayonetta 3. Como a ideia é lançar um listão assim a cada seis meses, acho que não vale o trabalho ficar atualizando a cada anúncio. Mas se houver demanda, posso fazer.

Belo compendium dos estúdios da Nintendo e afiliados! Só tenho duas dúvidas: 1- O Satoshi ainda é CEO da Game Freak? Pensei que ele já tinha se afastado. 2- A Platinum não está fazendo Bayonetta 3 agora?

Que bacana, o jogo parece bem legal. Só não compro porque larguei rápido o último jogo do tipo que peguei (Animal Crossing: New Leaf)

O Zelda mais zeldoso de todos

Esse é jogo é O Zelda?

Valeu :)

Realmente é algo incrível, parece até informação secreta kkkkkkk, ótimo post.

Analise justíssima, parabéns Renan! Na minha opinião, por mais que Pocket Camp seja inegávelmente a experiência mobile da Nintendo mais próxima que tivemos da “versão console”, é desnecessariamente repetitivo, incompleto e enjoativo. Além do gameplay lento (como citado na análise), não existem grandes recompensas pela progressão no jogo além de novos personagens e móveis pra construir. No fim, Pocket Camp é apenas (o pior de) New Leaf adaptado para smartphones, com 10% das funcionalidades e mecânicas free-to-play. Talvez uma atualização dê alguma tapeada na repetitividade excessiva, mas teriam que mudar tanto o jogo que nem sei se vale a pena.

Não joguei esse Zelda ainda, por isso não posso fazer comentários sobre o jogo mas sei que a Nintendo sempre capricha nos seus jogos e usa artificios muito elaborados até para as coisas mais simples, certa vez na internet achei um vídeo relacionando o construtivismo de Vygotsky com o jogo super Mario...por fim estou gostando dessa abordagem mais técnica dos jogos, sai um pouco do padrão da internet

É um openworld, no dois vc começa adolescente e vai envelhecendo, as cicatrizes permanecem, vc pode comprar casa e casar nas diferentes cidades... no terceiro muda mas as decisões são fodas, por exemplo vc procura apoio da população de uma vila pra dar o golpe no seu irmão, então vc promete uma ponte pra cidade, depois do golpe vc tem escolher entre construir a ponte e aumentar o exército da sua nação contra o inimigo do jogo ..daí sua escolha muda tudo

Eu ouvi muito de Fable na época pré-lançamento dele, mas não cheguei a jogar. Tinham muitas promessas nesse sentido mesmo, que você ia passar anos na pele do mesmo aventureiro. Ele chega a ser um openworld? E as escolhas geravam caminhos e quests diferentes?

Um jogo bem interessante mas que muita gente não gosta é Fable, vc ter uma vida, fazer escolhas que vão afetar a história é bem interessante, seria bem legal se em Zelda você pudesse desenvolver uma cidade e se tornar herói/prefeito

Rapaz, que texto. A crítica que você fez à premiação do Uncharted bate no ponto certo. As narrativas mais envolventes do universo dos games, pra mim, foram aquelas que exploraram todo o potencial de interatividade que a mídia propõe. Nada contra Uncharted e eu acho que o jogo é brilhante em vários outros aspectos, mas os exemplos citados no texto falam por si só. Enfim, gostei muito. E o site tá lindo, isso aqui é qualidade pura.

Excelente lista! O Switch é uma awesome little indie machine :)

Cuphead leva quase todos (a meu ver, claro) Mas a Nintendo tá massacrando esse ano

Faltam 2 horas e estou que nem criança imaginando minha reação se eu ganhar.

Olha... excelente texto. Esse é um problema que eu já vinha discutindo em meus círculos de amizade ha um bom tempo. Isso fica ainda mais evidente quando percebe-se a necessidade das grandes publishers de seguirem tendencias mais lucrativas não afetam apenas o game design em si, mas também as temáticas, narrativas, e até mesmo a direção de arte dos games. Vide a enxurrada de jogos de zumbis que tivemos na geração passada... Por falar em indies, eu vejo muito potencial para que os próximos AAA inovadores saiam deles. O orçamento ainda é um problema, mas financiamento coletivo já é uma realidade. Acredito que equipes extremamente competentes e comprometidas consigam levantar fundos para levar adiante o desenvolvimento de jogos desse nível.

O sorteio vai ser ao vivo via live???

Obrigado Igor! Seja bem-vindo ao Nintendo Fusion :)

Rapaz, que texto foda! Parabéns Renan! Fico cada mais feliz em ser Nintendista em tempos como esse (apesar de ainda não ter um Switch), saber que a Nintendo rema pesado contra essa maré cheia de lixo. Recentemente o designer da BioWare, Manveer Heir (Mass Effect) compartilhou que a EA só tem foco mesmo nas microtransações, que ainda viu gente gastando 15 mil dolares com cards de multiplayer do Mass Effect 3. Pra piorar agora tem o sistema de Loot Box, que está na moda, e a Warner empolgou com o Shadow of Mordor. Loot Box pra fechar campanha ou pra tentar competir online nos jogos, pra mim isso é praticamente o fim. A única esperança que tenho nessa industria que amo tanto são mesmo nos indies, Nintendo e algumas empresas. Espero que a Activision não estrague a Blizzard, pq apesar de Overwatch ter Loot Box, são completamente cosméticos, e eu acho isso bom até, pq jogar pra desbloquear coisas visuais é muito mais interessante e prazeroso que jogar pra tentar a sorte com um item específico pra ser mais competitivo com upgrades no status do personagem.

Não aparece para você no começo do texto? https://uploads.disquscdn.com/images/b809b035a7e4e21875dfe6af44cc2d10dccbe7c3eea556e1be57fe8018d72a32.png

cadê o tal formulário do Gleam? não vi link nenhum no texto... tá mal explicado isso...

Das publicadoras de games, a EA é sem duvidas a pior. Não foi atoa que foi escolhida como a pior empresa americana por dois anos consecutivos. Não quero parecer um hater, mas é essa filosofia de shooters multimilionários, com gráficos de ponta e extorquimento de dinheiro dos consumidores é que vai fazê-los fechar as portas. Isso fica evidente com o “apoio” da empresa ao Switch, não souberam mais uma vez ler o sucesso do console, e repetem os mesmos erros de uma década: investir pesado em gêneros supersaturados. E é interessante notar como o Iwata foi capaz de enxergar uma realidade mais de uma década á sua frente, e feliz que cada vez mais empresas adotam essa estratégia: jogos de menor orçamento e maior foco no público

Agora sim vou ter meu switch o/

Sim!

Qual é a exceção "imperdoável"? Chrono Trigger?

Reativei minha conta só pra promoção kkkk

Cara, não uso Twitter. Até tenho, mas nem lembro senha nem nada. Vamos ver se tenho sorte

Parabéns à todos nessa nova empreitada, o site é promissor!

Acho que o único defeito desse game foi ter requentado muitas fases, poderia ter sido apenas a GHZ, por exemplo. Mas fora isso é impecável.

sera que agora ganho o

Precisa compartilhar no Facebook. Nos outros lugares é opcional.

Eu preciso compartilhar o sorteio pelo facebook? Ou é preciso compartilhar em outro lugar?

Felipe Sagrado escreva-se em tudo para aumenta a change brother!!!!

Você pode participar sim, só não vai poder obter os dois cupons relacionados ao Twitter. :)

Boa tarde. Eu não uso o Twitter, então gostaria de saber se isso impede minha participação ou só diminui minhas chances?

Treta foi massa demais

? vou seguir o Renan aqui tbm

oi

oi

oi?